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Teologia (104)

Unum est necessarium

A vida interior, todos o podem facilmente conceber, é uma forma elevada da conversa íntima que cada um tem consigo mesmo, desde que se encontre só, mesmo no tumulto das ruas de uma grande cidade. Quando deixa de conversar com seus semelhantes, o homem conversa interiormente consigo mesmo sobre aquilo que o preocupa mais. Essa conversa varia muito de acordo com as diversas idades da vida, a do velho não é a mesma do jovem; e também varia muito se o homem é bom ou mau.

A Santíssima Trindade em nós

Santo Tomás, no final de seu tratado sobre a Santíssima Trindade, fala-nos das missões divinas e da habitação das três Pessoas Divinas em toda alma justa. Ele dá-nos uma certa inteligência deste mistério recordando-nos que Deus está sempre presente em todas as coisas, especificando de qual maneira especial está realmente nos justos e quais são os efeitos de Sua ação neles.

O Dogma da Redenção e sua explicação teológica

No sentido corrente da palavra, "redenção" ou "resgate" é o ato pelo qual adquire-se novamente, pagando-se o preço devido, o que se possuía anteriormente e não se possui mais. É assim que se fala do resgate de uma casa, de uma propriedade, e que se falou também do resgate dos cativos ou dos prisioneiros de guerra.

O medo e o santo temor de Deus

 

Os acontecimentos desses últimos dias marcados de violência levaram-me a pensar que têm muita razão os que já apontaram o predominante papel do medo na cultura moderna.
 

A esperança

 

Meditemos diante de Deus, e demoremo-nos na consideração de Seus dons.
 
Pelo leite e pelo sangue da Sagrada Doutrina, sabemos que para vivermos cristãmente, isto é, para nos entregarmos totalmente aos trabalhos do Espírito, que opera em nós a modelagem do divino exemplar, para assim podermos voltar ao Pai, precisamos possuir órgãos, forças, faculdades espirituais que só Deus pode dar, e sem as quais todos os nossos esforços se perderiam em disparates e confusão.
 

As duas vontades

Esta semana, compelido à busca de alguns textos em vista de um estudo que ainda sonho escrever, passei-a quase toda a ler os autores antigos: o Pe.Garrigou Lagrange, o Pe. Gardeil, e a incomparável Doutora Santa Teresa de Jesus em cujas páginas não encontrei o texto exato que procurava, mas encontrei o que não procurava, e que mais me valeu do que se tivesse alcançado aquilo que por deliberação própria procurava. Aproveito para recomendar, na leitura das coisas sábias e santas, este método da falta de método.

Bula Quo Primum Tempore

O texto que apresentamos a seguir é a tradução da Bula Quo Primum Tempore, do Papa São Pio V, datada de 14 de julho de 1570. Poucos são os documentos pontifícios que apresentam tamanho vigor, clareza, determinação. E isso tudo, para proteger a Santa Missa dos ataques dos inimigos.

O valor infinito de cada Missa oferecida por Nosso Senhor

Sabemos que o Salvador é o Padre principal do sacrifício da Missa, e que a oblação interior que foi a alma do sacrifício da Cruz, dura para sempre no Coração do Cristo que quer nossa salvação. É assim que Ele se oferece a si mesmo em todas as missas que, em cada dia, são celebradas. Qual é o valor de cada uma dessas? É preciso que se tenha uma idéia justa para se unir mais intimamente cada dia ao santo sacrifício e receber seus frutos mais abundantemente.
 
Ensina-se comumente na Igreja que o Sacrifício da Missa, considerado em si mesmo, tem um valor infinito, mas que o efeito que produz em nós, por mais elevado que seja, é proporcionado às nossas disposições interiores. São estes os dois pontos de doutrina que convém explicar.
  

A Missa e a morte

Podemos aprofundar-nos, de modo abstrato e especulativo, na doutrina cristã e católica do sacrifício da missa; igualmente, podemos fazê-lo de modo concreto e vivido, unindo-se à oblação do Salvador de forma pessoal e, mais particularmente, fazendo por antecipação o sacrifício da própria vida, para obter a graça de uma morte santa.

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