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Dom Lourenço Fleichman, OSB (125)

Um Berço Digno do Filho de Deus

Na torre da nossa igreja não temos ainda nenhum sino. No entanto eu os ouço tocar. Lá dentro, no santuário uma imagem de Nossa Senhora muito maior, muito mais rica do que merecemos lembra-nos todos os dias que tudo devemos a ela, que tudo começou num já longínquo 8 de dezembro de 1991, na primeira missa que celebramos em Niterói ainda num salão de festas de um prédio.

Um único holocausto agradável a Deus

Os dias vão passando e já avançamos mar adentro nas águas da Santa Quaresma. Mesmo se muitos ainda não se dispuseram a incluir no seu dia a dia alguma mortificação, lembranças efêmeras da vida mortificada dos primeiros cristãos, outros já começam a tirar proveito espiritual e material pelos pequenos sacrifícios oferecidos generosamente diante do altar. Durante quatro semanas a Igreja nos convida a esvaziarmos nosso coração dos apegos à nossa vontade própria, às amarras múltiplas que nos prendem a esta vida, de modo a deixar espaço ao que vem pela frente. Se é verdade que o nosso sacrifício é tão fraco e pequeno, por outro lado, o Tempo da Paixão nos estabelece diante da Cruz do nosso Salvador. Ali então, se tivermos sido generosos nas quatro primeiras semanas, descobriremos maravilhados tantos reflexos luminosos do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. E esta palavra - Sacrifício - soará em nossos ouvidos e vibrará em nosso peito no seu significado profundo: Sacrum facere - fazer o sagrado. Em outras palavras, realizar os atos próprios daquilo que se oferece a Deus e que é aceito como agradável pelo Pai. De fato, o Pai enviou o seu próprio Filho, Deus de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, com esta missão específica. Qual? Alguns dirão que Cristo veio ao mundo para pregar o Evangelho; outros que veio ensinar aos homens o caminho da paz. E têm razão. Mas nem a pregação do Evangelho nem a paz que lhe segue podem manifestar o fundo da missão do Messias. Ele veio para oferecer um único Sacrifício agradável ao Pai. Dirão então: quer dizer que aquela religião revelada outrora aos Patriarcas, pregada pelos Profetas e vivida com tanta dificuldade pelo Povo Eleito, na qual se encontravam tantos sacrifícios rituais, não foi agradável ao Pai?

Porque a Rússia?

Ao iniciarmos a Cruzada do Imaculado Coração de Maria, atendendo ao chamado de Dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, convém procurarmos entender as razões profundas que levaram a Fraternidade a convocar os católicos para tal empresa. Se nossa conversa na saída da missa dominical ou nos salões modernos das listas e blogs se ater a comentários superficiais, como seria a quantidade de terços propostos ou as reais possibilidades do episcopado mundial aceitar realizar tal ato, nós mesmos estaremos fugindo do essencial. A meu ver o que mais importa nessa hora é analisarmos a questão da Rússia e de sua conversão, pois só assim podemos entender o que significa consagrar esta nação ao Imaculado Coração de Maria.

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Um único holocausto agradável a Deus

Os dias vão passando e já avançamos mar adentro nas águas da Santa Quaresma. Mesmo se muitos ainda não se dispuseram a incluir no seu dia a dia alguma mortificação, lembranças efêmeras da vida mortificada dos primeiros cristãos, outros já começam a tirar proveito espiritual e material pelos pequenos sacrifícios oferecidos generosamente diante do altar. Durante quatro semanas a Igreja nos convida a esvaziarmos nosso coração dos apegos à nossa vontade própria, às amarras múltiplas que nos prendem a esta vida, de modo a deixar espaço ao que vem pela frente.

Há trinta anos morria Gustavo Corção

Estava eu pensativo sobre este aniversário, lembrando dos tempos de Gustavo Corção, lembrando dos tempos em que ele fazia parte do meu mundo de criança e de adolescente.

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