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Category: Mártires do século XXConteúdo sindicalizado

O Genocídio da Armênia

 

Às portas do século XX, o mundo viu renascer as hostilidades do islamismo contra a religião e a civilização cristã. Por ocasião da Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano lançou-se furioso contra a população da Armênia, num episódio hoje largamente considerado como Genocídio, o primeiro do século XX. Deportações, destruições de igrejas, conversões forçadas ao islamismo e o sistemático massacre de homens, mulheres e crianças, foram marcas do holocausto armênio, cujo número de vítimas se estima em mais de um milhão.

O dominicano Jacques Rhétoré, missionário, vivia em Mossul, atual Iraque, quando foi deportado para a província de Mardin, na Armênia. Lá, em companhia de outros religiosos, testemunhou a coragem e a paciência de um povo perseguido por sua fé.

O texto a seguir é um capítulo do seu livro de memórias “Les Chrétiens Aux Bêtes”, Les Éditions Du Cerf, 2005.  

 

A guerra dos Cristeros

“No dia 31 de Julho de 1926, alguns homens fizeram com que Nosso Senhor se ausentasse de seus templos, de seus altares, dos lugares dos católicos, mas outros homens fizeram com que voltasse; estes homens não viram que o governo tinha muitos soldados, muito armamento e muito dinheiro para fazer-lhes a guerra; isto eles não viram, o que viram foi defender seu Deus, sua Religião, sua Mãe, que é a Santa Igreja, isto é o que eles viram. A estes homens não importou deixar suas casas, seus pais, seus filhos, suas esposas e tudo o que possuíam; foram aos campos de batalha procurar Deus Nosso Senhor. Os rios, as montanhas, os montes, as colinas são as testemunhas de que aqueles homens falaram a Deus Nosso Senhor com o Santo Nome de Viva Cristo Rei, Viva a Santíssima Virgem de Guadalupe, Viva o México. Os mesmos lugares são o testemunho de que aqueles homens regaram o solo com seu sangue e, não contentes com isto, deram mesmo suas vidas para que Deus Nosso Senhor voltasse. E vendo Deus Nosso Senhor que aqueles homens realmente o procuravam, se dignou vir outra vez a seus templos, a seus altares, aos lugares dos católicos como estamos vendo agora, e recomendou aos jovens de hoje que, se no futuro aparecer novamente o problema, não se esqueçam do exemplo que nos deixaram nossos antepassados” (carta de Francisco Campos, Santiago Bayacora, Durango). 

Perseguição à Igreja Católica na Rússia comunista

O ano de 1917, data do triunfo da revolução bolchevista, assinala o início de um período novo, não somente para a história da Rússia, mas também para a história do cristianismo. Os dirigentes comunistas tomaram imediatamente posição a respeito da religião e das confissões religiosas, e perseguiram o seu desígnio com todos os meios que lhes proporcionava a ditadura que acabavam de impor.

Perseguição à Igreja Católica na Lituânia

Em 1940, a Lituânia tinha população de aproximadamente 3.033.000 habitantes, dos quais 80,5 por cento eram católicos-romanos, enquanto a religião protestante figurava em segundo lugar com 9,5 por cento, a judaica em terceiro, com 7,3 por cento, a ortodoxa-grega em quarto, com 2,5 por cento e seitas religiosas com 0,2 por cento1.

  1. 1. Report of the Select Commitee to Investigate Communist Agression and the Forced Incorporation of the Baltic States into the URSS. Third Interim Report of the Select Committee on Communist Agression  (Relatório da Comissão Parlamentar Especial para Investigar a Agressão Comunista e a Incorporação Forçada dos Estados Bálticos na URSS. Terceiro Relatório Preliminar da Comissão Parlamentar Especial sobre a Agressão Comunista). Congresso dos Estados Unidos da América (Casa dos Representantes; 83ª. Legislatura, Primeira Sessão ), U. S. Government Printing Office, Washington, D.C., (Referido daqui por diante como Terceiro Relatório Especial), págs. 124 e 162. A cifra da população total inclui o território de Klaipeda, com 153.793 habitantes, e a área reconquistada de Vilnius, com 457.500.

O Calvário da Romênia

O Cristianismo chegou primeiramente na Romênia em 106 a.C., quando os exércitos do imperador romano Trajano conquistaram a região conhecida como Dacia, levando com eles a nova fé. Embora a Romênia, situada na Europa oriental, sofresse naturalmente influência eslávica há muitos séculos — principalmente pelas invasões búlgaras nos séculos seis e sete — ela conservou uma profunda conexão com a civilização latina. E mesmo hoje, quase dois mil anos após a conquista romana, o Romeno é classificado por lingüistas como uma língua basicamente latina. No decurso da longa história do Cristianismo romeno, a população dividia-se entre os Ortodoxos, de longe a maior denominação, abrangendo cerca de 87 por cento da população, os Católicos somando 6 por cento, e os Protestantes com 5 por cento. Embora as cifras do censo não sejam inteiramente confiáveis, isso significa que, em termos concretos, havia cerca de 1.560.000 católicos na Romênia antes do advento do Comunismo em 1948. (Em contraste, o Partido Comunista na Romênia não possuía mais do que mil membros quando o regime Marxista foi imposto à Nação através de tramas internas e pressão soviética.) Porém, após cinqüenta anos de uma das piores perseguições do século, ainda existiam mais de meio milhão de católicos na Romênia1.

  1. 1. Didier Rance, Roumanie: Courage et Fidelité, L’eglise gréco-catholique unie ( Paris: Bibliothèque AED, 1994 ), 22.
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