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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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Blog de admin

Lavorate – pregate – votate!

Outubro 13, 2022 escrito por admin

São Pio X e o voto nas eleições

Giuseppe Sarto, futuro papa São Pio X, tomou posse na sede cardinalícia de Veneza em 1894. Foi muito mal recebido pelos maçons, então na administração da cidade das gôndolas.

Em 1895 houve eleições municipais. Vendo os católicos desorganizados e sem forças para enfrentar o partido no poder, o Cardeal Sarto estabeleceu uma coalizão entre o partido católico e o partido liberal-moderado. A chapa na qual deviam votar era a do Conde Grimani, um liberal-moderado, mas que guardava certos princípios católicos; vários pontos concretos apontados pelo partido católico seriam respeitados.

Em 3 dias e 3 noites, o santo cardeal escreveu de próprio punho mais de duzentas cartas aos párocos, personalidades civis, comunidades religiosas, dando instruções sobre a votação e pedindo orações. Seu grito de guerra aos venezianos católicos da época era: Lavorate – pregate – votate! (Trabalhem – rezem – votem).

De fato, houve muitos trabalhos antes das eleições: o santo ressuscitou o jornal católico “La Difesa”, repetindo com Mgr. Ketteler: “Se São Paulo voltasse agora, tornar-se-ia jornalista”.

Os comitês paroquias receberam suas instruções para reunirem-se com o intuito a persuadir os fiéis da importância daquele voto. Inúmeras reuniões no palácio Patriarcal foram organizadas pelo cardeal Patriarca de Veneza.

No dia das eleições, a vitória foi brilhante, e Grimani manteve-se no poder por 25 anos, mostrando a força da organização de São Pio X.

Algumas más línguas acusaram o cardeal junto ao Papa Leão XIII, por ter-se juntado aos liberais. O papa convocou o cardeal para lhe pedir explicações. Diante das explicações do santo Patriarca, que mostrava os compromissos católicos assumidos pelo partido liberal-moderado, o papa compreendeu que eles não eram tão liberais a ponto de não ser possível trabalhar com eles. Leão XIII escreveu, então, uma carta de felicitações aos católicos de Veneza por terem vencido as eleições sob o comando do santo Patriarca.

(Bibliografia: Biografias de São Pio X de Dal-Gal, de Fernessole, de Hoornaert e de Mitchell.)

Coronavírus: Entre o medo e a audácia

Abril 4, 2020 escrito por admin

Dom Lourenço Fleichman OSB

Mais uma vez me vejo na obrigação de esclarecer nossa posição católica, diante de crises que se abatem sobre a nossa sociedade. Nosso mundo anda mergulhado no que lhe parece ser um grande sol a iluminá-lo, quando na verdade é apenas uma escravidão consentida e desejada. Sim, os tecnológicos homens desse mundo pós-moderno sabem, percebem sua incapacidade de fugir da compulsão das redes sociais, das massificantes notícias e informações, e sobretudo da sensação que tomou conta de todos, de serem livres como um passarinho a voejar entre galhos de árvores e fios elétricos. 

Poderíamos perguntar a nós mesmos o porquê dessa doença; creio que responderia que o homem busca companhia. Até certo ponto, convenhamos, essa busca é natural, visto a definição mais do que antiga feita pelo Filósofo, segundo a qual o homem é um animal político: vive na companhia dos seus semelhantes. Ora, como o mundo moderno desenhou no pé da mesa do computador (eu sei, eu sei, já não é mais no computador, é deitado na cama ou no sofá com o celular nos dedos, mas não atrapalhem, por favor, a minha história!)... então, retomemos: como o mundo moderno desenhou no pé da cama, ou da mesa, uma bola de ferro virtual, e disse ao ser debruçado na máquina: – veja, caro amigo, esta é uma bola de ferro virtual, nada mais “real” do que o virtual. Portanto, você está preso, velho escravo. Não se mexa, não saia daí.

Edição Hors Série

Março 30, 2019 escrito por admin

O que foi o "petrolão"?

Outubro 15, 2022 escrito por admin

Alexandre Bastos

Graça Foster já havia, por duas vezes e sem sucesso, pedido demissão do cargo de presidente da Petrobrás quando todos os diretores e seus assistente se reuniram em São Paulo1, às dez da manhã do dia 27 de janeiro de 2014. Na pauta estava o fechamento do balanço: pela primeira vez nos seus 61 anos, a estatal atrasara a publicação dos resultados. Duas empresas independentes haviam sido contratadas para fazer a reavaliação dos ativos, e o estudo chegara à conclusão de que 31 ativos estavam superavaliados em nada mais, nada menos que R$88,6 bilhões (atualizado para os dias de hoje, o valor é ainda mais exorbitante: R$130 bilhões) 2. É muito dinheiro!

Miriam Belchior, ministra do Planejamento, mostrou-se resolutamente contrária à divulgação, e atacou a diretoria, dando início a um verdadeiro bate-boca. A reunião terminou com a decisão de o balanço ser divulgado sem a baixa dos ativos – a companhia alegaria não ter condições de quantificar com segurança os efeitos da corrupção. Graça Foster tornou a pedir demissão e, dessa vez, o seu pedido foi acatado.

Esse episódio está relatado no livro “Petrobras, uma história de orgulho e vergonha” da jornalista Roberta Paduan3 que, depois de dois anos de dedicação exclusiva ao estudo da empresa, pôde afirmar:

“Nunca um governo planejou e executou um plano tão amplo de uso da estatal como ocorreu durante os mandatos do presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff. Digo isso com a tranquilidade de quem não acreditou nessa tese antes de confrontá-la; de quem ajudou a eleger Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência em 2002.”

O petrolão foi um caso superlativo de corrupção, tanto pela duração -- cerca de onze anos, ou quase todo o período do PT no poder -- quanto pelo valor altíssimo das somas desviadas. 

A cada contrato firmado, um percentual do valor recebido – geralmente 3% no caso da diretoria de Abastecimento – era desviado para os cofres de partidos políticos e executivos da estatal. E foram muitos contratos! A média anual de investimentos da petroleira, entre os anos 2003 e 2014, foi de R$76 bilhões (valores atualizados para 2015). O Partido dos Trabalhadores ficava com 2/3 das propinas, segundo o depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.

Tanto a presidência da companhia quanto o Palácio do Planalto tinham conhecimento da estrutura de distribuição e repasse de comissões dentro da estatal, segundo declarou Alberto Youssef. Perguntado sobre quem se referia ao mencionar o Palácio do Planato, o doleiro citou formalmente o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann, Antônio Palocci, José Dirceu, para só mencionar alguns nomes.4.

Um dos casos mais emblemáticos da corrupção foi o da compra da refinaria de Pasadena. Em 2006, uma empresa belga pagou US$42,5 milhões pela refinaria, então apelida de “ruivinha” pela quantidade de ferrugem em suas instalações. No ano seguinte, a empresa belga vendeu 50% da refinaria para a Petrobrás pela cifra de... US$359 milhões! Não parou por aí, pouco depois a estatal brasileira decidiu comprar o restante da refinaria por mais US$820 milhões. Investiu na sequência mais US$685 milhões em melhorias nas instalações... apenas para revendê-la cinco anos depois por US$ 180 milhões – um décimo dos valores dispendidos! No entanto, ninguém do Conselho de Administração – na época presidido pela Sra. Dilma Rousseff – jamais foi responsabilizado por esse verdadeiro crime contra o patrimônio público.

*

Completamente aparelhadas, quando não utilizadas para fins meramente políticos, as estatais, de modo geral, tiveram desempenho medíocre, quando não deficitário, no governo petista.

A Petrobrás, que chegou a ser a detentora de uma das maiores dívidas corporativas do mundo, apresentou prejuízo líquido de R$34,8 bilhões em 2015. Em 2021, ao contrário, deu R$106,7 bilhões de lucro.

Os Correios tiveram prejuízo de R$2,1 bilhões em 2015. No final do ano passado, lucro líquido de R$2,2 bilhões.

O BNDES viu seu lucro líquido saltar de R$6,2 bilhões em 2015, para R$34 bilhões em 2021.

O mesmo ocorreu com a Caixa Econômica, passando de R$7,2 bilhões em 2015 para R$ 17 bilhões em 2021.

O Banco do Brasil foi de R$11,5 bilhões em 2015 para R$ 19,7 bilhões em 2021.

Os resultados das estatais -- patrimônio do povo brasileiro -- são um reflexo da qualidade da administração pública. Com melhor governança e ausência de corrupção, os resultados melhoraram significativamente  (vide gráfico nesta página). 

  1. 1. A reunião não ocorria na sede do Rio de Janeiro por exigência do presidente do conselho da Estatal, Guido Mantega. Todos os diretores tinham de viajar para a capital paulista para atender a comodidade do ministro.
  2. 2. Ver matéria da época aqui: https://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/01/calculos-havia-apontado-perda-de-r-886-bilhoes-segundo-graca-foster.html
  3. 3. Petrobras, uma história de orgulho e vergonha, Roberta Padua, Editora Objetiva, Rio de Janeiro, 2016, pp. 324-326
  4. 4. Veja aqui: https://epocanegocios.globo.com/Informacao/Dilemas/noticia/2015/03/youss...

O Partido dos Trabalhadores e o "Foro de São Paulo"

Outubro 15, 2022 escrito por admin

Alexandre Bastos

 

O muro de Berlim caíra em novembro de 1989 e, dois anos depois, a União Soviética oficialmente terminava, dando início a um movimento de questionamentos e redefinições na esquerda mundial. Nesse cenário, os petistas pareciam trilhar dois caminhos opostos: moderação – para enganar os bobos, tendo em vista as necessidades eleitorais – e a reafirmação dos ideais socialistas. O PT parecia aqui seguir a máxima de Lenin: “Confundir o inimigo e o público: esta é a tarefa, enquanto se faz o que deve ser feito”

Foi assim que, no ano de 1990, com o intuito de “recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu”, Lula e Fidel Castro convocaram conjuntamente um encontro com todos os partidos e organizações comunistas-socialistas da América Latina e do Caribe. Esse encontro viria a ocorrer no mês de julho de 1990 na cidade de São Paulo – daí o nome Foro de São Paulo – e se repetiria, anualmente, por mais de duas décadas em diversas cidades latino-americanas.

O primeiro encontro se encerrou com a declaração seguinte: “Neste marco, renovamos hoje nossos projetos de esquerda e socialistas.” Além de diversos partidos de esquerda, participaram do Foro diversas organizações revolucionárias, tais como o Túpac Amaru, o MIR, a Frente Sandinista de Liberación Nacional e as FARC – o PT procuraria posteriormente ocultar do grande público a participação das FARC no Foro de São Paulo, por seu envolvimento com o narcotráfico. O Partido Comunista Cubano, naturalmente, também era membro.

É importante dizer que não se tratava de um convescote de velhos idealistas, pois o Foro tinha caráter prático, deliberativo, tomando decisões que deveriam ser acatadas, assinadas e postas em prática por todos os membros permanentes do foro – esse é um ponto extremamente grave, pois implica em uma interferência direta na soberania nacional.

Alguma das deliberações levaram à criação das comissões da “Verdade, Reparação e Justiça”, implantadas inicialmente na Argentina e, em seguida, no Chile e no Brasil, com o objetivo de transformar terroristas em heróis, propiciando-lhes gordíssimas indenizações até os dias de hoje.

Outra deliberação visava a complementação e compensação das diferenças das economias da região. Em português claro, os países mais ricos deveriam ajudar os mais pobres. Pode-se aqui perguntar se esse pensamento não está na origem da conivente passividade do governo brasileiro frente à expropriação da Petrobrás na Bolívia pelo presidente cocaleiro Evo Morales, ou na revisão antecipada e injustificada da tarifa paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia de Itaipú, onerando o Brasil em 240 milhões de dólares ao ano desde 20111.

Também podemos mencionar os empréstimos bilionários, em condições diferenciadas e sem qualquer lastro, às ditaduras de Cuba e da Venezuela – que evidentemente não tinham condição de quitar a dívida. Esses países estão hoje inadimplentes e devem cerca de R$ 4 bilhões ao BNDES2.  

Até hoje, ninguém foi responsabilizado por essas “tenebrosas transações”, que não passavam de artifícios para a transferência do patrimônio brasileiro para o exterior.

Outras deliberações do Foro englobavam desde o apoio a pautas feministas até o posicionamento comum em face de questões geopolíticas. No entanto, nem tudo que era discutido e decidido é conhecido pelo grande público, sendo reservado ao núcleo duro da organização.

Quem financiava o Foro de São Paulo? Segundo Graça Salgueiro, estudiosa do tema:

“Deve-se considerar como financiadores da organização, o que envolve Encontros, reuniões do Grupo de Trabalho que ocorrem em vários países quatro vezes ao ano, participações como observadores de eleições nos países membros etc, o próprio PT (hoje sabemos das ações bilionárias que estão em curso nas operações conjuntas do Ministério Público e Polícia Federal e que muito raramente são para proveito próprio), as FARC, os petro-dólares venezuelanos – da época de Chávez porque hoje a Venezuela está falida – e do mega-investidor George Soros, através de incontáveis ONG que pertencem e participam dos eventos.”

  1. 1. Para a questão envolvendo a Usina de Itaipú: https://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/contraponto/golpe-do-paraguai-em-itaipu-com-ajuda-do-pt-gerou-prejuizo-de-2-bilhoes-de-dolares-pro-brasil-311452/
  2. 2. Sobre a questão dos empréstimos: https://veja.abril.com.br/coluna/maquiavel/o-tamanho-do-calote-de-venezuela-e-cuba-no-bndes-dos-tempos-do-pt/

O que foi o "mensalão"?

Outubro 15, 2022 escrito por admin

Alexandre Bastos

O ano de 2005 foi bastante complicado para o partido dos trabalhadores. Denúncias de corrupção se sucediam, dando início a um fogo amigo: PSOL e PSTU atacavam o partido na imprensa e em manifestações de rua. A grande mídia era implacável: de junho a setembro daquele ano, a revista Veja publicou quase vinte números com denúncias explícitas ao PT na capa! A militância sentia o golpe: “Ser acusado de terrorista causa raiva; ser acusado de corrupto, vergonha. Envergonhados ficaram não só os militantes, mas os dirigentes”, escreveu Lincoln Secco na sua “História do PT”.

Em poucos meses, toda a cúpula do PT caía: o tesoureiro, o secretário-geral e o presidente do partido – todos por denúncia de corrupção. No caso de José Genuíno, o seu irmão fora flagrado no aeroporto com R$200 mil em uma valise e US$100 mil dólares na cueca.

Caíam em seguida José Dirceu, Ministro da Casa Civil – “sai daí, Zé”, reclamara publicamente Roberto Jefferson numa audiência memorável – e Antônio Palocci, da Economia. O Ministro fora acusado por um caseiro de distribuir malas de dinheiro e organizar festas com prostitutas.    

A prisão de Palocci só viria anos depois, no âmbito da Lava Jato. O ex-ministro foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo R$200 milhões do Grupo Odebrecht para o Partido dos Trabalhadores

Foi ainda naquele ano que estourou o escândalo da Gamecorp: a empresa do filho do presidente, um monitor de zoológico, recebera a soma inexplicável de R$5 milhões da Telemar!

Nada disso, porém, foi páreo para o escândalo do Mensalão, descrito na época pela Procuradoria Geral da República como “o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção, de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil”.

O Mensalão foi um esquema envolvendo não apenas o financiamento de campanhas petistas, mas a compra no varejo de votos de parlamentares visando a aprovação de leis do interesse do governo. Em poucas palavras, tratava-se de um atentado contra a própria democracia!

“Estamos a tratar de uma grande organização criminosa que se constituiu à sombra do poder fomentando medidas ilícitas que tinham por finalidade a realização de um projeto de poder”, declarou na época o Ministro Celso de Mello.

O Ministro do Supremo Ayres Britto, por sua vez, declarou sem meias palavras tratar-se de um “golpe”. E o historiador Marco Antônio Villa definiu o mensalão como “uma verdadeira tentativa de tomada de Estado”.

O esquema comportava três núcleos: o financeiro (composto por empresas públicas e privadas), o operacional (composto por empresas de publicidade) e o político (deputados e membros do Planalto). Por meio de empréstimos simulados, uns R$350 milhões (em valores atualizados) foram distribuídos diretamente a políticos nas vésperas de votações importantes para o governo.  

Na ocasião, o senador Arthur Virgílio fez um violento ataque ao presidente da República, que afirmava desconhecer o esquema que lhe beneficiava diretamente:

“Vamos acabar também com essa história de que o sr. Lula não sabe de nada. Até o meu filho de dez anos sabe! Ou ele é um completo idiota, ou o sr. Lula sabe de toda a corrupção que se passou debaixo do seu nariz”. E continuava: “Na melhor das hipóteses, sr. Lula, o senhor é um idiota! Na melhor das hipóteses! Na pior, o senhor é um corrupto!”

O presidente não foi denunciado pela Procuradoria Geral da República. No entanto, Corrêa Barbosa, advogado de Roberto Jefferson, declarou o seguinte, perante a Suprema Corte:

“Se o presidente da República só poder ser julgado pelo STF, peço que esse tribunal cumpra a lei e que o procurador chame o presidente Lula para esta Corte, porque ele é o mandante de todo esse crime.”

Marcos Valério, por sua vez, declararia: “Não podem condenar só os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio [Soares] e o Zé [Dirceu] não falamos”.

*

Pela proximidade das eleições, a oposição tem procurado comparar as “Emendas do Relator” (RP-9), erroneamente chamadas de “orçamento secreto” – visto que se sabe quanto e onde o dinheiro empenhado será gasto – ao “Mensalão”, o que é pura delinquência intelectual. Vejamos:

- O mensalão era um esquema criminoso promovido pelo executivo, pelo qual dinheiro sujo era usado para a compra de voto.

- As “emendas de relator” não são ilegais e foram promovidas pelo legislativo (contaram, inclusive, com o apoio de partidos de esquerda para derrubar o veto do presidente, o PT inclusive).

Assim também, Lula tem procurado equiparar as “pedaladas” de Dilma às “motociatas” de Bolsonaro, como se a presidente tivesse sofrido o impeachment por andar de bicicleta!

Dom Carlo Maria Vigano fala sobre Dom Lefebvre

Setembro 27, 2022 escrito por admin

[Apresentamos a seguir trecho de entrevista de Dom Carlo Maria Vigano em que fala da sua descoberta da crise da Igreja e do papel de Dom Marcel Lefebvre]

 

Pergunta: Excelência, o Vaticano II aconteceu há mais de 60 anos, a destruição da liturgia, há 50 anos, Assis há quase 50 anos; após 60 anos de desastres religiosos e políticos em que tudo foi destruído, em que fiéis católicos são desprezados, até mesmo condenados injustamente, o Sr. está, aos 80 anos, tornando-se fortemente anticonciliar. Por que o Sr. só agiu agora?

Resposta: Eu já tive a oportunidade de dar testemunho, em minhas intervenções anteriores, de como ocorreu meu despertar gradual para a crise da Igreja Católica e as causas profundas da presente apostasia. Como eu havia relatado, meu envolvimento no serviço diplomático da Santa Sé, minhas obrigações – como eu disse – para com o serviço da Santa Sé (primeiro como um jovem secretário nas Representações Pontifícias no Iraque e no Kuwait, depois em Londres; na Secretaria de Estado; depois como chefe de missão em Estrasburgo no Concílio Europeu; depois como núncio apostólico na Nigéria; e novamente na Secretaria de Estado como delegado para representações pontifícias e, finalmente, como núncio apostólico para os EUA), que tentei desempenhar com dedicação, devotando todo meu tempo e forças a ele, absorviam-me por completo, tornando praticamente impossível refletir com calma sobre os eventos que estavam tomando lugar na Igreja.

Porém, isso não me impediu de nutrir perplexidades fortes interiores e até mesmo críticas das “novidades” introduzidas após o Concílio. Estou falando, particularmente, dos sérios abusos litúrgicos, da crise na vida religiosa, do panteão de Assis, dos deploráveis pedidos de desculpas pelas Cruzadas, por exemplo, durante o Jubileu do ano 2000. Também estou me referindo ao que eu pensava como jovem estudante na Universidade Gregoriana em Roma. Eu percebia que tudo isso advinha dos novos princípios estabelecidos pelo Concílio.

Mas foi apenas muito mais tarde, em face dos graves escândalos do então Cardeal McCarrick e sua rede homossexual, e dos escândalos ainda mais graves de Bergoglio, que o link intrínseco entre a corrupção moral e a doutrinal tornou-se mais claro para mim, assim como as causas profundas da crise que está afligindo a Igreja por décadas, gerada pela revolução conciliar.

E não pude permanecer em silêncio.

A catástrofe era previsível desde o princípio. Mas, como eu já expliquei, nós havíamos sido treinados – em nossa formação para o ministério sacerdotal e ainda mais para o serviço diplomático – a considerar impensável que o papa e toda a hierarquia católica pudessem abusar de sua autoridade, exercendo-a para um propósito contrário ao que Nosso Senhor quer para sua Igreja. Fomos treinados a não questionar a autoridade dos superiores. E isso foi explorado por aqueles que, justamente explorando nossa obediência e nosso amor pela Igreja de Cristo, gradualmente, passo a passo, levaram-nos a aceitar novas doutrinas, estranhas àquelas que a Santa Igreja sempre ensinou, especialmente aquelas relativas ao ecumenismo e à liberdade religiosa.

Além disso, assim como na Igreja, a deep church se espalhou, passo a passo, em direção à dissolução do corpo eclesial, também na esfera civil o deep state desenvolveu-se no que eu diria que é um modo similar, através de uma infiltração gradual em direção às formas de tirania da Nova Ordem Mundial, do Fórum Econômco Mundial e a Agenda 2030.

Nesse caso, também, pode-se perguntar: por que os cidadãos não se rebelaram contra a subversão do Estado por pessoas revolucionárias que tomaram o poder para destruir as instituições que elas deveriam direcionar ao bem comum?

Muitos responderiam: nós não imaginávamos seus desígnios perversos, seu plano de nos tornar escravos de um sistema iníquo. Não imaginávamos que, quando eles falavam de democracia ou soberania popular, o que eles realmente queriam era nos tornar cada vez mais sujeitos a um poder totalitário radicalmente anticristão.

Considero que o fato de não se ter compreendido antes a natureza do processo revolucionário seria escusável; por outro lado, não compreender hoje é uma irresponsabilidade e faria de nós cúmplices de um golpe de Estado nas coisas temporais e de apostasia na esfera eclesial.

Portanto, agradeçamos àqueles que, muito antes de nós, com suas vozes proféticas, soaram o alarme para as ameaças na sociedade civil e na Igreja Católica.

 

Pergunta: Obrigado, Monsenhor. Tenho uma segunda pergunta: o que o sr. pensa de Dom Marcel Lefebvre e sua luta, particularmente de seu ato mais controverso, as sagrações episcopais de 1988?

Resposta: Só consigo olhar para Dom Marcel Lefebvre com admiração e muita gratidão por sua fidelidade e coragem. Uma coragem e uma fidelidade que foram infalíveis diante de tanta adversidade, hostilidade, até mesmo de falta total de compaixão da parte de uma hierarquia que se rendeu às ideias da modernidade e infiltrada pelos apoiadores maçônicos de um projeto de destruição capilarizado, sem precedentes, cujo alcance devastador podemos ver hoje em suas consequências extremas.

Dom Marcel Lefebvre deve ser visto como um santo homem, não um cismático! Como um fervoroso missionário e confessor da fé, um zeloso defensor da Tradição, do Sacerdócio e da Missa Católica. Ele se expôs ao risco de sofrer sanções severas, até mesmo a excomunhão, porque ele percebeu que era mais correto obedecer a Deus que aos homens, guardar e transmitir a Tradição que abraçar as ideias modernistas.

Sua vida é marcada por piedade, um espírito de sacrifício, um senso de dever, uma pureza de consciência e uma grande consistência interior. Sua vida foi dada a Deus e à Igreja, devotada ao serviço das almas, à evangelização, ao ensino e à pregação de doutrina sólida, à celebração do Santo Sacrifício e à formação de jovens chamados ao sacerdócio.

Uma vida que é testemunha da solidez da fé que nos foi dada pelos apóstolos, pelos pontífices, pelos concílios e pelos santos doutores da Fé, e pela qual os mártires derraram seu sangue.

Alguns consideram que as sagrações de 1988 “foram longe demais”. Outros enxergam uma necessidade vital para salvaguardar a Missa de todos os tempos.

Dom Lefebvre percebeu a urgência dos tempos em que vivemos e o drama de uma situação que piorou e tomou novos tons de gravidade em anos recentes, tornando mais evidente o estado de exceção em que nos encontramos.

Alguns consideram desobediência; nós consideramos fidelidade!

Dom Lefebvre continuou a ensinar e a fazer o que a Santa Igreja sempre fez e ensinou. Ele se opôs ao liberalismo, à destruição da Missa e de todo o edifício litúrgico da Igreja, à ruína do sacerdócio, da vida religiosa e da moral cristã. Repito: alguns consideram desobediência; nós consideramos fidelidade!

Nigéria: Massacre em uma Igreja no Dia de Pentecostes

Junho 26, 2022 escrito por admin

Um ataque, que não foi reivindicado, ocorreu durante a missa da Festa de Pentecostes na igreja de São Francisco, localizada na cidade de Owo, no estado de Ondo, no sudoeste da Nigéria, a menos de 200 quilômetros de Lagos.

Os agressores, em número de pelo menos cinco, estavam munidos de armas e explosivos. Depois de terem detonado uma bomba perto do altar, atiraram metodicamente contra os fiéis tomados de pânico que tentavam sair do prédio.

Um primeiro relato dado, na segunda-feira, 6 de junho, pela manhã, fala em 21 mortos, incluindo crianças. Depois, vários jornais nigerianos anunciaram um número bem maior na noite de segunda-feira: pelo menos 50 pessoas teriam morrido neste massacre. Há também cerca de 50 feridos, alguns em estado grave.

O atentado atingiu um Estado até então poupado da violência que se desenvolve no país. Assim, houve nada menos que quatro ataques desde sábado, 4 de junho, com mortes e sequestros em massa em regiões mais ao norte.

O ataque de Owo está, sem dúvida, ligado a um contexto político, além de religioso. O partido no poder, o APC (Congresso de Todos os Progressistas, ou Congresso dos Progressistas) deve de fato realizar suas primárias para a eleição presidencial de 2023, para suceder Muhammadu Buhari, que deve renunciar após dois mandatos.

A segurança é um dos maiores desafios deste país, que é – de longe – o mais populoso da África e que também é a maior economia do continente. Além disso, as tensões continuam a crescer, por um lado, entre os estados do norte, principalmente muçulmanos e que estabeleceram a Sharia, e os estados do sul, majoritariamente cristãos.

O exército deve enfrentar uma guerra jihadista no Nordeste, que se arrasta há doze anos; deve lutar contra as gangues de saqueadores e sequestradores que aterrorizam o Noroeste; e, finalmente, deve pacificar o Sudeste, teatro dos movimentos separatistas.

(Fontes: Le Monde/Blueprint/Le Figaro – FSSPX.News)

Entrevista com Sua Excelência, Monsenhor Bernard Fellay, acerca da recente Consagração da Rússia

Maio 20, 2022 escrito por admin

08 de Abril de 2022.
Sete Dores de Nossa Senhora
 
Queridos amigos e benfeitores,
 
Nessa festa de Nossa Senhora, teremos dois novos subdiáconos, e 21 homens receberão as ordens menores. As ordenações sacerdotais acontecerão no dia 17 de junho, quando seis homens serão ordenados ao sacerdócio, e dois ordenados ao diaconato. Por favor, rezem por eles. À medida que o mundo se afasta cada vez mais de Deus, a necessidade urgente dos homens de Deus aumenta. Esperamos que muitos de vocês possam comparecer para os encorajar nesse momento em que eles são enviados à messe.
 
A festa da Anunciação este ano trouxe o grande dom da consagração da Rússia pelo papa em união com os bispos, padres e fiéis de todo o mundo. No Seminário, tivemos a bênção de ter Sua Excelência, Dom Bernard Fellay, conduzindo a comunidade do seminário nessa consagração. Antes dela, Sua Excelência bondosamente ofereceu uma entrevista falando da devoção ao Imaculado Coração de Maria e a Consagração da Rússia. O texto segue abaixo.
 
Que Deus lhes dê uma linda Páscoa como recompensa de manter Sua Paixão próximo de seus corações durante esta quaresma.
 
In Christo Sacerdote et Maria,
Pe. Yves le Roux.
 
 
Entrevista com Sua Excelência, Dom Bernard Fellay
O que o Sr. pensa sobre a consagração de hoje da Rússia e da Ucrânia pelo Santo Padre?
Houve várias consagrações que não atenderam aos requisitos. Desta vez, incluiu-se uma consagração da humanidade inteira, mas a Rússia foi citada. Não me preocupo muito com a menção à Ucrânia, porque, na História, a Ucrânia foi o começo da Rússia: aquilo que chamamos de "Rus" começou ali, ela era parte da Rússia. A Santíssima Virgem Maria pediu [essa consagração] ao papa e aos bispos, de modo que isso cabe a ele, não a nós, não queremos tomar o lugar dele. Certamente, nos uniremos às intenções da Santíssima Virgem Maria e, na medida em que o Santo Padre as estiver atendendo, daremos graças a Deus. Ainda assim, o texto é tão pobre, que Menzingen preparou outro texto. Nós não fomos convidados como os outros bispos, no entanto, nós nos unimos [a eles]. E nos alegramos, porque parece que será a primeira vez que chegaremos bem próximos do que a Santíssima Virgem Maria pediu.
 
Qual o papel do Imaculado Coração de Maria na Igreja e no mundo hoje, especialmente à luz da consagração?
A Santíssima Virgem Maria, em Fátima, explica: "Meu Filho quer estabelecer a devoção ao meu Imaculado Coração"; isso é Fátima, isso é a chave de tudo, de todos os acontecimentos históricos.
 
Temos esse episódio no plano global de Deus, temos a História da Rússia, e, ali, a Santíssima Virgem, mais uma vez, disse que quer esse país consagrado a ela; mas, nessa consagração, há dois aspectos. O primeiro é que o Papa, como cabeça da Igreja, deve consagrar a ela esse país; o segundo está encerrado nessas palavras: "se o mundo não se converter..."; aqui entramos no problema do pecado, que também está relacionado com o Imaculado Coração. O mundo está pecando, ofendendo a Deus insistentemente. Deus ofereceu ao mundo um meio de salvação, um meio de fugir do pecado... esse meio é a devoção ao Imaculado Coração de Maria.
 
Se o mundo não se converter -- é o que diz Nossa Senhora -- então haverá outra guerra. Nesse mesmo sentido, ela diz que Deus confiou a ela a paz das nações, que a paz foi colocada em suas mãos; se quisermos a paz, devemos recorrer a ela. Mas também temos de nos comportar adequadamente perante Deus. Ela que anunciou o fim da Primeira Guerra Mundial também anunciou que haveria uma segunda guerra. As datas do fim dessas guerras são datas marianas. É muito claro, ela é a rainha e detém em suas mãos, em nome de Deus, a paz deste mundo. Dentro dessa perspectiva, a consagração é boa, ela pediu isso.
 
Não basta dizer que não queremos a guerra. "Se vocês não querem a guerra, então não pequem!" É isso que precisa ser dito a este mundo. Convertam-se! Parem de pecar, e assim teremos a paz. Recorram ao Imaculado Coração! 
 
Na consagração inteira, não se faz menção ao Imaculado Coração de Maria, apenas naquele momento específico em que realizamos a consagração propriamente dita. No texto inteiro, nas duas páginas, não há nada além disso sobre o Imaculado Coração, nada sobre o pecado. Ainda assim, estamos pedindo isso por anos a fio, suplicamos a Deus para que essa consagração acontecesse. Portanto, nós nos alegramos, nós nos alegramos de todo nosso coração, nós nos unimos a esse ato de consagração. A promessa não está explícita no texto do papa: a Rússia se converterá. E converter-se significa converter-se, significa tornar-se católico. Além disso, a paz será dada à Igreja.
 
Consideramos a situação da Igreja hoje, e não sabemos como [essa conversão] acontecerá, não temos resposta para isso, mas sabemos que tudo está nas mãos de Deus. Será que, após essa consagração, teremos de atravessar um tempo ruim antes do Triunfo? Não excluo essa possibilidade, mas ela prometeu. E sabemos que, todas as vezes que os papas fizeram algo, ainda que não fosse de modo perfeito, houve uma resposta do Céu. Todas as vezes, algo de bom aconteceu.
 
É de se esperar que o Triunfo será imediato?
Eu gostaria de poder dizer que sim, mas isso está nas mãos de Deus, na misericórdia de Deus. Mas já será uma misericórdia inacreditável se Deus poupar o mundo daquilo que merecemos. Talvez sim, mas as almas precisam voltar para Deus. E, quando olhamos, principalmente para o Ocidente, que agora está pior que o Oriente... Eles se afastaram de Deus.
 
Nosso Senhor disse que quer que seja claro que a conversão da Rússia se dará por meio do Imaculado Coração de Maria. O Sr. acredita que veremos essa conexão nessa consagração?
Absolutamente, haverá uma conexão, é preciso haver essa conexão. Esperemos que essa consagração seja correta. Se for, a conexão entre os fatos estará clara. Terá de estar, porque, com os fatos, as pessoas recorrerão a Maria. Não é certo que essa seja a consagração correta, mas, se for, sentiremos os efeitos. Ainda falando do futuro, não podemos brincar de profetas, porque o futuro realmente está nas mãos de Deus. Às vezes, Deus ama os tempos difíceis, porque extrairá algo bom deles. Temos vários exemplos disso. Lembre-se da história de José do Egito: ele foi vendido por seus irmãos, porém, graças a isso, José salvou toda a tribo de Israel. Algumas coisas não compreendemos agora, mas, mais tarde, diremos "sim, agora eu entendo".
 
Devemos depositar uma enorme confiança em Deus. Devemos tomar o lado do Céu, do Imaculado Coração.
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