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CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

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Os filhos do ódio

Todo esquerdista é um deformado. E quanto mais culto, quanto mais vinculado aos seus precursores, humanistas no século XVI, “filósofos” ou “esclarecidos” do século XVIII e logo depois, os jacobinos e em seguida os maçons, todos os socialistas de todos os matizes firmam-se obstinadamente em certos postulados arbitrários e na certeza fanática de suas convicções. Quando lhes ocorre chocarem-se com os fatos, pior para os fatos. Se o povo simples, ainda não atingido por suas arengas, repele-os, muitas vezes por simples enfado (são chatíssimos), logo constróem em suas cabeças uma contorção pela qual ficam sendo “reacionários” ou “vendidos” os que não se deixam sensibilizar pelos seus esquemas, todos de conflito: ricos contra pobres, progressistas contra reacionários, inovadores contra “apegados aos seus privilégios de classe”, etc., etc.

Esta deformação mental, porém, tem raízes mais profundas e mais sombrias. Os socialistas são, realmente, almas ressentidas, poços de rancor generalizados, filhos do ódio. Seu ódio, normalmente, volta-se para os que servem-lhes de pretexto ou contra aqueles que lhes barram o caminho.

Que eles são filhos do ódio, sentiu o poeta e exprimiu-o muitíssimo bem. Fernando Pessoa, no seu poema “Ontem à tarde...” (Alberto Caeiro) vai fundo na percepção do que o socialista é:

 

Ontem à tarde, um homem das cidades

Falava à porta da estalagem.

Falava comigo também.

Falava da justiça e da luta para haver justiça

E dos operários que sofrem,

E do trabalho constante e dos que têm fome

E dos ricos, que só têm costas para isso.

E olhando para mim, viu-me lágrimas nos olhos

E sorriu com agrado, julgando que eu sentia

O ódio que ele sentia

E a compaixão que ele dizia que sentia”.

........................ (Poema XXXII).

 

Nos países em que ainda não têm o poder total, esse ódio concentra-se numa surda sabotagem contra os que constituem “a repressão”. É por isso que aparece, sobretudo, entre os intelectuais e em especial na imprensa, um clima, um ambiente, uma mentalidade generalizada que sente a mais completa indiferença pelas vítimas dos criminosos, uma mal disfarçada simpatia pelos criminosos e um ódio implacável contra a polícia que prepara e esconde o ódio total contra o Exército, contra os militares em geral. Mas não se pense que o ódio contra os militares é apenas ódio contra os que lhes barram o caminho. É mais do que isso. É, antes disso, ódio contra aqueles que significam sobretudo uma ordem, um organismo institucional, um regime de subordinação de uns e de exercício de autoridade de outros. É ódio à autoridade mais do que qual quer outra coisa. Ora, o ódio à autoridade esconde o ódio a Deus, ódio que nasce da soberba, ódio que exprime o orgulho, ódio de quem quer ser seu próprio senhor. E deles disse Nosso Senhor: “Odiaram-me sem motivo” (Jo. XV, 25).

 

(Revista Permanência Julho-Agosto 1986, N° 212-213.)

 

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