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Category: A Nova Teologia e os novos teólogosConteúdo sindicalizado

A Renovação Carismática Católica

Pe. Scott Gardner, FSSPX

 

Fruto do Concílio Vaticano II, Semente de Destruição.

Introdução:

  Batizados no "Espírito"

            "Batizado no Espírito", "Oração em Línguas", "O Dom da Profecia", e um "Relacionamento Pessoal com Jesus Cristo" são todas expressões muito em voga e indispensáveis no vocabulário da assim chamada "Renovação Carismática Católica" (RCC) , um movimento cujas origens se deve a um retiro sem nenhum acompanhamento realizado em 1967 por alguns estudantes da Universidade de Duquesne em Pittsburg (USA) . Por volta de 1990, o movimento já contava com cerca de 72 milhões de seguidores no mundo inteiro e organizações oficiais em mais de 120 países.
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O Limbo: uma doutrina incontestável confundida pela “nova teologia”

Abril 21, 2010 escrito por admin

 

Depois do nosso artigo “Magistério desprezado — o Batismo das crianças e o limbo” (Sim sim Não não de abril de 1996 p.1), recebemos a seguinte correspondência do Rev. Pe. Sulmont ― carta publicada no Boletim Paroquial de Domqueur de novembro de 1995 (suplemento do Boletim n°287, p. 1):

 

O Magistério desprezado

Abril 21, 2010 escrito por admin

O Batismo das Crianças e o Limbo
 
Um leitor nos escreve:
 
“Escutei, num programa de televisão, um debate entre dois padres, sobre o tema do ‘Batismo’, que me deixou inteiramente perplexo:
 
Um dos padres sustentava a tese da Igreja Católica, segundo o qual é justo que o Batismo seja administrado na idade infantil; o outro, ao contrário (dissidente), baseando-se no conceito de escolha, sustentava que se deve batizar na idade adulta.
 
As duas teses estavam apoiadas em citações dos Atos dos Apóstolos e em afirmações feitas por santos, teólogos e doutores da Igreja.
 
Gostaria de saber, sobretudo, se é verdade que a alma de uma criança, morrendo sem o Batismo, é privada da visão de Deus, isto é, destinada eternamente ao lugar que se chama ‘Limbo’.
 
Peço esses esclarecimentos para saber os motivos teológicos nos quais se inspira a Igreja a respeito desses problemas.
 
... Com meus agradecimentos...”
 
 
Será um prazer responder-lhe, porque esta carta nos dá ocasião de definir uma vez mais, com precisão, a causa da crise atual da Igreja.

Nova Teologia

O Pe. Garrigou-Lagrange, professor no “Angelicum”, que é a Universidade dos Dominicanos em Roma, nos põe a par de uma nova orientação teológica, em dois artigos publicados na revista da mesma Universidade em 1946, fasc. 3 e 4, e 1947, fasc. 21. Como ele diz que é “estrita obrigação de consciência para os teólogos tradicionais responderem (a estas aberrações)”, “do contrário faltariam gravemente ao seu dever, falta de que deverão dar contas a Deus” (pág. 135), parece-nos oportuno comunicar também aos leitores brasileiros o que se passa na Velha Europa (somente lá?) de hostil e perigoso dentro dos arraiais da mesma Igreja. Vamos nos servir do material fornecido pelo grande teólogo dominicano, e restringir-nos às suas informações, esquecendo, no momento, o que possamos conhecer por outras vias

  1. 1. “La nuovelle théologie oú va-t-elle?” e “Verité et immutabilité du Dogme”. Estes dois artigos, publicados em separata, trazem, respectivamente, a seguinte paginação: 126-145 e 1-16, Nestas notas vêm citados pelas páginas.

Para onde vai a Nova Teologia?

Em um livro recente do Pe. Henri Bouillard, lê-se:
 
Quando o espírito evolui, uma verdade imutável não se mantém senão graças a uma evolução simultânea e correlativa de todas as noções, mantendo entre elas uma mesma relação. Uma teologia que não fosse atual seria uma teologia falsa” 1.
 
Ora, nas páginas anteriores e nas seguintes, mostra-se que a teologia de Santo Tomás em muitas partes importantes já não é atual. Por exemplo, Santo Tomás concebeu a graça santificante como uma forma (princípio radical de operações sobrenaturais que têm por princípio próximo as virtudes infusas e os sete dons):
 
As noções utilizadas por Santo Tomás são simplesmente noções aristotélicas aplicadas à teologia 2.
 
Que se segue daí? “Renunciando à Física aristotélica, o pensamento moderno abandonou as noções, os esquemas, as oposições dialéticas que só tinham sentido em função dela” 3.Ele abandonou, pois, a noção de forma.
 
Como evitará o leitor esta conclusão: a teologia de Santo Tomás, por já não ser atual, é uma teologia falsa?

  1. 1. Conversion et grâce chez saint Thomas d´Aquin, 1944, p. 219.
  2. 2. Ibid. pp. 213 ss.
  3. 3. p. 224.
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