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Category: NotíciasConteúdo sindicalizado

Edição Hors Série

Março 30, 2019 escrito por admin

Islã, religião do amor?

Agosto 2, 2016 escrito por site_permanencia

 

É preciso distinguir islã e fundamentalismo islâmico? O islã é mesmo uma religião de amor? Existe mesmo um islã moderado? Os responsáveis pelos atentados recentes encontraram no corão sua justificação?

O estudo a seguir vai responder, com clareza e precisão, essas questões fundamentais. As autoridades religiosas e políticas terão interesse em se debruçar sobre estas interrogações. Leia mais

 

Videomensagem de Dom Carlo Maria Viganó

Novembro 6, 2021 escrito por admin

VÍDEO MENSAGEM DE DOM CARLO MARIA VIGANÓ POR OCASIÃO
de uma manifestação organizada pela Associação "No Paura Day"

15 de Outubro, Turim

 

Vocês se encontram reunidos, em grande número, nesta praça de Turim, enquanto milhares de pessoas ao redor do mundo manifestam sua oposição ao estabelecimento de uma tirania global. Milhões de cidadãos de todas as nações, sob o silêncio ensurdecedor da mídia, vêm gritando seu “não” há meses. Não à loucura pandêmica, não aos confinamentos, não aos toques de recolher, não à vacinação compulsória, não ao passaporte sanitário ou à chantagem de um poder totalitário à serviço das elites. Um poder que se mostra intrinsecamente mau, movido por uma ideologia infernal e motivado por objetivos criminosos. Um poder que agora declara ter quebrado o pacto social e já não nos considera como cidadãos, e sim como escravos de uma ditadura, hoje sanitária, amanhã ecológica.

Este poder está tão convencido de ter conseguido seu golpe de Estado silencioso que descaradamente nos lança não só a ideologia que o move, mas também a religião que o inspira. Hoje, no Quirinal – o palácio que já foi residência dos Soberanos Pontífices na cidade de Roma – foi inaugurada uma exposição emblemática intitulada O Inferno, marcada pela exposição da Porte de l'Enfer, uma escultura de Auguste Rodin, produzida entre 1880 e 1890. Esta obra destinava-se à entrada do Museu de Artes Decorativas de Paris, e o seu esboço foi também apresentado na Exposição Universal de 1900, para selar o carácter maçónico e anticatólico deste evento. E há anos, no Coliseu, encontra-se o ídolo de Moloque, dos sets do filme Cabiria. O demônio devorador de crianças, a porta do inferno inspirada nas Fleurs du mal de Charles Baudelaire, há poucos dias o Festival da Blasfêmia em Nápoles. Na cidade de São Januário, cartazes com horríveis blasfêmias contra Deus foram colocados – com a permissão da Câmara Municipal – para celebrar a liberdade de pensamento e de expressão, insultando Nosso Senhor.

Eles nos dizem claramente: são servos do diabo e, como tais, pretendem se afirmar, serem respeitados e propagar suas ideias. Não só isso, mas em nome de um poder usurpado – um poder que, segundo a Constituição, deveria pertencer ao povo – eles exigem nossa obediência até a automutilação, a privação dos direitos mais básicos e a supressão de nossa identidade.

Esses cortesãos do poder, que ninguém elegeu e que devem sua nomeação à elite globalista que os usa como cínicos executores de suas ordens, desde 2017 vêm declarando em alto e bom som que tipo de sociedade desejam alcançar. Nos documentos relativos à Agenda 2030, que podem ser encontrados no site do Fórum Econômico Mundial, está escrito: “Não tenho nada, não tenho privacidade e a vida nunca foi tão boa.” A propriedade privada, no plano dos globalistas promovidos por Klaus Schwab e Rothschild, deverá ser abolida e substituída por uma renda universal que nos permita alugar uma casa, sobreviver, comprar o que as elites decidirem nos vender, talvez até mesmo o ar que respiramos e a luz do sol.

Este não é um pesadelo distópico: é exatamente o que eles se preparam para fazer, e não é por acaso que durante estas semanas ouvimos falar de revisão de estimativas cadastrais e incentivos à renovação de edifícios. Primeiro, nos endividam com a ideia de restaurar nossa casa, depois os bancos as tomam e as alugam para nós. O mesmo vale para o trabalho: hoje nos dizem que podemos trabalhar se tivermos um passaporte sanitário, uma aberração legal que usa a pandemia para nos controlar, para acompanhar cada movimento nosso e decidir se, onde e quando podemos entrar ou sair. Nesta Agenda 2030, também existe o dinheiro eletrônico, é claro, com a obrigatoriedade de compra e venda com cartão vinculado ao passaporte e ao crédito social. Porque a emergência sanitária e ecológica, agora iminente, legitima os governos a criar um sistema de avaliação de nosso comportamento, como o que já existe na China e na Austrália. Cada um de nós terá uma determinada pontuação, e se não formos vacinados, se comermos muita carne ou se não usarmos carro elétrico, pontos serão subtraídos e não poderemos utilizar determinados serviços, tomar o avião ou o trem de alta velocidade, ou teremos que pagar pelos nossos próprios cuidados de saúde, ou nos resignar a comer baratas e minhocas para recuperar a pontuação que nos permitiria viver. Repito: estes não são os pressupostos de nenhum “teórico da conspiração” mas sim fatos que já estão a acontecer [...].

Mas se hoje é possível nos impedir de trabalhar só porque não nos submetemos a uma regra ilegítima, discriminatória e vexatória, o que impedirá esses tiranos de decidir amanhã que não teremos acesso a restaurantes ou ao local de trabalho se participarmos de manifestações não autorizada, ou escrevermos algo em uma rede social a favor do tratamento precoce, contra a ditadura ou a favor de quem protesta contra a violação de nossos direitos? O que os impedirá de apertar um botão e nos restringir do uso do nosso dinheiro, só porque não somos membros de tal partido ou não veneramos a Mãe Terra, o novo ídolo verde, adorado até por Bergoglio?

Eles querem nos privar dos próprios meios de subsistência, forçando-nos a ser o que não queremos ser, a viver como não queremos viver, a acreditar no que consideramos uma heresia blasfema.

“É preciso ser inclusivo”, dizem-nos; mas em troca são agressivos contra nós, discriminando-nos porque queremos ter saúde, porque consideramos normal que a família seja composta por um homem e uma mulher, porque queremos preservar a inocência dos nossos filhos, porque não queremos matar as crianças no ventre de suas mães ou os idosos e enfermos em suas camas de hospital.

“O nosso modelo de sociedade funda-se na fraternidade”, asseguram-nos; mas nessa sociedade só se pode ser irmão negando e blasfemando o Pai comum. É por isso que vemos tanto ódio contra Nosso Senhor, Nossa Senhora e os Santos. É por isso que, a pretexto de festejar o Poeta Supremo, não fazemos uma exposição sobre o Céu, mas sobre o Inferno, que se tornou o lugar a desejar e a realizar na terra.

"Respeitamos todas as culturas e tradições religiosas", especificam, e é verdade que todos os ídolos e superstições têm seu lugar no Panteão ecumênico da nova religião universal desejada pela Maçonaria e pela Igreja Bergogliana. Mas só há uma religião que está banida de lá: a religião verdadeira que Nosso Senhor transmitiu aos apóstolos, e que a Igreja nos propõe. É verdade que, no caldeirão globalista, todas as culturas são bem-vindas, exceto a nossa: a barbárie da poligamia, a grosseria, a incivilidade, a obscenidade, tudo que é feio e obsceno e ofensivo tem o direito de se apresentar e se impor; ao mesmo tempo - com a maior coerência - a civilização, a verdadeira cultura, os tesouros da arte e da literatura, os testemunhos de nossa Fé traduzidos em igrejas, monumentos, pinturas, música devem ser banidos para que não haja comparação, nenhum termo de comparação que mostre quão horrível é o mundo sonhado por essas pessoas e quão preferível aquele que nos fazem negar e desprezar.

A mentira reina e não há cidadania para a verdade. Verificamos isso nos últimos meses, quando o mainstream fez a cobertura da pandemia censurando quaisquer vozes dissidentes; e até hoje quem discorda do Sistema é não apenas ridicularizado e desacreditado, mas criminalizado, tachado de inimigo público, feito parecer um louco a quem impor o TSO. Esses são os meios que cada regime totalitário usou contra oponentes políticos e religiosos. Tudo se repete diante de nossos olhos de forma muito mais sutil e escorregadia. Por outro lado, quem se inclina para o tirano oferecendo-lhe a sua lealdade é elogiado publicamente, como vemos em todos os programas de televisão, e se torna uma espécie de referência.

Nosso protesto contra o passaporte verde não deve se limitar a este evento específico, por mais ilegítimo e discriminatório que seja, mas devemos procurar ter uma visão mais ampla, identificar os objetivos da ideologia globalista; quem são os responsáveis ​​por este crime contra a humanidade e contra Deus; quem são os cúmplices e quem são os nossos possíveis aliados. Se não compreendermos a ameaça a todos nós, limitando-nos a protestar contra um – ainda que macroscópico – pormenor de todo o projeto, não seremos capazes de opor uma resistência forte e corajosa. Uma resistência que deve basear-se não na simples exigência de liberdade – por mais legítima que seja – mas na orgulhosa e altiva exigência de respeito pela nossa identidade, pela nossa cultura, pela nossa civilização e pela nossa fé que fez a grandeza da Itália e que animou todas as expressões da vida do nosso País, das mais humildes às mais sublimes.

O passaporte é apenas mais um passo em direção àquela porta do inferno em exibição hoje no Quirinal, como uma indignação desavergonhada de quem se considera irremovível e se beneficia de proteções poderosas.

Não temos os bilhões de Soros ou Bill Gates; não temos fundações filantrópicas, nem subornamos políticos para que se tornem nossos aliados; não temos redes de televisão ou redes sociais para compartilhar nossas ideias; não somos organizados como os apoiadores do Great Reset e não formulamos hipóteses de pandemia ou cenários econômicos.

Mas, apesar de nossa aparente fraqueza; apesar de não conseguirmos sequer ganhar visibilidade na televisão ou nas redes sociais; apesar do fato de sermos desorganizados e relutantes em nos manifestar e protestar – já que esse sempre foi o domínio de revolucionários profissionais e anarquistas de esquerda – ainda assim temos algo que eles não têm. Temos Fé, a certeza da promessa de Nosso Senhor: "As portas do inferno não prevalecerão". Somos animados por uma força interior que não é nossa, e que lembra a coragem serena com que os cristãos perseguidos enfrentaram a perseguição e o martírio. Uma força que assusta os sem coração, que aterroriza aqueles que servem a uma ideologia de morte e mentiras, aqueles que sabem que estão do lado dos eternamente vencidos.

Esquecem, esses miseráveis ​​servos da Nova Ordem, que sua utopia, mesmo uma distopia infernal, repele a todos nós, justamente porque não considera que não somos feitos de circuitos eletromagnéticos, mas de carne e osso., Paixões, afetos, atos de generosidade e heroísmo. Porque somos humanos, criados à imagem e semelhança de Deus. Mas isso os demônios não podem entender: é por isso que eles falharão miseravelmente.

Aos Portões do Inferno de Rodin, respondemos com o Janua Coeli, o Portão do Céu, o título pelo qual invocamos a Santíssima Virgem. Que ela, que esmaga no Apocalipse a cabeça da antiga serpente, seja nossa Rainha e a Senhora da Guerra, para o triunfo de seu Imaculado Coração.

E para que neste dia, em que se manifesta publicamente e com coragem contra a tirania iminente, não seja estéril e desprovido de luz sobrenatural, convido a todos a rezarem comigo com as palavras que o Senhor nos ensinou. Façamo-lo com fervor, com ímpeto de caridade, invocando a proteção de Nosso Senhor e de sua Mãe Santíssima sobre todos nós, nas nossas famílias, na nossa pátria e no mundo inteiro: Pai nosso, que estás nos céus...

 

+ Carlo Maria Viganò, arcebispo

Como "Amoris lætitia" permitiu a um jornalista ter uma visão clara sobre o Concílio

Setembro 3, 2021 escrito por admin

O vaticanista Aldo Maria Valli foi entrevistado na Rádio Spada em 27 de fevereiro de 2021. Durante a entrevista, explicou como havia descoberto a Tradição e os efeitos do Concílio Vaticano II na vida da Igreja. Aqui estão os trechos mais significativos desse testemunho corajoso. As passagens em negrito são da redação do DICI.

 

Rádio Spada: Se o senhor tivesse que resumir em poucas linhas sua posição sobre este acontecimento histórico que foi para a Igreja o Vaticano II e suas consequências, o que nos diria?

Aldo Maria Valli: Cultivei admiração por muitos atores das sessões conciliares, e a Providência permitiu-me conhecer pessoalmente alguns deles. Sempre apreciei sua paixão e amor pela Igreja.

Tendo crescido na Igreja pós-conciliar (no meu caso, em Milão), durante muito tempo nem sequer suspeitei que o Concílio pudesse trazer consigo as sementes de uma evolução teológica e pastoral e, pior ainda, de um desvio em relação à Tradição e ao depósito da fé. Durante os anos que acompanhei os pontificados de João Paulo II e Bento XVI como vaticanista, abracei a visão do que se chama "a hermenêutica da continuidade".

Minhas primeiras perplexidades datam de meados dos anos 90 do século passado, quando, por motivos profissionais, me mudei de Milão para Roma. Por mais paradoxal que pareça, foi precisamente em Roma que percebi os sintomas de uma degradação, sobretudo litúrgica, que me levou a fazer-me algumas perguntas.

Então, no ano 2000, durante o grande jubileu [do Ano Santo], tive pela primeira vez a oportunidade de observar e de conhecer os sacerdotes da Fraternidade São Pio X, durante sua edificante peregrinação. Desde então, minha posição em relação ao Concílio tornou-se cada vez mais crítica até que, com o pontificado de Francisco, vejo nele todas as contradições internas.

Em suma, creio que a incoerência fundamental em relação à Tradição já se encontra no discurso de abertura de João XXIII, Gaudet Mater Ecclesia. No momento em que afirma que a tarefa do Concílio é defender e difundir uma doutrina certa e imutável, o Papa diz: “Por enquanto, a Esposa de Cristo prefere usar o remédio da misericórdia ao invés de usar as armas do rigor. "

É aqui que reside o problema. Do ponto de vista católico, não há sentido em se opor a misericórdia ao rigor. Pelo contrário, o rigor na defesa e divulgação da justa doutrina é a forma suprema de misericórdia, porque visa a salvação das almas.

Por meio dessa brecha, aberta desde o início do Concílio, o relativismo se infiltrou na Igreja, os abusos e as traições penetraram nela. Em suma, o [espírito do] mundo adentrou e o homem foi colocado no lugar de Deus. Certamente, o trabalho de subversão já havia começado muito antes, mas o Concílio funcionou como um detonador, também em razão de um otimismo injustificado com relação à modernidade.

RS: Com o passar dos anos, suas posições sobre essas questões foram se aproximando gradativamente do que -- em termos jornalísticos -- pode ser definido (e simplificado) como “tradicionalismo”. Houve um evento desencadeador que determinou esse pensamento de sua parte?

AMV: O desencadeador foi a publicação de Amoris lætitia, em 2016. Se as dúvidas já existiam no início deste século, e foram aumentando gradativamente desde 2013, com a eleição de Francisco, a exortação apostólica “Sobre o amor na família” definitivamente abriu meus olhos.

Devo salientar que a ambigüidade e o relativismo, até hoje, não só entraram na Igreja, mas tomaram a forma de um magistério. Devo dizer que no início, no que concerne a Amoris lætitia, fiquei tão incrédulo que neguei o óbvio. Então, reli várias vezes e finalmente tive que reconhecer, com dor, a realidade.

O documento está imbuído da ideia de que existe um dever de Deus de perdoar e um direito humano a ser perdoado, sem que aja a necessidade de se converter. A lei divina eterna se curva a pretensa autonomia do homem.

O conceito de discernimento é instrumentalizado a fim de exonerar do pecado. Eu diria que Amoris Lætitia validou a revolução que havia ocorrido: não uma mudança de paradigma (expressão nebulosa usada para justificar a subversão), mas o triunfo da visão modernista, tanto no conteúdo quanto no método. […]

 

O preço da fidelidade

RS: [...] Em que medida o senhor acha que existe ou que se desenvolve a consciência de que - além do que o Papa Bergoglio está fazendo - estamos enfrentando uma crise que é causada pelo Concílio Vaticano II?

AMV: É difícil pintar um quadro geral, pois as posições são muito diferentes. Existem os ideólogos, os modernistas que dogmatizaram o Concílio e que atacam todos aqueles que tentam lançar luz sobre suas aporias.

Existem os oportunistas que se conformam com a visão modernista não por convicção, mas pelos benefícios que ela traz.

Há os silenciosos que, mesmo sabendo dos problemas, preferem calar-se, fingindo que só resta rezar, enquanto esperam que passe a tempestade.

Existem aqueles que pouco a pouco abriram os olhos, mas não sabem como agir.

Em geral, tenho notado que existe um problema psicológico generalizado entre aqueles, como eu, que cresceram na Igreja pós-conciliar. Entre as pessoas consagradas e os leigos, é difícil para muitos rasgar o véu, pois isso seria o mesmo que admitir que toda a sua vida foi consagrada a uma Igreja desviante.

Eu os entendo. Posso dizer eu mesmo que “estava melhor quando estava pior [no relativismo da Igreja conciliar. Nota do editor] ". Quando ainda não estava consciente, não sentia a amargura e o desânimo que muitas vezes tomam conta de mim hoje, em face aos abusos litúrgicos, aberrações doutrinárias, às concessões feitas ao mundo, às traições da fé.

Mas a verdade é fonte de divisão. Jesus diz isso claramente: "Não vim trazer a paz, mas a espada" (Mt 10,34). Uma Igreja que é toda de paz e amor, toda de açúcar, é uma construção mental e cultural que não tem equivalente nas Escrituras ou na história da civilização cristã. […]

 

Francisco não age como papa

Nesta entrevista, Aldo Maria Valli esclarece sobre o artigo que publicou em seu blog Duc in altum de 20 de fevereiro de 2021, intitulado “Roma sem o Papa. Bergoglio está lá, mas Pedro não ”(ver FSSPX.News de 26/02/21).

Eu sou alheio a qualquer tentação sedevacantista e acredito que Francisco é o Papa. As dúvidas levantadas sobre os supostos constrangimentos que conduziram à renúncia de Bento XVI, bem como sobre a retidão da eleição de Francisco, não levaram a nenhuma prova: há suspeitas, mas nenhuma prova. Em relação à escolha feita por Joseph Ratzinger, creio que foi uma fuga. […]

No que diz respeito a Francisco, acredito que ele não age como papa, ainda que o seja. As razões da minha avaliação são de ordem teológica. Francisco não nos apresenta o Deus da Bíblia, mas um deus adulterado, um deus adaptado às pretensões humanas, um deus que não perdoa, mas exonera.

Como escrevi em meu artigo, esse deus empenhado mais que tudo a exonerar o homem, esse deus em busca de circunstâncias atenuantes, esse deus que se abstém de comandar e prefere compreender, esse deus que "está perto de nós como uma mãe que canta um canção de ninar ”, este deus que não é juiz mas “proximidade ”, este deus que fala da “fragilidade” humana e não do pecado, este deus inclinado à lógica do “acompanhamento pastoral” é uma caricatura do Deus da Bíblia.

Pois Deus, o Deus da Bíblia, é certamente paciente, mas não laxista; é certamente amoroso, mas não permissivo; é atencioso, mas não complacente. Em suma, é pai no sentido mais completo e autêntico do termo.

A perspectiva adotada pelo Papa Bergoglio parece, ao contrário, ser a do mundo: que muitas vezes não rejeita totalmente a idéia de Deus, mas rejeita características que estão menos de acordo com a permissividade reinante.

O mundo não quer um verdadeiro pai -- amoroso, na mesma medida em que julga -- mas um companheiro; melhor ainda, um parceiro de viagem que releva tudo e diz: "Quem sou eu para julgar?" E Francisco apresenta ao mundo justamente esse deus que não é pai, mas parceiro de viagem.

Por isso, afirmo que Francisco não atua como papa, porque não confirma seus irmãos na fé. A prova é que recebe aplausos dos distantes [afastados da fé e da Igreja], que se sentem confirmados no seu afastamento, enquanto com as suas ambigüidades e os seus desvios desconcerta os que estão próximos.

A questão agora é saber se o fato de não agir como papa também significa não ser papa. Na minha opinião, não. Francisco é o Papa, mas no entanto está no erro. Alguns dizem: impossível, porque tem o auxílio do Espírito Santo.

Mas a assistência do Espírito Santo deve ser aceita. Se for recusada, os erros e os pecados podem se propagar, pois o Senhor nunca viola nosso livre arbítrio ao nos forçar praticar atos contrários à nossa vontade.

No paradoxo de sua infinita misericórdia, Deus nos deixa livres para desobedecê-lo, para nos condenar, para recusar a beatitude eterna; Ele nos envia graças sobrenaturais que, no entanto, as podemos recusar. Se assim não fosse, o homem não teria nenhum mérito em escolher Deus e sua lei e em renunciar a Satanás e suas seduções. […]

 

O sofrimento das almas

Desde o meu posto de observação, vejo crescer a perplexidade e o sofrimento.

Mesmo que não faltem encrenqueiros com sua natureza agressiva, vejo e encontro principalmente muitos bons católicos que amam o Papa e rezam por ele, mas que, por isso mesmo, sofrem quando ele não os confirma na fé, mas se reduz a atuar como capelão das Nações Unidas e a defender o politicamente correto, quando é ambíguo em questões de doutrina e moral, dando a impressão de se mover e raciocinar mais como político do que como pastor.

Grande parte do rebanho se sente sem guia. Nem todo mundo tem formação teológica, mas o sensus fidei permite a muitos de ver o que está errado. A adoração idólatra rendida à Pachamama produziu uma verdadeira estupefacção. Uma sensação de perturbação se espalhou quando o Papa Bergoglio se curvou para beijar os pés dos governantes do Sudão do Sul. A assinatura da declaração de Abu Dhabi também suscitou perplexidade. Sem mencionar a abertura aos chamados direitos LGBT.

Muçulmanos querem calar nossos sinos

Julho 25, 2016 escrito por site_permanencia

O Reino Unido assiste ao desenvolvimento de uma nova forma de anticristianismo por radicais islâmicos. Em várias cidades, famílias muçulmanas têm feito denúncias contra igrejas próximas de suas residências, com o intuito de impedi-las de tocar os sinos. Os muçulmanos chegam a afirmar que o tocar dos sinos é um desrespeito com outras religiões.

Grupos de muçulmanos, vizinhos de diversas igrejas britânicas, exigem que durante as missas nenhum barulho seja ouvido fora das igrejas.  Leia mais

Perseguição no Iraque e castigo da humanidade

Julho 22, 2014 escrito por Dom Lourenço

A perseguição aos católicos nos países muçulmanos continua dramática e cruel. Vejam o que foi difundido nas agências de notícias:

A situação dos cristãos no Iraque está ficando cada vez mais dramática. Neste final de semana a Mitra Diocesana de Mosul foi incendiada e o Mosteiro de Mar Behnam, que fica a dez minutos da cidade de Qaraqosh, foi tomado pelos fundamentalistas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL), que na semana passada obrigaram os fiéis a fugirem de Mosul depois de marcar as suas casas com a frase “imóvel de propriedade do ISIL”.

Em toda a história da humanidade, Deus castigou os povos que se afastaram da sua santa Lei. Como o mundo todo, hoje, incluindo o próprio Vaticano, já não quer o domínio de Deus sobre os homens, é de se esperar castigos salutares, para a nossa salvação.

Nas regiões islâmicas, a cruz vem pela morte e por crueldades variadas; entre nós, somos duramente perseguidos por leis iníquas que nos constrangem e impedem a prática do bem e a difusão da verdade.

Que Nossa Senhora de Fátima nos proteja da calamidade. Venha a nós o Vosso Reino!

 

Onde está a próxima Revista Permanência?

Julho 4, 2012 escrito por Dom Lourenço

E a Revista Permanência de Julho, quando sai?

 

 

Nossos leitores querem saber o que aconteceu. E com razão. Depois de dois números terem sido publicados no dia 20 do mês anterior ao lançamento, este número de julho-agosto-setembro está atrasado! Devia ter saído no dia 20 de junho.

Aos nossos impacientes leitores devemos algumas explicações. Aconteceram, de fato, alguns pequenos atrasos que, somados, causaram o grande atraso de mais de dez dias. Primeiro foram algumas imagens que não serviram, o que nos obrigou a procurar outras; em seguida a prova editorial não foi entregue pela gráfica na data certa.

Enquanto a Revista não chega (está prometida pela gráfica para esses próximos dias), trazemos para nossos leitores um rápido Sumário.

O Editorial relembra os princípios estabelecidos por Gustavo Corção no combate contra a crise da Igreja, no juízo sobrenatural que devemos ter diante dessa Outra igreja pós conciliar.

Em seguida, mantendo a linha de artigos sobre grandes perseguições na história da Igreja, trazemos um histórico sobre a Guerra da Vendéia, que foi uma reação católica contra a Revolução Francesa.

A espiritualidade é representada por mais um belo artigo de Garrigou-Lagrange, desta vez sobre a Caridade e as bemaventuranças. O Padre Mestre continua suas explicações sobre o Sermão da Ceia, e de Gustavo Corção publicamos um trecho da conferência pronunciada em Belo Horizonte, nos anos 1950, sobre a simbologia sacramental.

Publicamos também um belo texto, outrora atribuído a Santo Tomás de Aquino, sobre os Costumes Divinos.

Nosso Redator-chefe, Alexandre Bastos, nos presenteia com um artigo sobre a crise do ensino do latim.

Finalmente, no que toca a arte, além de outro artigo do nosso saudoso amigo Antônio Hernandez, o Padre Gustavo Camargo, da Fraternidade São Pio X, nos conta a história da Polifonia Sacra.

Mais poucos dias e a Revista Permanência do Tempo de Pentecostes estará "nas bancas". Não perca!

Nossa loja já está funcionando normalmente. Boas compras

Dezembro 21, 2011 escrito por Dom Lourenço

APROVEITAMOS PARA DESEJAR A TODOS OS NOSSOS

LEITORES E AMIGOS

 

FELIZ E SANTO NATAL

QUE A GRAÇA DE DEUS ESTEJA PRESENTE EM TODOS OS

MOMENTOS DE 2012

 

As Lições do Iraque

Novembro 12, 2010 escrito por Dom Lourenço

 AS LIÇÕES DO IRAQUE

Dom Lourenço Fleichman

Certamente não deve haver maior honra para um sacerdote do que dar sua vida durante a Santa Missa, por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não me parece haver dúvida, pelo relato dos jornais católicos (http://fratresinunum.com), de que o massacre, ou melhor, os massacres que são contínuos em diversos países muçulmanos, mas nunca divulgados decentemente pela mídia internacional, foram impetrados em ódio da fé católica.
 
Não me comove o fato de um padre ser morto pela fé de Cristo. Não me comove o fato ter de explicar aos fiéis das nossas Capelas e Priorados que, eles também, devem estar preparados para todo tipo de ataque dos inimigos da Cruz de Cristo, inclusive a própria morte violenta. Esse é o ensinamento que devemos tirar das Sagradas Escrituras e da Sabedoria dos Santos: não estamos nesse mundo para alcançar a felicidade aqui, mas para purificar nossas almas das nossas faltas e pecados, abraçando a Cruz, qualquer que seja ela, sabendo que a graça sobrenatural e divina nos sustenta sempre, em qualquer dor ou angústia dessa vida. Leia mais.
 
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