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Teologia (103)

A grande lição do Calvário

Fortis est ut mors dilectio: o que mais impressiona no amor de Jesus, quer por seu Pai, quer por nossas almas, é a união maravilhosa e muito íntima da mais profunda ternura e da força a mais heróica no sofrimento e na morte: Fortiter et suaviter.
 

A teologia do santo sacrifício da Missa

Julho 26, 2009 escrito por admin

A “Confissão de Augsburgo”, protestante, viu bem a mudança radical do novo rito da missa, ao declarar: “Nós fazemos uso das novas preces eucarísticas (católicas) que têm a vantagem de pulverizar (reduzir a pó) a teologia do Sacrifício” (“L' Eglise d' Alsace”, dez/73 e jan/74. Apud “La Messa di Lutero”, por Dom Lefebvre).

Comentário sobre "As duas cidades" de Santo Agostinho

“Dois amores erigiram duas cidades, Babilônia e Jerusalém : aquela é o amor de si até ao desprezo de Deus ; esta, o amor de Deus até ao desprezo de si”.
Santo Agostinho, A Cidade de Deus,
2, L. XIV, XXVIII
 

Introdução. A moral

 
A moral é a ciência que deve regrar os costumes: definir a moral é demonstrar-lhe a indispensável necessidade. É inconteste o reconhecimento dos homens à necessidade da moral. Mas se se trata de descer ao fato, nem todos se põem de acordo de que ponto a moral deveria tirar sua regra e sanção.
 
Não obstante, se nos dispomos à reflexão, não é difícil reconhecer que a moral – conjunto de leis que se impõe a toda humanidade – nada mais é que a expressão da vontade Daquele que criou os homens e outorgou-lhes as leis de conduta e os meios por que podem alcançar seu fim.
 

A ignorância entre os cristãos

 

I — As causas da ignorância
 
O presente século (século XIX — N.T.) concedeu a si mesmo o faustoso título de “século das luzes”. A pretensão é manifesta, o direito não é tão claramente demonstrado. O século XIX não mudou em nada as condições da humanidade dos séculos anteriores; e, se bem que tenhamos a honra (?) de sermos filhos deste grandioso século XIX, no entanto a verdade é que somos filhos de Adão, e que nascemos trazendo conosco o pecado original e o que dele decorre, a ignorância e a concupiscência.
 

O mistério da Santíssima Trindade

I
A Fé e Seus Mistérios
 
O conhecimento de um só Deus em três Pessoas que nós recebemos pela fé é mais alto, sem comparação, do que o conhecimento que temos de Deus pela simples razão natural. 

As aflições dos homens e as consolações de Deus

[TRANSCRIÇÃO DE AULA DE 06/10/1975] Hoje, vou falar a propósito de um tema sobre o qual escrevi ultimamente em um artigo1, o problema da Santa Missa e do Pontificado — dois problemas interligados.

  1. 1. [N. da P.]Corção refere-se ao artigo “A voz dos Papas canonizados”

A ladainha de Nossa Senhora

Na ladainha invocamos Nossa Senhora sucessivamente em cinco prerrogativas distintas que aliás se completam: sob seus títulos de mãe e de virgem, como obra prima de Deus designada em figuras e símbolos, como socorro em toda espécie de aflições e finalmente como rainha por excelência

A criação

Dois autores espirituais de índoles tão diversas, como Santo Tomás de Aquino e São Francisco de Sales, tiveram ambos a idéia de colocar a mesma consideração no pórtico de duas grandes obras: a Introdução à Vida Devota e a Summa Contra Gentes, IIª Parte. Ambos os autores, um em termos mais universais e grandiosos, e o outro em termos mais particulares e adaptáveis a cada alma, propõem a consideração do Universo, da Criação, como útil ao progresso da Fé. O Doutor Angélico, invocando as palavras do salmista: “medidatus sum in omnibus operibus suis”, abre o seu segundo capítulo com estas palavras: “A meditação das obras divinas é necessária ao homem para a edificação de sua Fé em Deus.” E logo adiante acrescenta que o primeiro proveito é o de deixar a alma admirada e maravilhada, porque, como já mil e tantos anos antes dissera Platão, não pode haver sabedoria sem essa inicial disposição de louvor. Nessa perspectiva poderíamos dizer que o princípio da sabedoria é a admiração. O que Santo Tomás deseja de nós é que descubramos, na meditação das obras de Deus, que Deus é causa primeira de tudo, causa eficiente segundo o seu poder, causa exemplar segundo sua sabedoria, e causa final segundo sua bondade; ou que cheguemos a vislumbrar, na essencial bondade de todas as coisas, o reflexo daquela Bondade que é o próprio Deus.

Ciência e Fé

Todos nós sabemos que é impossível viver uma sombra do cristianismo se não cremos num Deus pessoal, e se não cremos ou não compreendemos que nossa alma ultrapassa o nível ontológico do mundo físico. Já o simples senso comum nos adverte que é fútil limitar a realidade ao campo direto ou indireto de nossos sentidos. Seria estranho, estranhíssimo que a totalidade do ser tivesse a medida do homem sem ter sido o homem o Criador de tal totalidade. É absolutamente inconcebível o materialismo, que só se sustenta porque seus adeptos se detêm, e se detêm precisamente no ponto em que era vitalmente decisivo o avanço. É tola, fátua ou desvairadamente soberba a atitude de quem imagina um só instante que a totalidade do ser, o real total, o que existe, o “tudo” se limita aos níveis de percepção de nossa sensibilidade. Para o empirista, o real absoluto e total, deus de si mesmo, criador e sustentador de sua própria substância, não pode exceder os limites de nossa percepção sensível. Haverá maior audácia, maior extravagância do que esta mesquinharia?

A ordem natural e a ordem sobrenatural

Nossa vida transcorrendo nas duas ordens, natural e sobrenatural, interpenetradas em cada instante, e sendo elas como vimos no artigo anterior, tão contrastadamente constituídas, é de se esperar que freqüentemente surjam situações conflitantes em que a alma religiosa pode esquecer a fulgurante e maravilhosa descoberta da infinita prevalência da ordem da salvação e da graça sobre a ordem natural das atividades humanas. Meu Deus, como poderemos contestar a superioridade da vida eterna e da eterna felicidade na luz da glória e na terra dos ressuscitados, com os peregrinos e efêmeros sucessos deste sopro que ontem nos tirou do nada e amanhã nos deixará no mesmo pó de onde viemos? Posto o problema nesses termos — e as almas de eleição são marcadas pela heróica opção que assim coloca a problemática da vida — nada mais teríamos a acrescentar. O critério da alma religiosa deve ser o critério dos santos, o critério do Nosso Senhor Jesus Cristo.

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