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Category: AnônimoConteúdo sindicalizado

Introdução à festa da Sagrada Família

Jesus veio para Nazaré e vivia sujeito a eles (Evangelho).

 

Paramentos brancos

 

“Não era acaso conveniente, diz São Leão, celebrar o nascimento real do Filho do Pai eterno, a casa de David, e os nomes gloriosos dessa antiga linhagem? Mas é mais doce ainda para nós recordar a pequena casa de Nazaré e a humilde existência que aí se passa; é mais doce celebrar a vida obscura de Jesus. É aí que o Divino Infante se exercita no humilde ofício de carpinteiro, aí, na sombra, cresce em idade, mostrando-se feliz por partilhar dos trabalhos de São José.

Que o suor, diz ele, banhe os membros antes de os inundar a efusão do sangue redentor, que a mortificação do trabalho sirva também de expiação para o gênero humano. Junto do Menino se encontra sua terna Mãe, junto do Esposo a Esposa dedicada. Como ela se julga feliz em poder aliviar, com afetuosos cuidados, as sua penas e fadigas”. “Ó vós que não fostes isentos nem de preocupações nem de trabalhos, e que conhecestes o infortúnio, olhai para os desgraçados que lutam contra as dificuldades da vida e se veem na indigência”. (Hino de Matinas).

Na humilde casa de Nazaré, Jesus, Maria e José santificaram a vida familiar pelo exercício das virtudes domésticas (Oração). Praticaram a humildade, a paciência, a moderação, a ajuda mútua, a caridade, o respeito e a obediência, de que nos falam a Epístola e o Evangelho da Missa. Vivendo sempre no recolhimento e na oração, encontraram a alegria e a paz. Oxalá a grande família que é a Igreja e cada lar cristão pratique na terra as virtudes que praticou a Sagrada Família a fim de que possa viver um dia em sua santa companhia no Céu (Oração).

Da Epístola: Devido à grande misericórdia perdoou-nos Jesus as nossas faltas formando a grande família da Igreja que Ele é o Chefe. Saibam os que dela fazem parte agradecer a Deus e usar de misericórdia uns para com os outros.

 

Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, Beneditino da Abadia de S. André. Bruges, Bélgica: Desclée de Brouwer e Cie, 1952.

Introdução à festa do Santíssimo Nome de Jesus

“Que ao nome de Jesus todo o joelho se dobre: no Céu (Anjos), na Terra (Homens), e nos infernos (Demônios) ”. (Intróito)

 

Paramentos brancos

 

A Igreja revela-nos as grandezas do Verbo encarnado, cantando as glórias do Seu Nome.

Era por ocasião do rito da circuncisão que os judeus impunham o nome aos filhos; por isso a Igreja vai buscar hoje o Evangelho da Festa da Circuncisão fazendo realçar as últimas palavras: “e foi-Lhe dado o nome de Jesus, nome que já o Anjo Lhe havia dado antes de ser concebido no seio da Virgem”. O nome de Jesus significa Salvador, e diz São Pedro, que não foi dado aos homens outro Nome, pelo qual nos possamos salvar (Epístola).

É ao Nome de Jesus, diz São Bernardo, que os coxos andam, que os cegos veem e que os surdos ouvem. A pregação do Nome de Deus é a luz do mundo, o unguento que unge, reconforta e sustenta (Matinas). O Nome de Jesus “é mel para os lábios, melodia para os ouvidos e alegria do coração”. Que durante a nossa vida ele nunca saia dos lábios para termos um dia a alegria de vermos o nosso junto ao d’Ele inscrito no Céu (Depois da Comunhão).

As primeiras origens desta festa remontam ao século XVI em que era celebrada na Ordem de São Francisco. Em 1721, Inocêncio XIII, estendeu-a ao mundo inteiro.

 

(Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, Beneditino da Abadia de S. André. Bruges, Bélgica: Desclée de Brouwer e Cie, 1952.)

A constituição cristã do Estado – comentário ao livro de M. Ayuso

 “A heresia individual, com o laicismo liberal, torna-se social e política” (M.Ayuso)

“Da forma dada à sociedade, segundo esteja de acordo ou não com as Leis Divinas, depende o bem ou o mal das almas. Diante dessas considerações e previsões, como poderia ser lícito à Igreja (...) permanecer espectadora indiferente diante dos perigos que os seus filhos enfrentam; calar ou fingir não enxergar situações que (...) tornam difícil ou praticamente impossível uma conduta de vida cristã ?” (Pio XII, Radiomensagem “A Solenidade”, Pentecostes de 1941).

 

Prólogo

Miguel Ayuso, professor de Direito Constitucional na Universidade Comillas de Madri, Presidente da União de Juristas Católicos, escreveu, em 2008, um livro muito interessante sobre as relações entre a Igreja e o Estado, traduzido em italiano pelas Edizione Scientifiche Italiane, de Nápoles, em 2010, com o título “A Constituição cristã dos Estados”(1). Em seu livro, o célebre jurista toma em consideração inclusive o tema da liberdade religiosa, tal como foi enfrentado pelo Decreto Dignitatis Humanae do Concílio Vaticano II e o  compara com o ensinamento do Direito Público Eclesiástico, colocando às claras as diferenças entre a doutrina tradicional e o ensinamento pastoral de Vaticano II de um ponto-de-vista cientificamente jurídico.

 

Breve excursus das relações entre Estado e Igreja

Na Antiguidade pagã era inconcebível a ideia da separação entre poder temporal e espiritual. A esfera política e a religiosa se identificavam. A religião era considerada uma virtude social ou política, enquanto a impiedade era, além de um pecado, um crime político bem grave, uma vez que a unidade da Cidade se baseava sobre o princípio da piedade em relação à Divindade (2)

O Cristianismo sempre ensinou a dependência da sociedade temporal em relação à religiosa e, a partir de Constantino, orientou também na prática o bem comum temporal ao sobrenatural e espiritual. Esses dois poderes são distintos (diferentemente de como era no paganismo), mas não separados (diferentemente de como é no laicismo) (3).

A partir da Revolução Francesa se chega à neutralidade ou separação entre Estado e Igreja, que vai da indiferença à perseguição. É a época da secularização ou do laicismo, que tentaram abater indiretamente a Fé cristã atacando diretamente a Cristandade ou a Constituição cristã dos Estados europeus (4). Nessa época procurou-se destruir a ordem natural e divina mediante a Revolução ou a subversão das relações entre temporal e espiritual, natureza e graça, razão e fé. Em parte, foi bem sucedido o intento descristianizando a sociedade temporal mediante as ideias e as instituições políticas. A heresia de individual, com o laicismo liberal, torna-se social e política(5). A Revolução é uma doutrina social ou política, que quer fundar a sociedade temporal, não sobre Deus, mas sobre o homem. A Contra-Revolução é a doutrina política que funda o Estado sobre Deus e Sua Lei (6).Ora, “a toda ação corresponde uma reação igual e contrária”. Logo, se a Revolução “heretizou” socialmente, a Contra-Revolução deve dar um remédio não só individual, mas social e político à heresia social que o laicismo liberal é. Se a Revolução quer aniquilar a Cristandade ou o Estado católico para depois destruir a própria Fé, a Contra-Revolução (que não é uma Revolução de sinal trocado, mas é o contrário per diametrum da Revolução) quer restaurar a Civilização cristã, ou seja, a moral social cristã como ensinada pela Tradição apostólica e, depois, inscrita nas Constituições civis a partir de Constantino (7).

O Magistério da Igreja é citado por Ayuso para demonstrar o quanto exposto. Pio VI, na Alocução ao Consistório, de 9 de março de 1789, condena as liberdades modernas e na encíclica Adeo nota, de 1791, condena a “Declaração dos direitos do homem e do cidadão”. Gregório XVI, na encíclica Mirari Vos, de 1832, condena o catolicismo liberal. Leão XIII, na encíclica Diuturnum illud, de 1881, na Immortale Dei, de 1885, na Libertas, de 1888, e, por fim, na  Annum ingressi, de 1902, expõe a doutrina católica sobre as relações entre Igreja e Estado e condena toda doutrina separacionista dos dois poderes. São Pio X, na encíclica Vehementer nos, de 1906 e na  Notre Charge Apostolique, de 1910, condena a separação entre o poder temporal e espiritual e o modernismo político ou “Democracia Cristã”. Pio XI,  em Quas Primas, de 1925, fala da Realeza social ou política de Cristo e condena o laicismo. Por fim, Pio XII, na encíclica Summi Pontificatus, de 1939, na Radiomensagem Benignitas et humanitas, de 1944 e no Discurso aos juristas católicos italianos, de 1953, continua o mesmo ensinamento de união e subordinação entre os dois poderes e de condenação da sua separação(8).

 

Questão social, política e moral católica

A Questão Social, isto é, a relação entre trabalhador e patrão, não é somente econômico-financeira, mas sobretudo moral e religiosa. De fato, para Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, a economia é a virtude de prudência aplicada à família (diferente da área de negócio, crematística ou finanças, que é a arte de arriscar-se); e a política é a virtude de prudência aplicada à sociedade temporal. Para resolver o conflito, que surgiu no século XIX entre trabalhadores e patrões – segundo o Magistério – não basta uma resposta puramente financeira ou de salário, mas deve se elevar um pouco e ver a questão à luz da Moral e da Fé. O problema operário – segundo Leão XIII na encíclica Rerum Novarum de 1891, Permoti nos de 1895 e Graves de communi re de 1901 – resolve-se, sobretudo, com a virtude de caridade e de justiça e, depois, com o justo salário. Leão XIII, na encíclica Rerum Novarum, explica beníssimo que o “desejo de novidade” ou a “rerum novarum cupiditas”, do campo político (Liberalismo) transbordou para o econômico-financeiro (Liberalismo/Socialismo). Logo, para resolver e refutar o problema liberal e social-comunista (primado da economia ou área de negócio, materialismo histórico), é preciso primeiro responder ao erro liberal (primado da liberdade como fim absoluto e não como meio para tomar o fim). O Papa mostra a ligação que há entre Revolução religioso-dogmática e revolução moral, já que a moral é a Fé praticada e vivida (“agere sequitur esse”), e, depois, entre Revolução política, que é a heresia dogmática e moral transferida do nível individual ao campo social, e Revolução econômico-financeira(9). “Depois da heresia individual vem a Revolução social ou política e, depois  da Revolução é a hora do carrasco” (Donoso Cortès, Ensaio sobre o Catolicismo, o Liberalismo e o Socialismo).

Miguel Ayuso entendeu perfeitamente o caráter do Magistério eclesiástico dos séculos XIX e XX de contestação da modernidade. A Igreja enfrentou os temas de caráter político (Liberalismo), cultural (Tomismo/modernismo), econômico-financeiro (social-comunismo), oferecendo uma doutrina completa e orgânica sobre a Realeza Social além de individual, temporal além de espiritual, de Cristo já sobre esta terra, além de no Paraíso.

 

A ruptura ou Revolução de Vaticano II

Se a Modernidade é a Revolução filosófica, dogmática, moral, política e econômica (modernismo, liberalismo, libertarismo, socialismo) a doutrina católica tradicional é a Contra-modernidade ou Contra-revolução. Infelizmente, com o Concílio Vaticano II foi “esquecida com desenvoltura esta Tradição. (...) Esquecimento acompanhado muitas vezes de desprezo”(10). A causa de tal ruptura com a Tradição apostólica em matéria de doutrina social Miguel Ayuso encontra na “fase de conformismo (conciliar e pós-conciliar) com respeito à modernidade”(11). Entenda-se: “modernidade” significa pensamento filosófico moderno subjetivista e relativista, que vai de Descartes a Hegel, e não significa “fazer-se compreender pelo homem de hoje”, o que é completamente legítimo e normal, mas totalmente diferente da condescendência eclesiástico-pastoral com a “modernidade”. A Igreja havia contestado e refutado a modernidade com o Magistério tradicional dos séculos XIX e XX, referindo-se à doutrina de Papa Gelásio I. Infelizmente, com a Declaração sobre a liberdade religiosa ou  Dignitatis humanae subverteu-se ou “revolucionou-se” a doutrina  de dogmática em pastoral e pressionou-se os “católicos a conformarem-se à modernidade (...) e a sair do gueto em que a Igreja tradicional os havia reduzido (12), contrariando o dizer de São Paulo “: “Nolite conformari huic saeculo!”.

 

O Magistério tradicional contrasta com a Modernidade

A conclusão que Miguel Ayuso tira é que, se o Magistério constante e tradicional da Igreja contestou e refutou a modernidade subjetivista e relativista (Liberalismo, Modernismo, libertarismo e social-comunismo), o ensinamento pastoral de Vaticano II chegou mesmo à “renúncia da tradicional doutrina política – baseada sobre a Constituição cristã dos Estados – (...) [e revelou-se] incapaz de delinear uma nova estratégia” (13), ou seja, não apenas abandonou a doutrina social tradicional sobre relações entre Estado e Igreja, mas não consegiu nem mesmo propor uma alternativa filosofico-política adequada ao surgimento do novo laicismo, sempre mais radical e paroxístico.

 

O Vaticano II se rendeu à Modernidade

 Renderam-se em face da modernidade e da pós-modernidade sem mostrar resistência, esperando não serem perseguidos mas deixados em paz, não se quis opor uma resistência doutrinal (filosófica e teológica) ao mundo contemporâneo e calou-se, logo, fugiram da frente do lobo que veio despedaçar o rebanho, esperando serem poupados, como o mercenário e o mau pastor do Evangelho, que “trai as ovelhas não só fugindo, mas também calando” (São Gregório Magno). A tática ‘não-pastoral’ de não condenar, desaprovar e criticar o erro, equivale à atitude do mercenário, que cala quando vê o lobo vir, ao invés de gritar e de alertar o seu rebanho. É por esse motivo que não apenas doutrinalmente houve ruptura entre ensinamento pastoral e falível do Vaticano II e Tradição apostólica, mas também pastoralmente, isto é, ao calar a doutrina e os princípios no caso prático e no modo de agir, o Vaticano II revelou-se um imenso fracasso, porque em vez de avisar que um perigo repousava, nos anos 60, sobre a Cristandade e a Fé Católica (pense-se no Comunismo e em 1968), quis calar-se para não parecer “profeta de desgraças”, e, analogamente no pós-concílio mais recente (2005-2011) não se alertou o rebanho contra o perigo do teoconservadorismo, do catolicismo liberal, do judeo-cristianismo e do ateísmo devoto, os quais estão matando hoje também aquele “pequeno rebanho”, que tinha resistido ao modernismo e neomodernismo. É evidente a todos que para ensinar a verdade (por exemplo que 1+1=2) não se pode aprovar o erro (1+1=3) e, logo, não se pode não condenar.

Combater e promover. O professor Ayuso comenta: “Trata-se não apenas de combater aquilo que é socialmente nocivo em relação ao influxo que exercita sobre as almas, mas também de promover aquilo que é socialmente benéfico, em virtude de seu valor intrínseco”(14). De fato, não se pode ser somente “contra” ou limitar-se a  pars destruens  ou negativa, mas ocorre também propor alguma coisa “pró”, ou seja, de positivo(15).

 

Não se pode calar, senão “as pedras gritarão”

Pio XII tinha previsto esse perigo e o denunciara já em 1941: “Da forma dada à sociedade, segundo esteja de acordo ou não com as Leis Divinas, depende o bem ou o mal das almas. Diante dessas considerações e previsões, como poderia ser lícito à Igreja (...) permanecer espectadora indiferente diante dos perigos que os seus filhos enfrentam; calar ou fingir não enxergar situações que (...) tornam difícil ou praticamente impossível uma conduta de vida cristã ?” (Pio XII, Radiomensagem “A Solenidade”, Pentecostes de 1941). Não se pode calar ou fingir não enxergar o perigo de uma situação que torna difícil viver cristãmente. Ora, a “liberdade das falsas religiões”, o abandono do ideal do Estado Católico ou da Realeza Social de Cristo, sancionados pelo Concílio Vaticano II são exatamente uma situação ou um modo de vida que torna praticamente impossível a prática cristã. Os homens de Igreja caíram num tipo de “surdo-mudismo” pelo qual fingem não terem ouvido de modo a não deverem falar. Não podem permanencer espectadores indiferentes, que olham mas não gritam: “Lobo ! Socorro! Perigo! Atenção!”. Seria aceitar na prática e implicitamente, mesmo se não explicitamente ou por princípio, o erro e o mal, ou seja, a negação prática do primeiro princípio da moral per se conhecido: “malum vitandum, bonum faciendum”. Ora, quem nega os princípios per se conhecidos não é escusável por ignorância invencível, porque estes são evidentes a todo mundo, são mostrados, não demonstrados. Como os homens de Igreja hoje calam esta verdade social, esta – como disse Jesus – é gritada pelas pedras, isto é, pelos monumentos do passado, que testemunham uma verdade histórica: “Houve um tempo em que a filosofia do Evangelho governava os Estados” (Leão XIII, Immortale Dei, 1885). Que tremenda responsabilidade não haver querido condenar o erro, não haver querido alertar a Cristandade e os fiéis cristãos contra o perigo. Não o tendo desaprovado ou condenado, implicitamente se o aprovou. “Um Papa bom não é um bom Papa”, dizia padre Innocenzo Colosio. “O médico piedoso faz a chaga gangrenosa”, recita o provérbio popular. O excesso de “bondade” pode se tornar a máxima crueldade (“summo bonarietas, summa malvigatas”).

Pars destruens et construens. Miguel Ayuso explica muito bem que “a Igreja não age em política apenas ‘negativamente’, mediante condenações (...), mas também intervém positivamente, declarando quais são os princípios que devem presidir a organização de uma comunidade” (16). A neutralidade, o pluralismo ou a indiferença do Estado em matéria religiosa não são princípios conformes à Tradição apostólica quanto às relações de Igreja e Estado, assim como está ensinado pela Sagrada Escritura, pelos Padres da Igreja do século IV e pelo Magistério, a partir do Papa Gelásio I (496) até Pio XII (1958).

 

A Cristandade já existe e não está por ser inventada

São Pio X ensinou formalmente – retomando o Magistério tradicional de seus predecessores, continuado pelos seus sucessores até Pio XII – que “a Civilização cristã não deve ser inventada, nem a Cidade deve ser construída sobre as nuvens. Ela existiu e existe. É a Civilização cristã, a Cidade católica. Trata-se apenas de instaurá-la e estabelecê-la e restaurá-la e restabelecê-la, incessantemente, sobre os fundamentos naturais e divinos, contra os ataques sempre novos da utopia malsã, da Revolução e da impiedade: omnia instaurare in Christo” (Notre Charge Apostolique, 1910). A solução do problema político (relações entre Estado e Igreja) e social (relações entre mundo do trabalho e capital) é simplicíssima, porque não existe nada por ser inventado, basta instaurar ou fundar uma Pólis ou Civitas católica, baseada na Lei divina e natural nos lugares onde não tenha ainda começado a existir e restaurá-la ou consertá-la lá onde existiu, mas foi assaltada pela Revolução, que quer separar o Estado e a Igreja, os trabalhadores  e os patrões, a justiça e a caridade, a economia e a moral, destruindo assim a Civitas christiana. Até 1968, havia ainda vestígios, traços ou “ruínas” dessa Civilização cristã, (que tinha sido somente ferida, ainda que gravemente) e bastava restaurar as ruínas como se faz com as obras de arte dos séculos passados. Hoje ela está aniquilada ou ferida de morte pelo assalto da Revolução maçônica, que invadiu inclusive o ambiente eclesiástico, como denunciou Paulo VI mesmo: “a fumaça de Satanás penetrou na Igreja de Deus”. Por isso, agora na Europa (o berço da Cristandade), é preciso não mais restaurar a Civilização cristã, mas sim instaurá-la, mas sempre sobre os idênticos fundamentos (Lei eterna e natural) e princípios (cooperação de subordinação ou hierarquização do temporal em relação ao espiritual).

Nova Cristandade. Não é preciso inventar a “nova Cristandade” como fizeram Maritain (Humanismo Integral, 1936) (17) e Dignitatis humanae (1965), construindo-a sobre as “nuvens” da doutrina liberal e laicista da separação entre Igreja e Estado. Leão XIII, mesmo antes de São Pio X, havia escrito: “Houve um tempo em que a filosofia do Evangelho governava os Estados” (Immortale Dei, 1885). Essa é a doutrina social substancialmente imutável da Igreja: o Estado fundado sobre a Lei natural e divina e dirigido pelos princípios da reta filosofia e da Revelação sobrenatural, em cooperação de subordinação hierarquizada com o poder espiritual. Podem existir tonalidades acidentais nessa doutrina (plenitudo potestatis ou potestas indirecta in temporalibus ratione peccati), mas não essenciais (liberdade das falsas religiões posta no mesmo plano daquela da única verdadeira Religião, e indiferença religiosa da sociedade temporal ou separação do Estado e da Igreja).

 

A Nova Cristandade maritainiana e conciliar

O Concílio Vaticano II. Infelizmente, na Declaração Dignitatis humanane se encontra uma fratura, uma mutação substancial, com a doutrina tradicional contida na Sagrada Escritura e na Tradição apostólica (que são as duas fontes da Revelação), sob a guia do Magistério constante da Igreja (de Papa Gelásio I até Pio XII). Pio XII disse desse ensinamento sobre as relações entre Igreja e Estado que “está definitivamente estabelecido quanto aos seus pontos fundamentais, é suficientemente amplo para ser adaptado às múltiplas vicissitudes dos povos, desde que isso não aconteça às custas dos seus princípios imutáveis e permanentes. (...). Isso é em todo aspecto obrigatório. Nem se pode distanciar disso sem perigo para a Fé e a ordem moral” (Discurso ao Congresso da Ação Católica italiana, 29 de abril de 1945).

Ruptura e não continuidade. É mesmo isso que Dignitatis humanae fez. Ora, se o ensinamento pastoral de Vaticano II discorda daquele dogmático constante e infalível da Igreja, deve ser modificado e tornado conforme à Tradição apostólica. Especialmente hoje, de frente ao assalto final do laicismo agressivo e daquele mascarado de teoconservadorismo, é preciso retornar à Tradição apostólica e antes de tudo repropor a doutrina da cooperação subordinada entre Estado e Igreja para depois procurar trabalhar na prática à restauração das condições a fim de que a Civilização cristã possa renascer, permitindo aos indivíduos, às famílias e aos corpos intermédios realizarem facilmente a sua finalidade próxima ordenada ao fim último sobrenatural. A Civilização cristã não deve ser inventada ex novo, mas agora instaurada, porque, infelizmente, já não há mais nada para restaurar. A pós-modernidade e o pós-concílio destruíram os vestígios, as ruínas  ou restos da Cristandade que ainda sobravam.

 

A Igreja não pode não fazer “política”

O homem é um animal naturalmente social. Disso vem a necessidade de ensinar, hoje mais do que nunca, a doutrina social da Igreja e de não se trancar nas sacristias, como desejavam os católicos liberais, mascarando tal rebaixamento ao catolicismo liberal sob uma máscara de excessivo espiritualismo ou angelismo desencarnado, cujo lema é “não é preciso fazer política!”. Ao contrário, a realidade, e logo, a verdade, é que o homem é composto de alma e de corpo, que é um animal racional e também social, isto é, político, feito para viver na Societas ou na Pólis, e não é um anjo, um ente desencarnado ou um monge que vive isolado. Os monges são casos “excepcionais” e “heróicos” que confirmam a regra.

O Perigo do Angelismo ou do espiritualismo exagerado. O erro dos conservadores e de alguns “tradicionalistas” católicos atuais é o de eliminar o elemento social da natureza humana, que, ao contrário, foi criada por Deus naturalmente sociável. (Aristóteles, Politica, VI; Santo Tomás de Aquino, De regimine principum, lib. I, cap. 14) e de querer transformar o homem num singular indivíduo (como o liberalismo individualista) sem espaço social e político, para endereçá-lo, com um empurrão puramente natural (mesmo se vem do padre, que permanence sempre um homem, mesmo que consagrado e não é Deus, mas só um instrumento de Deus para ajudar os fiéis a fazerem a Vontade de Deus, que não é necessariamente a do sacerdote) em direção a uma vida consagrada e à qual, ao contrário, só Deus chama e, na qual, só com a ajuda de Deus se persevera. “Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu que vos escolhi” disse Jesus no Evangelho aos Seus Apóstolos. A vocação é um conselho e não um preceito e não se pode obrigar a seguir um conselho sob pena de pecado (18).È preciso contestar, refutar e contrastar o lacicismo, na teoria e na prática, arruinar tal modo de vida subversivo e revolucionado, fazer a históriamais do que sofrê-la passivamente e tentar criar as condições de um viver social, que facilite o viver espiritual. Como “a Graça pressupõe a natureza, aperfeiçoa-a, e não a destrói” (Santo Tomás de Aquino), assim a Fé pressupõe a humanidade civilizada (19), aperfeiçoa-a, mantém-na viva, e não a deve destruir. Do mesmo modo, a vocação sagrada pressupõe a vida familiar, social e política, aperfeiçoa-a, e não a deve aniquilar. Se não houvesse uma sociedade familiar, não poderia haver um “chamado” e se a sociedade temporal, ao invés de ajudar o indivíduo e a família a chegar ao próprio fim, obstaculizasse-o, os “chamados” seriam muito menos. É por isso que é preciso “dar a César o que é de César (obediência às leis temporais conformes à lei natural) e a Deus o que é de Deus (a adoração)”.

 

É possível hoje um Estado Católico ?

Doutrinalmente. A questão pareceria, à primeira vista e superficialmente, um anacronismo, como até Miguel Ayuso concorda (20). De fato, historicamente não existe hoje nenhum Estado católico, mas a questão doutrinal que se põe é se seja possível fazê-lo reviver. Na teoria ou quanto ao princípio doutrinal a resposta é evidente: o Estado não pode ser neutro, dada a sociabilidade natural do homem, da família e da sociedade temporal, que devem todas as três dar a Deus o culto e a adoração que Lhe é devida. Na prática ou nos fatos, contudo, encontramo-nos diante do enorme problema da pastoral sobre a liberdade religiosa (Dignitatis humanae) do Vaticano II, que não se contrapôs à modernidade ou à sociedade permissivista (21), mas entrou em diálogo simpatizante com ela e acelerou a secularização ou descristianização da sociedade. Miguel Ayuso traz o exemplo da  Ley de libertad religiosa de 1967, pedida por Paulo VI ao general Francisco Franco e a consequente Nova Concordata espanhola de 1978 (22), similar àquela italiana de 1984 (que ab-rogou a Concordata de 1929), definida por João Paulo II como “ideal”, em quanto se passou (na Espanha como na Itália) do Estado confessional, que reconhecia Religião católica como religião oficial de Estado, ao Estado neutro em matéria religiosa. Ayuso comenta: “Estamos assistindo à separação consciente e desejada entre Igreja e sociedade, depois que  foi consumada a separação entre a Igreja e o Estado”(23). Hoje, encontramo-nos em uma sociedade anti-cristã por princípio e na prática, que seria melhor chamar de “Dis-sociedade” (Marcel de Corte) ou “Sinagoga de Satanás” (Apocalipse 2, 9), que é a “Contra-Igreja” ou  o “perigo maçônico” (Ernest Jouin) (24). Se a doutrina católica sobre as relações entre Estado e igreja é imutável(25), infelizmente, “a linguagem (...) em seguida ao Vaticano II, distingue-se claramente da precedente. (...). O direito à liberdade religiosa levanta não poucas dificuldades do ponto-de-vista do Magistério tradicional”(26). Ou seja, não existe continuidade real entre Tradição apostólica e Dignitatis humanae (de agora em diante ‘DH’), mesmo se esta continuidade vem afirmada, mas não demonstrada. Ayuso encontra em ‘DH’ um tipo de heterodoxia pública, isto é, um erro em matéria de doutrina social e política (27).

Prudencialmente. Ayuso se pergunta se um retorno imediato ao Estado católico é realista. A realidade hodierna, em que, ou não se toma nem mesmo em consideração o problema das relações hierarquizadas entre poderes político e espiritual ou se as tem como atualmente insustentável, “ é assim – e  isso é ainda pior – da parte da própria hierarquia eclesiástica”(28), não favorece na prática tal retorno imediato, antes o torna humanamente impossível e só miraculosamente viável. Certamente, é necessário evitar os dois erros opostos por excesso (fanatismo ideológico simplista: tudo e agora) e por defeito (oportunismo pragmatístico: renúncia dos princípios e/ou aquiescência prática com o erro), mas é preciso sempre tender ao ideal ou à doutrina da cooperação hierarquizada e subordinada entre Estado e Igreja, que é “uma moral invariável da ordem política (...), não é algo de meramente facultativo, (...) mas é o constitutivo interno [ou a essência] da sociedade temporal”(29), ainda que na prática esta hoje é dificilmente viável no imediato ou no futuro próximo, mas não absolutamente impossível de se realizar gradualmente ou no futuro remoto. É preciso, então, “recolocar em pé – como escreve Ayuso – a doutrina da Igreja (...) sobre as bases da Tradição” (30). Sobretudo, não se deve nunca desesperar, nem quanto à salvação eterna da própria alma e nem quanto à salvação temporal da sociedade, a qual deve e pode voltar a cumprir o seu dever e chegar ao seu fim: o bem estar temporal dos cidadãos subordinado ao bem estar espiritual dos mesmos. De fato, Deus é a Causa Primeira do homem, “animal racional”, que vive em uma sociedade imperfeita de ordem natural (família) e perfeita de ordem temporal (Estado) e sobrenatural (Igreja). Por isso o Estado deve trabalhar em cooperação hierárquica com a Igreja, como o corpo com a alma. Deus é onipotente e providente, seja para a alma singular e a sua salvação, seja para a família e a sociedade (temporal e religiosa). Então deve-se esperar a salvação eterna da própria alma como também o estabelecimento do Reino Social de Cristo e trabalhar por estes. De fato, “quem quer o fim, toma os meios”.

 

Conclusão

● “A Igreja não pode, sem trair a própria missão, deixar de afirmar que existe uma lei moral natural (...) à qual devem estar submetidos os poderes públicos. Esse é o núcleo do Estado católico”(31), como ensinou Pio XI na sua primeira encíclica Ubi Arcano Dei de 1922, sintetizada no lema desse Papa: “Pax Christi in Regno Christi”. O “pecado original” da modernidade consistiu no ter posto no homem e não em Deus o fundamento da vida social e política do Estado (“eritis sicut Dii”). O  antropocentrismo social ou político é o ‘princípio e fundamento’ da filosofia e da civilização modernas, como o antropocentrismo individualístico o é do modernismo. A heresia dogmática modernistas se transformou em Revolução social liberal ou modernismo político (cf. São Pio X, Notre Charge Apostolique, 1910)(32). Todas ou quase todas as Revoluções sociais nascem de erros filosóficos e de heresias dogmático-morais.

● A Verdade filosófica, dogmática e moral foi sintetizada teocentricamente pelo lema de São Paulo: “Non est Potestas nisi a Deo”, a Contra-Igreja o revolucionou antropocentricamente em: “Non est poetestas nisi ab Homine”(33). Assim a heresia dogmática modernistas influiu na Revolução política democrático-cristã e esta acabou por demolir os último traços ou “ruínas” de uma civilização, que era ainda cristã antes de ser demo-cristianizada. Certamente, ‘DH’ teve um papel filosófico, teológico e político nesse processo de laicização ou secularização. O Bispo espanhol, Dom José Guerra Campos tinha convidado a “reedificar a doutrina [social] da Igreja” por causa das notáveis “incoerências na pregação atual”(34). Com ‘DH’, assiste-se ao fenômeno de penetração do laicismo em ambiente católico e eclesial até ao ponto de que a separação entre Igreja e Estado é pregada pelos próprios homens de Igreja. O pós-concílio agravou o erro laicista de ‘DH’ até ao ponto de fazer rever as Concordatas com a Espanha (1978) e a Itália (1984) em sentido separacionista, o que foi definido como “ideal” por João Paulo II no que concerne à Concordata italiana de 1984. O próprio João Paulo II, na Carta apostólica aos Bispos franceses, de 11 de fevereiro de 2005, por ocasião do primeiro centenário da lei francesa de 1905 sobre a separação de Igreja e Estado (lei condenada por São Pio X na encíclica Vehementer nos, 1906) escreveu: “O princípio da laicidade(...) pertence à doutrina social da Igreja”. Isto é, o “Estado livre e Igreja livre” de Cavour se tornaram doutrina social católica!!!

●Só Deus nos pode fazer sair de uma situação de apostasia geral, que penetrou até no santuário e nas mentes dos hierarcas da Igreja. Ele, de fato, prometeu-nos: “Portae inferi non praevalebunt adversus eam”.

 

[Tradução: Permanência]

 

NOTAS

(1) www.edizioniesi.it / [email protected] / 116 paginas. E também: http://www.deastore.com/libro/la-costituzione-cristiana-degli-stati-miguel-ayuso-edizioni-scientifiche-italiane/9788849520774.html

(2) M. Ayuso, La costituzione cristiana degli Stati, “Edizioni Scientifiche Italiane”, Napoles, 2010, p. 13. Cfr. J. A. Widow, El ombre, animal politico, Santiago del Cile, Editorial Universitaria, 1984.

(3) Ibidem, p. 14.

(4) Ibidem, p. 18. Cfr. ainda Ramòn Orlandis, Pensamientos y occurrencias, Barcelona, Balmes, 2000; Francisco Canals, Polìtica española: pasado y futuro, Barcelona, Acervo, 1977.

(5) Ibidem, p. 21.

(6) Cfr. A. De Mun, Ma vocation sociale, Paris, Lethielliieux, 1908.

(7) Ibidem, p. 22.

(8) Ibidem, pp. 24-26. Cfr. M. Ayuso, La revoluciòn liberal y sus metamorfosis ante el pensamento catòlico, in J. M. Sànchez, Polìtica y religiòn en la crisis de la modernidad, Madri, Fundaciòn Tomàs Moro, 2000; A. Gambra, Los catòlicos y la democrazia. Génesis històrica de la democrazia cristiana, Madri, Speiro, 1982.

(9) M. Ayuso, La costituzione cristiana degli Stati, cit., p. 27.

(10) Ib., p. 28.

(11) Cfr. F. Rodrìguez, Introduciòn a la polìtica social, Madri, Civitas, 1979; M. Ayuso, La polìtica, officio del alma, Buenos Aires, Nueva Hispanidad, 2007; Id., Koinòs. El pensamiento politico de Rafael Gambra, Madri, Speiro, 1998; D. Castellano, L’ordine della politica, Napoles, Edizioni Scientifiche Italiane, 1996, tradução espanhola, La naturaleza de la polìtica, Barcelona, Scire, 2006; Id., De Christiana Republica, Napoles, ESI, 2004; Id., Costituzione europea, diritti umani e libertà religiosa, Napoles, ESI, 2005; Id., L’ordine politico-giuridico, Napoles, ESI, 2007; Id., La politica tra Scilla e Cariddi, Napoles, ESI, 2010; A. d’Ors, Ensayos de téoria polìtica, Pamplona, Eunsa, 1979; F. E. de Tejada, Europa, tradizione, libertà, Napoles, ESI, 2005; J. Ousset, Pour Qu’il Règne, Paris, Office international, IIa ed., 1970.

(12) Ib., p. 29. Sobre a Tradição apostólica e as novidades de Vaticano II cfr. Brunero Gherardini, Concilio Ecumenico Vaticano II. Un discorso da fare, Frigento, Casa Mariana Editrice, 2009; Id., Tradidi quod et accepi. La Tradizione, vita e giovinezza della Chiesa, Frigento, Casa Mariana Editrice, 2010; Id., Concilio Vaticano II. Il discorso mancato, Turim, Lindau, 2011; Id., Quaecumque dixero vobis. Parola di Dio e Tradizione a confronto con la storia e la teologia, Turim, Lindau, 2011.

(13) M. Ayuso, La costituzione cristiana…, cit., p. 36.

(14)La costituzione cristiana…, cit., p. 38.

(15) Cfr. A. Millàn Puelles, Sobre el hombre y la sociedad, Madri, Rialp, 1976.

(16) La costituzione cristiana…, cit., p. 39. Cfr. V. Rodrìguez, Temas clave del humanismo cristiano, Madri, Speiro, 1984.

(17) Cfr. J. Meinvielle, Il cedimento dei cattolici al liberalismo. Critica a Maritain, Roma, Sacra Fraternitas Aurigarum, 1991.

(18) Cfr. P. C. Landucci, La sacra vocazione, Roma, Paoline, 1956.

(19) Cfr. M. de Corte, Essai sul la fin d’une civilisation, Paris, De Médicis, 1949.

(20) La costituzione cristiana…, cit., p. 71.

(21) J. Guerra Campos, Amor, deber y permissivismo, Madri, Adue, 1978.

(22) M. Ayuso, Las murallas de la ciudad, Buenos Aires, Nueva Hispanidad, 2001.

(23) La costituzione cristiana…, cit., p. 75.

(24) Cfr. J. Meinvielle, Influsso dello gnosticismo ebraico in ambiente cristiano, Roma, Sacra Fraternitas Aurigarum, 1989.

(25) Cfr. D. Castellano, L’aristotelismo cristiano di Marcel De Corte, Florença, Pucci-Cipriani, 1975; Id., La razionalità della politica, Napoles, ESI, 1993; J. Orlandis, Historia y espìritu, Pamplona, Eunsa, 1975;

(26) Ib., p. 84. Cfr. L. E. Palacios, Nota critica a la declaratiòn conciliar sobre libertad religiosa, in “Anales de la Real Academia de Ciencias Morales y  Politicas”, Madri, n. 56, 1979, pp. 45 ss.

(27) La costituzione cristiana…, cit., p. 85.

(28) La costituzione cristiana…, cit., p. 91.

(29) La costituzione cristiana…, cit., p. 89. Cfr. J. Guerra Campos, Hacìa la estabilizatiòn polìtica, Madri, Uniòn Editorial, 1983; M. Ayuso, Une culture pour l’Europe de démain, Paris, Editions Universitaires, 1992; D. Castellano, Razionalismo e diritti umani, Turim, Giappichelli, 2003.

(30) La costituzione cristiana…, cit., p. 91.

(31)La costituzione cristiana…, cit., p. 106.

(32) D. Composta – D. Castellano, Questione cattolica e questione democristiana, Padoa, Cedam, 1987.

(33) Cfr. C. Fabro, La svolta antropocentrica di Karl Rahner, Milão, Rusconi, 1974; Id., L’avventura della teologia progressista, Milão, Rusconi, 1974.

(34) J. Guerra Campos, La Iglesia y la comunidad polìtica, XIV centenario del III Concilio di Toledo, 1989

Introdução ao domingo dentro da oitava do Natal

“Eis, diz Simeão, que este menino está posto para ruína e salvação de muitos” (Evangelho)

Paramentos brancos

 

Antes da vinda do Filho de Deus, enviado pelo Pai, para que também recebêssemos a adoção de filhos de Deus, o homem era como um herdeiro na sua menoridade que em nada se distinguia dum escravo. Pelo contrário, agora que a lei nova o emancipou da tutela da antiga, “ele já não é servo, mas filho” (Epístola). Desta maneira o culto dos filhos de Deus resume-se nesta palavra proferida com Jesus: “Pai” (Epístola).

O Evangelho descobre-nos qual será o grandioso papel, no futuro, deste Menino cuja manifestação começa hoje no templo. É o Rei cujo reino penetrará até o interior dos corações. Será para todos a pedra de toque, pedra de escândalo para os que O rejeitarem, e pedra angular de suporte para os que O receberem.

Do Intróito: Que beleza a escolha destes dois trechos da Sabedoria para evocar a vinda do Verbo que desce do trono real dos Céus para o meio das trevas da nossa noite.

Da Epístola: Só depois da maioridade é que o filho entra na posse da herança a que tem direito. Antes disso depende daqueles que em seu nome administram o patrimônio. Era assim para os judeus na lei mosaica. Esperavam pelo rico patrimônio da Nova Lei, mas estavam ainda sujeitos aos ritos e prescrições da Antiga Aliança, espécie de tutela do povo de Deus, enquanto esperava a herança que lhe fora prometida. Mas essa hora da herança chegou; o Filho de Deus fez-se homem para nos libertar da escravidão da Lei e tornar-nos filhos de Deus, coerdeiros do reino dos Céus. Com os tempos messiânicos cessa a lei mosaica e começa a maioridade do povo de Deus, alcançada por meio do Batismo.

Do Evangelho: O velho Simeão e a profetiza Ana (de mais de oitenta anos de idade), que passavam seus dias no Templo, dão testemunho de Jesus. Ele é o Messias e a sua vinda implica necessariamente uma separação ou um julgamento. Os pensamentos secretos de cada homem referentes a Cristo serão revelados no último dia, porque Ele perscruta os rins e os corações (8ª Lição de Mat.). Condenam-se os que O rejeitam, porque, fora d’Ele, não há salvação.

 

Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, Beneditino da Abadia de S. André. Bruges, Bélgica: Desclée de Brouwer e Cie, 1952.

Introdução ao quarto domingo do advento

4° DOMINGO DO ADVENTO

João Batista prepara as almas para a vinda de Cristo pelo batismo de penitência. (Evangelho de S. Luc. 3, 3)

Paramentos roxos

Como toda a liturgia deste tempo, a Missa do 4° Domingo do Advento tem por fim preparar-nos para as duas vindas de Cristo, vinda de Misericórdia no Natal, em que comemoramos o nascimento de Jesus, e vinda de Justiça no fim do mundo. O Intróito, o Evangelho, o Ofertório e a Comunhão referem-se à primeira; a Epístola, à segunda; e a Oração, o Gradual e o Aleluia podem aplicar-se a uma ou a outra.

Encontram-se nesta Missa as três grandes figuras do Tempo do Advento: Isaías, S. João Batista e a SS. Virgem. No Evangelho aparece S. João Batista dando cumprimento na sua pessoa e pela sua pregação à profecia de Isaías: ele é a voz que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as vossas veredas... e toda a carne verá a salvação de Deus. Ao comentar a pregação do Precursor, S. Gregório explica que a ira futura com que S. João ameaça o auditório é o castigo final que o pecador não poderá evitar, se não pela penitência: “O amigo do Esposo excita-nos a que façamos não só frutos de penitência, mas frutos dignos de penitência. Tais palavras são um apelo à consciência de cada um, convidando-nos a alcançar pela penitência um tesouro de boas obras, que deve ser tanto maior quanto mais profundos foram os estragos causados pelo pecado” (3° Noct.).

Vemos como a Igreja nunca perde de vista a última vinda de Jesus. Recordando-nos a SS. Virgem e o lugar principal que ela ocupa no mistério do Natal, a Comunhão e o Ofertório levam-nos ao nascimento de Belém. Na Comunhão escutamos a profecia de Isaías, que anuncia sete séculos antes o nascimento virginal: uma Virgem conceberá e dará à luz o Emanuel. O Ofertório é uma saudação delicada e pura em que a Santa Igreja, ouvindo as palavras do Arcanjo Gabriel e de S. Isabel, canta a graça especial de Maria ao gerar o Homem-Deus. “Gabriel quer dizer força de Deus, explica S. Gregório, foi enviado a Maria, porque ele vinha anunciar o Messias, que se dignou aparecer humilde e pequenino para vencer todos os potentados. Convinha fosse o Anjo Gabriel, a força de Deus, a anunciar Aquele que vinha como o Senhor dos exércitos, o Todo Poderoso, o Invencível nos combates, que havia de vencer todas as potências do mal” (Sermão 35).

A Oração alude a esta força de Deus, que antes de se mostrar na segunda vinda se manifesta já na primeira, pois que é revestido da nossa fraca e mortal humanidade que Jesus vence o Demônio.

Vendo aproximar-se a vinda de Jesus, nosso Libertador, digamos-lhe com a Santa Igreja: “Vinde, Senhor, não tardeis”.

Do Intróito: O “Rorate” de Isaías! Impossível encontrar o lirismo mais profundo, e ao mesmo tempo texto mais evocativo, que esta prece que constitui como o estribilho de todo o Advento. A terra que se entreabre para receber o orvalho do Céu e faz brotar o Salvador é a Virgem Maria Nossa Senhora.

Da Oração: O grande obstáculo à nossa salvação foi sempre o pecado, Satã e os poderes do mal; mas “o Senhor virá, diz Isaías, como o guerreiro poderoso que marcha para o combate” (3ª lição de 3ª feira). Nós não merecemos a nossa salvação; é da misericórdia de Deus que devemos implorar a força de nos levantarmos do mal.

Da Epístola: Só o Juiz Soberano conhece os pensamentos mais íntimos dos homens; é Ele que no último dia nos há de julgar. Não julguemos o próximo se não quisermos ser julgados por Deus. O apelo a não julgarmos os Ministros de Cristo determinou a escolha desta Epístola para as Ordenações das Quatro Têmporas do Advento.

Do Evangelho: O acontecimento capital da História do mundo vai realizar-se. Segundo a profecia de Isaías, S. João Batista vai apresentar ao mundo o Messias. O momento do aparecimento do Precursor é determinado com precisão. O Cristianismo funda-se em fatos históricos.

Do Ofertório: Com o Arcanjo Gabriel e Santa Isabel saudemos a Virgem Maria, tabernáculo vivo do Altíssimo.

 

Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, Beneditino da Abadia de S. André. Bruges, Bélgica: Desclée de Brouwer e Cie, 1952.

Introdução ao terceiro domingo do advento

“Eu sou, diz João Batista, a voz do que clama no deserto:
endireitai o caminho do Senhor. ”
(Jo 1, 23)

[ Paramentos roxos ou cor de rosa ]

São João Batista é, com Isaías e a SS. Virgem, uma das três grandes figuras que enchem o Advento. Ao mesmo tempo Profeta do Messias (o último dos Profetas) e testemunha de Cristo (foi o primeiro a pregar às multidões a sua vinda).

S. João Batista suscitado por Deus para preparar os caminhos do Senhor continua como outrora a cumprir a sua missão junto de nós. A Santa Igreja compraz-se em repetir-nos o testemunho do Precursor, as suas exortações à penitência, e apontando-o como exemplo de profunda humildade. Como os homens o tomassem por Cristo, humilhou-se até o ponto de se declarar indigno de desatar os cordões de seus sapatos. As suas exortações conservam ainda hoje toda a importância. O Salvador, que para nós já veio, está para vir ainda a muitas almas que continuam a ignorá-lo. Nós mesmos devemos recebe-lo cada vez mais em nossas almas. Na festa do Natal realiza-se a nossa filiação divina. Além disso, devemos preparar-nos para a última vinda do Senhor, em que Ele virá julgar-nos sobre a maneira como O recebemos neste mundo. A Igreja prepara-nos assim para a festa do Natal e também para essa última vinda de Jesus. A grande alegria dos cristãos à qual nos convida a Igreja, é a de sentirmos que o dia do Senhor se aproxima, dia em que virá cheio de glória para nos introduzir consigo na cidade celeste. Façamos votos para que o Natal nos prepare para este grande dia que o Apóstolo diz estar próximo, e para que ele se realize depressa. Todas estas aspirações do Advento, estes “Vinde”, são como que o eco dos Profetas e daquele “Veni” com que S. João termina o Apocalipse: “Vinde Senhor Jesus” é a última palavra do Novo Testamento. Como sinal de alegria, tocam-se os órgãos à Missa solene e o sacerdote pode usar paramentos cor de rosa, os quais simbolizam a alegria da Jerusalém celeste — Alegra-te Jerusalém, com grande alegria, porque a ti virá o Salvador, aleluia (2ª ant. de Vésperas). “Per adventum tuum libera nos, Domine”, cantamos nós nas Ladainhas de todos os Santos.

Do Intróito: O povo de Jacó libertado do cativeiro de Babilônia é uma figura do povo cristão libertado por Jesus da escravidão do pecado.

Da Epístola: S. Paulo exorta os fiéis a alegrarem-se com o pensamento da última vinda de Jesus para a qual, preparando-nos também para celebrarmos o aniversário da primeira vinda, nos prepara o Advento.

Do Evangelho: A esperança da vinda do Messias era tão grande, que todos o desejavam ver aparecer. S. João Batista foi obrigado a defender-se, declarando não ser ele o Messias.

 

Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, Beneditino da Abadia de S. André. Bruges, Bélgica: Desclée de Brouwer e Cie, 1952.

Nada será como antes (II)

2. Os efeitos reais do COVID-19

Para não evocar as consequências econômicas que se revelarão no futuro, basta-nos observar as repercussões imediatas das medidas:

- Redução drástica das liberdades: de circulação, de atividade profissional, de cuidados, de educação, encontros públicos e privados, de culto...

- Efeitos sobre as pessoas: efeitos psicológicos observados em consequência do isolamento, do confinamento, do distanciamento: conflitos familiares, dúvidas mórbidas, temor, medo, paralisia e atrofia da personalidade... tanto em adultos como em crianças.

- Efeitos na vida social: divisão entre as pessoas até as raias da denúncia. Um clima de suspeita: o próximo se torna um inimigo temível; cada um se torna um perigo vivo para todos, quer estejamos com boa saúde (incluindo portadores assintomáticos) ou doentes infectados... "Toda pessoa saudável é um doente que se ignora "(Knock, ou o triunfo de medicina, por Jules Romains).

Hoje em dia, a sociedade está dividida em três classes:

- Por um lado, os defensores indiscriminados de máscaras, luvas, viseiras, pulseiras de som, medidas sanitárias de distanciamento, gaiolas de plexiglass, aplicativos de rastreamento, vacina para todos;

- Por outro lado, os oponentes dessas práticas sistemáticas que, sem negar o COVID-19, estão inquietos, questionam-se a títulos diversos sobre as consequências sanitárias, sociais, políticas, religiosas e ideológicas das medidas tomadas, inclusive a nível mundial;

- Finalmente os intocáveis ​​a quem os governantes se abstêm de controlar e sancionar: as chamadas áreas "sem lei", manifestações e encontros "festivos".

 

3. Fatos e declarações recentes

3.1. "Evento 201", simulação ou antecipação?

Anualmente, desde 2016, são convidadas algumas personalidades internacionais, especialistas de saúde e economia, para considerar e estudar as consequências econômicas e os aspectos sociais de uma situação de pandemia. O exercício, organizado pelo Johns Hopkins Center for Health Security, e realizado em 18 de outubro de 2019 em Nova York, em parceria com o WEF (Davos) e a Fundação Gates, girou em torno de um vírus fictício então denominado nCoV-2019.

Depois que a China relatou a existência de um novo vírus, em 07.01.2020, o lançamento de uma iniciativa para o desenvolvimento de vacina foi anunciado no WEF em 24-25.01.2020 pela CEPI (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations). Criada em Davos, em 2017, e com o apoio da Fundação Gates, o CEPI vem trabalhando em um programa de vacinação junto com laboratórios que dominam quase 85% do mercado de vacinação.

Em 30.01.2020, o Diretor-Geral da OMS alertou sobre um "Emergência de saúde pública de interesse internacional" e anunciou a pandemia global em 11.03.2020. Claro, esta sequência de fatos está na origem do "infox", que o Le Monde, financiado por Gates, foi rápido em negar(21) 1.

 

3.2. Poder de fogo da mídia

Podemos questionar a independência da mídia francesa quando se sabe que 90% dela está nas mãos de nove bilionários2. Por meses, e o tempo todo, canais de televisão, rádios, jornais e internet transmitem as mesmas informações sem cessar, idênticas de um país a outro". Em toda parte, se ouve as mesmas palavras-chave (aglomeração, distanciamento, medidas sanitárias, quarentena, assintomático...), expressões de uma espécie de "pensamento único ". As imagens difundidas: caixões, ambulâncias, sirenes e necrotérios improvisados. Existe a intenção de produzir medo e trauma? Por quê?

 

3.3. Rastreamento de população

Alguns países adotaram o rastreamento compulsório. Na França, a Assembléia Nacional e o Senado votaram em 27.05.2020 a favor de implantação do aplicativo STOP-COVID, que não obteve o entusiasmo da população.

 

3.4. Finanças e COVID

Acontece que o jornal Le Monde recebeu da Fundação Gates um subvenção de US$ 4 milhões parcelados em cinco anos: US$ 299 mil em 2014, $438 mil 2015, $517k em 2016, $681k em 2017 e $2.127k em 20193. Estas somas fazem parte de um programa chamado Global Policy & Advocacy (política global e aconselhamento) com o objetivo oficial de “Informar e mobilizar as comunidades” (Inform and Engage Communities).

O periódico Tanzania Perspective4 de 14.05.2020 relata as palavras do Presidente de Madagascar, segundo o qual "a OMS ofereceu um suborno de US$ 20 milhões para envenenar o remédio para o COVID-19 à base de plantas chamado COVID-19 Organics, feito a partir de Artemisia, que pode curar pacientes atingidos pelo COVID-19 em dez dias”. A mídia francesa tem, recentemente, amplamente discutido estudos que concluem pela ineficácia do tratamento.

O Daily Post da Nigéria5 afirma que Bill Gates propôs ao Governo nigeriano $ 10 milhões para aprovar uma lei, fora do circuito parlamentar usual, exigindo vacinas. Gates também se tornou o maior financiador da OMS tendo adicionado $ 150 milhões em abril de 2020.

Em última análise, o tratamento da vacina COVID-19 representaria uma mina de ouro de vários bilhões de dólares.

 

3.5. Coordenação ou burocracia planetária?

Para ajudar os mais desfavorecidos, Bill Gates evoca a necessidade de uma preocupação global comum:

Nas últimas semanas, falei com dezenas de especialistas em COVID-19... o vírus SARS- CoV-2 ignora totalmente as fronteiras ... Os governos têm se concentrado em sua própria resposta nacional... O que é compreensível. Mas em face a um vírus tão contagioso e largamente disseminado, os líderes também devem entender que, enquanto o SARS-CoV-2 estiver presente em alguma parte, ele diz respeito a todos nós. (Le Monde, 15/04/2020)

Em um relatório de março de 2020, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)6 estima que:

Ações políticas coordenadas em todas as grandes economias são necessárias para garantir o fornecimento de cuidados de saúde eficazes no mundo e fornecer o estímulo mais eficaz para a economia global. [Neste caso,] reformas estruturais [assim como] o apoio adicional à política orçamental e monetária [devem ser considerados].

Em uma declaração ao The Guardian7 , Gordon Brown estima que um "governo global temporário (seria) uma resposta global coordenada, (porque) este assunto não pode ser resolvido ao nível de um único país".

"Construir uma saúde juntos torna-se um imperativo moral, ético e democrático”, concluiu em julho Jean-François Alesandrini, ex-diretor de relações públicas da DNDi8.

 

3.6. The Great Reset

A recente publicação do livro de Klaus Schwab e Thierry Malleret, O grande reset9, e o anúncio10do 51º Fórum de Davos, aberto a todos, ao contrário da prática dos 50 anteriores, nos deixam de orelhas em pé!

Em janeiro de 2021, o WEF deve organizar um diálogo virtual entre os líderes do mundo político, econômico e financeiro reunidos em Davos e milhares de jovens de mais de 400 cidades do planeta. O objetivo é se preparar para os próximos 50 anos após a "tragédia humana"11 por que passa a nossa época.

Entre outras intervenções, Klaus Schwab destaca:

Esta pandemia global há igualmente demonstrado mais uma vez a que ponto nós estamos interconectados. É nosso dever restabelecer um sistema funcional de cooperação global inteligente, estruturado para enfrentar os desafios dos próximos 50 anos. A Grande Reinicialização (Great Reset) exigirá que nós integremos todos os atores da sociedade global em uma comunidade de interesse, de objetivo e de ação comum...

 

4. Antigos fatos e palavras

Podemos impedir que alguém relacione os fatos atuais com o passado conhecido? A situação presente certamente promove esse despertar da memória...

 

4.1. Malthusianismo e COVID-19

Podemos associar o perigo mortal do COVID-19 à corrente Ideológica malthusiana, ainda que apenas por causa de iniciativas realizadas a nível global, como declarações de personalidades de primeiro plano nos campos político, financeiro e científico; além das somas colossais, de fonte pública ou privada, dedicadas a conter o crescimento populacional:

 

1968: Em um livro que teve um impacto explosivo, The Population Bomb, publicado em 1968, Paul Ehrlich, professor de Stanford, então conselheiro científico de Obama, escreveu:

O câncer é uma multiplicação descontrolada de células; a explosão demográfica é uma multiplicação descontrolada de pessoas... Devemos passar do tratamento dos sintomas para o tratamento do próprio câncer. Isso exigirá a tomada de decisões que podem parecer brutais e desprovidas de sentimentos.

1980: Em março de 1980, na Geórgia, nos EUA, seis blocos de granito "surgiram" do solo, cada um com quase seis metros de altura para um peso total de 138 toneladas. Neles, se pode ler, escritos em oito idiomas, os dez mandamentos para um planeta harmonioso... Estas são as famosas Georgia Guidestones (Pedras-guia da Geórgia) construídas à pedido de um misterioso Christian Rosenkreutz12. À frente destes prescrições: "Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 indivíduos em equilíbrio perpétuo com a natureza. "

1991: Quanto ao famoso oceanógrafo Jacques-Yves Cousteau, ele disse em entrevista ao Courrier de l´UNESCO:

É terrível dizer. A população mundial precisa se estabilizar e para isso, seria necessário eliminar 350 mil homens por dia. É assim horrível dizer que nem deveria ser dito. Mas é o conjunto da situação na qual nos encontramos que é lamentável13.

2006: O Prof. Eric Pianka, sumidade científica no mundo da biologia, desencadeou um escândalo em uma conferência no Texas Academy of Science em 27/03/2006; ele afirmou que as doenças são a maneira mais eficiente e rápida para resolver o mais rápido possível, a crise de superpopulação. Sendo a AIDS muito lenta, apresenta o vírus Ebola, que, disseminado por via aérea é a forma mais segura de eliminar 90% da população mundial, porque é ao mesmo tempo extremamente mortal e mata em poucos dias.

2007: O produtor e diretor de Hollywood, Aaron Russo14 relatou, durante a entrevista que deu seis meses antes de sua morte súbita, as conversas que teve com seu amigo Nicolas Rockefeller:

Com Nick, discutimos muitas coisas. Entre os assuntos conversados, um se referia à redução da população global. Ele achava que havia gente demais na Terra. Em certo sentido, eu estava de acordo com ele, mas não me sentia com autoridade para dizer quem deveria morrer e quem deveria sobreviver. Ele me disse que eles planejavam reduzir a população mundial pela metade (…).Disse-me que eles estudavam as formas de chegar a isso.

2009: A Dra. Nina Fedoroff, bióloga, consultora de ciências e tecnologias tanto de  George W. Bush como de Barack Obama, insistiu durante uma entrevista de rádio:

Precisamos continuar a diminuir a taxa de crescimento da população mundial; o planeta não pode hospedar muito mais pessoas. (BBC, 31.03.2009)

• O site do Sunday Times (Times online), publicou em 24.05.2009 uma matéria com o título: Um clube de bilionários procura restringir a superpopulação. Nela se lia:

Alguns dos bilionários mais influentes da América, reuniram-se secretamente para examinar se suas riquezas poderiam ser usadas para desacelerar o crescimento da população mundial e acelerar melhorias na saúde e na educação. Estes filantropos, reunidos por iniciativa de Bill Gates, cofundador da Microsoft, decidiram unir forças para superar os obstáculos de ordem política e religiosa às mudanças. Entre eles: o patriarca da dinastia americana mais rica, David Rockefeller Jr., os financistas Warren Buffett e Georges Soros, o Prefeito de Nova York, Michael Bloomberg e chefes de mídia Ted Turner e Oprah Winfrey.

O peso da taxa de natalidade ameaça o clima, manchete de primeira página do jornal Le Monde de 19.11.2009; especificado no subtítulo: A ONU evoca uma cifra ecologicamente viável da população mundial. E nas páginas internas:

Limitar os nascimentos, um remédio para o perigo climático. A Organização das Nações Unidas pede que a questão demográfica seja levada em consideração na cúpula de Copenhague.

 

4.2. Epidemias anteriores

• No blogs.lexpress (03.05.2009), uma postagem do Sr. J. Attali durante o episódio que ficou conhecido como “gripe suína” passou despercebida. Este texto profético não suscitou naquele momento nenhum comentário. Republicado hoje, o texto provoca reações na mídia semelhantes as geradas pelo “Evento 201”: erro de interpretação, mal-entendido, fake news etc. Eis o que Jacques Attali, conselheiro de vários presidentes franceses, escreveu logo após a epidemia de H1-N1:

A história nos ensina que a humanidade só evolui significativamente quando tomada de medo: então ela lança mão de mecanismos de defesa [...]. Passada a crise, transforma esses mecanismos para torná-los compatíveis com a liberdade individual e os inclui em uma política de saúde democrática (...). A pandemia que está começando pode desencadear esses medos estruturantes ...

Como proteção contra futuras pandemias, Attali propôs a criação de…

...uma força policial global, um armazenamento mundial e, portanto, uma tributação mundial. Nós chegaremos então muito mais rápido do que teria permitido apenas a razão econômica, lançando as bases para um verdadeiro governo mundial.

• Comentários que se juntam aos que David Rockefeller teria feito durante uma recepção na ONU em 23/09/1994:

Estamos às vésperas de uma transformação global... Tudo o que precisamos é de uma grande crise e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial.

Rockefeller realmente fez esse discurso? Não temos como prova-lo. Mas, em suas Memórias15, declarou com todas as letras o seu ativismo em favor da Nova Ordem Mundial:

Alguns até acreditam que nós [a família Rockefeller] fazemos parte de uma cabala secreta trabalhando contra os melhores interesses dos Estados Unidos, caracterizando minha família e eu como internacionalistas que conspiram para construir uma política global mais integrada, bem como uma estrutura econômica -- um mundo único, se quiserem. Se esta é a acusação, tenho orgulho de ser culpado disso.

O objetivo anunciado pelo The Great reset não é esse?

• É oportuno lembrar as palavras do primeiro diretor geral da OMS, um dos protagonistas na crise atual? Seu nome era George Brock Chisholm e realizou na Califórnia uma Conferência sobre educação em 11.09.1954:

Para estabelecer um governo mundial, é necessário retirar dos espíritos seu individualismo, sua lealdade às tradições familiares, seu patriotismo nacional e seus dogmas religiosos.

Esta afirmação, da qual não temos a fonte, é corroborada pela biografia que lhe dedica a Wikipédia e por outras reflexões de Chisholm16. A observação de nossas sociedades sugere que este objetivo foi alcançado. É chegada a hora de passar para o último ato?

 

Conclusão

O terreno tornou-se escorregadio. Mas esses fatos, essas declarações alimentam inquietudes, dúvidas, medos e rumores. É de se admirar que alguns pensem que COVID-19 seria uma criação francesa, exportada para a China? Que o propósito de toda essa comoção seria de alimentar as finanças internacionais? uma maneira de amordaçar e tomar as populações em mãos e controlar o crescimento planetário da população? um modo de avançar em direção a um governo mundial em que todos as estruturas estariam prontas? 

É surpreendente, para dizer o mínimo, que nenhum dos 197 Estados do planeta não faça eco a essas dúvidas para pôr em questão o que parece ser o maior embuste deste início de século. Esta unanimidade planetária de governantes em silêncio é no mínimo suspeita!

 

                                                                                  (Revista da A.F.S. Autor: Y. Tillard - Tradução Permanência)

  1. 1. Evento organizado sob o título de Evento 201 (https://www.lemonde.fr/lesdecodeurs/article/2020/02/06/coronavirus-la-fondation-gates-a-t-elle-organiseune-simulation-de- the-end-of-2019-epidemic_6028667_4355770.html)
  2. 2. http://osonscauser.com/medias-pourquoi-10-milliardaires-controlent-ils-notreinformation/ (https://www.pinterest.fr/pin/723812971336429584/)
  3. 3. De acordo com o The Guardian. Informações verificadas no site da Fundação Gates.
  4. 4. L’OMS a offert un pot-de-vin de 20 millions de dollars pour empoisonner leur médecine du COVID-19 – Président de Madagascar | Le journal participatif et citoyen ! (cagou.com)
  5. 5. Bill Gates offered House of Reps $10m bribe for speedy passage of compulsory vaccine bill – CUPP alleges - Daily Post Nigeria
  6. 6. https://www.lefigaro.fr/conjoncture/le-coronavirus-met-l-economie-mondialeen-danger-avertit-l-ocde-20200302
  7. 7. The guardian.com (26.03.2020)
  8. 8. DNDi = Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas
  9. 9. Forum Publishing (edições do World Economic Forum em Davos)
  10. 10. Comunicado de imprensa completo do WEF em https://journalintegration.com/big-reset-single-summit-start-2021 /
  11. 11. mandatos de Antonio Guterres, Secretário-Geral da ONU
  12. 12. Christian Rosecroix… O site (https://fr.wikipedia.org/wiki/Georgia_Guidestones) permite até uma visita guiada!
  13. 13. Comentários verificados pelo autor desta resenha, que possui a versão digital desta edição (novembro de 1991, p. 13).
  14. 14. Aaron Russo (1943-2007). A entrevista está disponível na internet.
  15. 15. David Rockefeller - Mémoires (Éd. De Falloy, 2006, 606 p., 23 €, p. 405)
  16. 16. https://quotepark.com/fr/auteurs/brock-chisholm/

Nada será como antes (I)

NADA SERÁ COMO ANTES (I)

- O mundo depois da COVID -

 

 

Um mal que espalha terror,

Mal que o Céu em sua fúria

Inventa para punir os crimes da terra,

O COVID (já que deve-se que chamá-lo por seu nome),

Capaz de enriquecer em um dia o Aqueronte,

Faz guerra aos humanos.

Nem todos morrem, mas todos são atingidos ...1

 

 

Este último verso prende nossa atenção uma vez que o frisson da morte adquiriu dimensões globais.

A mensagem de alerta internacional de profissionais da área de saúde para governos e cidadãos do mundo lançado pela United Health Professionnals2, recebe a cada dia novo apoio: “Parem o terror, a loucura, a manipulação, a ditadura, as mentiras e a maior falcatrua sanitária do século XXI". Em uma escala mais modesta, a Dra. Nicole Delépine, em um recente fórum do France-Soir3, lançou a questão: Fim de uma epidemia ou de um pânico organizado. Por quê.

Por falta de competência, não nos cabe mais do que uma opinião pessoal. Não podemos nos posicionar sobre assuntos que devem ser reservados a profissionais de verdade, e não a ´cientistas de opereta´, a ilustres anônimos encerrados em um comitê científico ou a profissionais de redes de televisão.

Contudo, o constante assédio da mídia, o zelo frenético das autoridades para intervir, nos conduzem a refletir e tentar entender o que está em jogo nesta agitação planetária4.

 

1. Algumas observações e perguntas

 

1.1. O Grande espetáculo

Com grande espalhafato de imagens e repercussão televisiva, pudemos assistir os fechamentos de aeroportos, as crônicas do obituário diário, os transportes TGV-COVID, a repetição incessante da mídia sobre a utilidade dos hospitais de campanha ou do plano Branco e Azul, a implementação abortada de drones de vigilância...

 

1.2. Origem do vírus

Natural ou projetado em laboratório? Este debate sobre a origem do vírus não é sem importância porque é uma fonte de interrogações para a pessoa comum: Se houve manipulação, por qual motivo? mera pesquisa ? objetivo curativo, político? O que é evidente é que o COVID-19 é atualmente objeto de consideração, tanto de autoridades locais como de organismos internacionais, a exemplo do que diz Klaus Schwarb, fundador e presidente executivo da World Fórum Econômico (WEF), mais conhecido como Fórum de Davos5"A pandemia apresenta uma oportunidade rara e limitada de repensar, reinventar e reerguer nosso mundo do zero."

O Prof. Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina de 2008, foi alvo de duras críticas por haver afirmado:

Este vírus (natural) recebeu inserções, mas os autores receberam ordem de não dizer nada... Há um encobrimento geral. Até mesmo cientistas são comprados ... Todos repetem em uníssono: o vírus foi produzido pela natureza. Isso é falso. Aí está uma grande mentira6

O Prof. Joseph Tritto7, praticante de microcirurgia, especialista em biotecnologia e nanotecnologia, presidente da Academia Mundial de Ciências e Tecnologias Biomédicas (WABT, sob a égide da UNESCO) confirma em seu livro "A quimera que mudou o mundo" a posição do Professor Montagnier.

A posição dos Professores Montagnier e Tritto recebeu recentemente o apoio da doutora Li-Meng Yang, virologista chinesa que pesquisou o COVID-19 a pedido de seus superiores no laboratório da Universidade de Hong Kong, referência da OMS. Ela fugiu da China em 28 de abril de 2020, para afirmar que estamos enfrentando um vírus modificado, criado no laboratório de Wuhan... e para não ser assassinada8. Por que ficar em silêncio sobre isso?

 

1.3. Periculosidade e mortalidade

Sem entrar em disputas de números e métodos de cálculo... as estatísticas mostram que o número de mortos em comparação ao de infectados é um pouco maior do que influenza sazonal (0,1-0,2%), mas bem abaixo de 1%.

De acordo com os últimos números divulgados pela OMS9, em 13 de agosto de 2020, dos 192 membros atuais da OMS, os quatro países europeus que mais aderiram ao lockdown (Itália, Espanha, Bélgica e França) estão entre os dez países que apresentaram a taxa de mortalidade por COVID-19 mais elevada do mundo.

Vemos atualmente a queda do número diário de mortes por COVID que fora liturgicamente anunciada todas as noites; estranhamente, durante este período, câncer, AVC, doenças crônicas... desapareceram!

O CDC americano (Centro para Controle e Prevenção de Doenças) declarou que a COVID-19 não é mais contagiosa e mortal do que outras epidemias do passado.

 

1.4. Inconsistências e reviravoltas das decisões de governamentais

Sobre o início da "guerra contra COVID-19", podemos nos lembrar...

... das declarações dos governantes sobre a inutilidade da máscara, o que é confirmado por muitas vozes médicas; hoje parece que caminhamos para o uso obrigatório!

... do confinamento, das multas por haver feito uma caminhada... sozinho na floresta sem máscara, mas tolerância em relação a encontros festivos... ou manifestações;

... do distanciamento no metrô, inexistente na SNCF10 que, no entanto, transforma seus funcionários em fiscais...

O Le Monde11 fala em “decisões políticas evolutivas” (!!!). Com o que isso rima?

 

1.5. Liberdade de expressão e de ação dos profissionais regulamentados

"Cancelamentos" orquestrados por indivíduos prepotentes -- jornalistas, "especialistas", políticos -- que expressam suas opiniões enquanto desqualificam outros que, por sua vez, apóiam-se em fatos, experiência e conhecimento. 

Perigo de crime de opinião: o professor Toubiana disse na BFMTV12 estar sendo pressionado pelo fato de afirmar posições contrárias a ideologia em vigor. Por quê?

Os cientistas seriam comprados, de acordo com o professor Montagnier, e parece que muitos meios de comunicação também o sejam (ver nota 6). Por quê ? Por quem ?

 

1.6. Medidas de saúde contestadas

Uso generalizado da máscara: A OMS especifica em seu relatório Conselhos sobre o uso de máscaras no contexto de Pandemia de COVID-1913:

Hoje, o uso generalizado de máscaras por pessoas saudáveis ​​na comunidade, não é ainda apoiado por evidências científicas diretas ou de alta qualidade e há benefícios e danos potenciais a serem tomados em consideração.

No canal LCI14, o Prof. Toubiana, epidemiologista, doutor em física, pesquisador do INSERM, disse em 20 de agosto que a máscara era inútil ao ar livre, e psicologicamente muito prejudicial. O que o atual Ministro da Saúde15, para quem o vírus está cada vez mais ativo, contesta violentamente.

Idosos: Medidas draconianas (máscaras, isolamento de idosos em asilos, confinamento generalizado, barreiras - com controles policiais meticulosos e às vezes difíceis, multas etc.) tomadas para proteger "pessoas frágeis" - dependentes e residente em asilos - resultou nesta população: 12.769 mortes de 25.531 registradas em 6 de maio de 2020.

• Confinamento: não há consenso sobre a eficácia do confinamento generalizado16. O Dr. Michel de Lorgeril especifica que o confinamento nunca foi praticado na história da medicina e Não existem estudos sobre o confinamento e sua utilidade para fazer face a uma pandemia. Além disso, a taxa de contaminação é maior em países onde o confinamento foi objeto de uma decisão cabal.

Distanciamento: De acordo com a revista médica BMJ17, o Massachusetts Intitute of Technology e a Oxford University argumentam que regra de distanciamento (entre duas pessoas) seria obsoleta porque devemos levar em consideração a ventilação das instalações, a potência da voz… para estimar o dano de gotículas respiratórias. O que parece ser a confirmação do bom senso!

Hospitais: Devido aos planos Branco e Azul, a capacidade hospitalar, quase totalmente reservada para os "covidados" teve por conseqüência a suspensão do tratamento de doenças crônicas, câncer, AVC... levando, portanto, a óbitos. Além disso, os depoimentos públicos da equipe de enfermagem, o uso de emprego parcial em clínicas particulares comprova a desproporção da decisão.

 

1.7. Tratamentos da doença

De acordo com dados da OMS de 13 de agosto, os países com menos mortes atribuídas ao COVID-19 são principalmente aqueles que mais realizaram testagens, realizaram quarentenas específicas e/ou usaram amplamente a hidroxicloroquina: Islândia (30 / milhão de hab), Marrocos (15), Senegal (14), Grécia (12), Japão (8,4), Cuba (7,7), Coréia (6), Nigéria (4,6), Singapura (4,6), Malásia (3,8), Qatar (1).

Na França, a liberdade de prescrição de remédios foi posta sob controle. Em 27 de março de 2020, o CNGE (Conselho Científico do Colégio Nacional de Docentes Generalistas) recomendou que clínicos gerais não prescrevessem derivados de quinina para os cuidados da COVID-19. “Essa exigência seria contrária à ética médica18"... e pode acarretar em sanções da ordem dos médicos. A proibição tem sido ameaçadora desde então.

Mas, de acordo com o Prof. Montagnier:

A ciência mostra as verdades, mas não se acredita mais nelas. Essas verdades estão sendo transformadas de acordo com as necessidades da economia. Ver um Ministro da Saúde da França para proibir um medicamento que parece agir sobre este infame vírus, é absolutamente espantoso, absurdo. Embora as revistas científicas tenham se retratado [caso da Lancet19] ele não se retratou. Ele continua. Então, quem é que nos governa? É um mundo louco... Os médicos não têm o direito de prescrever20.

Desde março, muitos especialistas, diferentes hospitais e institutos de pesquisa, propuseram tratamentos médicos que provaram ser eficazes, pelo menos em muitos casos, mas que nunca foram levados em consideração por governantes e outros comitês ad hoc que, por sua vez, interditaram o uso de drogas utilizadas há mais de 30 anos.

 

1.8. A salvação da humanidade através da vacina por vir

Os "Especialistas" defendem a vacina aos sete ventos, apesar do parecer de muitos virologistas e médicos licenciados em sentido contrário. Emmanuel Macron21, apoiador de uma política vacinal muito autoritária, afirma:

 "... afirmamos agora que uma vacina contra COVID-19, assim que ela for descoberta, beneficiará a todos, pois será um bem público global."22

Bill Gates converteu-se de empresário em pregador infatigável da vacina em nome da justiça social. Por quê ?

 

1.9. Um segundo ataque da besta?

Prof. Laurent Toubiana: “Não há epidemia de infecção de COVID-19, há uma epidemia de ansiedade. " (BFMTV).

Contra tudo o que é afirmado diariamente, "não haverá segunda onda", afirma o professor Toussaint, correndo o risco de se desacreditar. Por quê ?

O Professor Christian Perronne, infectologista, denuncia os subterfúgios, as mentiras, as manipulações ... das quais ele fornece provas em seu livro "Há algum erro que eles não tenham cometido?" 23. Tendo em vista milhões de testes, a generalização progressiva do uso de máscara… conseguinte ao discurso em 31 de agosto em RMC, C. Perronne falou de delírio total... Por que essa obstinação das autoridades?

< a seguir >

(AFS 271, Tradução: Permanência)

  1. 1. A partir de: Os animais doentes da peste por J. de La Fontaine.
  2. 2. https://covidinfos.net/wp-content/uploads/2020/08/FR-international-alert-message.pdf
  3. 3. http://www.francesoir.fr/opinions-tribunes/crise-du-coronavirus-en-franceepidemie-terminee-versus-panique-organisee-pourquoi
  4. 4. NB (Nota bene): O leitor encontrará nas linhas que se seguem, fatos, acontecimentos, citações devidamente referenciadas recolhidas a fim de preparar uma entrevista para a associação Prefeitos pelo Bem Comum. Guardamos este texto para uma apresentação oral, acreditando ser útil na confusão atual.
  5. 5. reunião anual seleta de personalidades políticas, econômicas e midiáticas que "fazem" o mundo.
  6. 6. https://www.medias-presse.info/le-professeur-luc-montagnier-denonce-lesmensonges-sur-le-covid-19-meme-les-scientistiques-sont-achetes/123737/
  7. 7. http://www.francesoir.fr/societe-sante/covid-19-lorigin-du-virus-lanalyse-du-prtritto-confirme-celle-du-pr-montagnier
  8. 8. Veja https://lesobservateurs.ch/tag/dr-yan-limeng/
  9. 9. Mortalidade por COVID-19 por milhão de habitantes: Bélgica 854, Grã-Bretanha 687, Espanha 611, Itália 582, Suécia 571, EUA 493 e França 464. -- (N. da P.), hoje o número de mortos por milhão nesses países aumentou consideravalmente
  10. 10. A Société nationale des chemins de fer français (SNCF) é uma empresa ferroviária francesa, controlada pelo Estado.
  11. 11. https://www.lemonde.fr/societe/article/2020/08/29/six-mois-de-consignes-sur-lemasque-en-france_6050316_3224.html
  12. 12. Canal francês de televisão - N. da. P.
  13. 13. Conselhos sobre doença coronavírus (COVID-19) para o público: quando e como usar máscaras (Organização Mundial da Saúde, abril de 2020).
  14. 14. LCI, ou La Chaine Info, é uma rede de televisão comercial aberta francesa - N. da. P.
  15. 15. Journal du Dimance (23.08.2020).
  16. 16. https://michel.delorgeril.info/ethique-et-transparence/science-du-confinementou-confinement-de-la-science/comment-page-1/
  17. 17. L’Obs et AFP (28.08.2020)
  18. 18. https://www.cnge.fr/conseil_scientifique/productions_du_conseil_scientifique/covid_19_y_t_il_une_place_pour_lhydroxychloroquine/
  19. 19. Ver Idriss Aberkane (Valores Atuais de 06.04.2020). Negligência escandalosa das autoridades que tomaram imediatamente decisões contra a hidroxicloroquina sem verificar - o que seria imperdoável a este nível - a fiabilidade do falso estudo publicado no periódico "científico" The Lancet, ou desejo manifesto de manipulação?
  20. 20. https://www.medias-presse.info/le-professeur-luc-montagnier-denonce-lesmensonges-sur-le-covid-19-meme-les-scientifiques-sont-achetes/123737/
  21. 21. Presidente da França - N. da. P.
  22. 22. Mensagem de E Macron para a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI), pelo 20º aniversário da sua criação (Londres 04.06.2020).
  23. 23. Albin Michel (2020, 16,90 €)

O Evangelista Marcos indica que Maria duvidou da missão de Cristo. Isso não foi um pecado?

Prof. Felix Otten, O.P., e C.F. Pauwels, O.P.

Diz-se que Maria jamais pecou, nem poderia pecar. Mas o Evangelista Marcos indica que Maria duvidou da missão de Cristo. Isso não foi um pecado?

Maria, certamente, estava livre de várias tentações como resultado de sua Imaculada Conceição. Portanto, não havia más inclinações nela, as que consistem no descompasso entre o que há de mais elevado e o que há de mais baixo. Em nós, o corpo, frequentemente, é um agente de pecado, pois ele puxa para baixo a mente e, frequentemente, rebela-se contra as potências elevadas da alma. E, é claro, não havia nada disso em Maria, porque ela não havia sido contaminada com o pecado original, razão pela qual não havia o referido descompasso. Portanto, ela não poderia ser tentada por um desejo das potências baixas contra as elevadas. Ela poderia, porém, ser tentada nas potências mais elevadas da sua alma, na sua mente e na sua vontade, assim como até mesmo Cristo foi tentado pelo demônio.

Mas ser tentado e pecar são duas coisas diferentes. Que Maria nunca tenha cometido um pecado é absolutamente claro para os teólogos católicos, ainda que a Igreja jamais tenha se pronunciado oficialmente sobre isso. Maria, como dizem, era sem pecado. Mas Maria também era impecaminosa, isto é, ela não poderia sequer cometer um pecado?

Essa, obviamente, é outra questão completamente diferente. A maioria dos teólogos sustenta que Maria não poderia pecar. A razão não é que ela era livre do pecado original, pois Adão e Eva também foram criados livres do pecado original e, ainda assim, pecaram. Devemos buscar a razão na plenitude de graças que Deus lhe deu em atenção a sua maternidade divina. Por isso e, portanto, por um auxílio especial de Deus, a vontade de Maria sempre escolheu o bem.

E, agora, quanto à história do Evangelista Marcos: ele não diz, de modo algum, que Maria teria duvidado de Cristo. Ele anuncia, primeiramente, no terceiro capítulo, versículo 21, que os parentes de Cristo “foram O prender, porque diziam: Ele está louco” Então, aparentemente, havia parentes de Jesus que não acreditavam em Sua missão. Quem eram essas pessoas não está esclarecido; eles podem ter sido tios, primos e, talvez, parentes mais distantes ainda. Após, somos informados de algo completamente diferente, a saber, que Jesus entrou num debate contra escribas de Jerusalém acerca de exorcismos. E, então, é dito ao final do capítulo, “Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando fora, mandaram-nO chamar”. Se eles conversaram com Ele e sobre o que, isso não nos é dito.

Não é certo que essa conclusão está conectada com o início do capítulo que menciona a dúvida de alguns dos parentes de Cristo. E, portanto, não é sabido por que a mãe e irmãos de Cristo vieram. Mas, ainda que fosse verdade que Maria fosse com parentes descrentes de Cristo, isso não implica que ela compartilhava da descrença deles. Tal infidelidade da parte de Maria conflita com tudo o mais que sabemos sobre ela. Por que deveríamos aceitar tal conclusão de um texto discutivelmente ambíguo?

Introdução ao segundo domingo do advento

João enviou dois dos seus discípulos a dizer-Lhe: És Tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?

A liturgia deste domingo está cheia do pensamento de Isaías, o Profeta por excelência da vinda do Salvador. São Paulo, na Epístola, e Nosso Senhor no Evangelho, fazem ver que os oráculos do grande Profeta encontram plena realização com a Vinda do Messias. Não se limita apenas a este domingo a importância dada a Isaías pela liturgia do Advento. Não há dia em que, em Matinas, não se leia algum passo das suas profecias; são todas dele as lições do Sábado das Quatro Têmporas; e no Natal a liturgia serve-se ainda das suas palavras para cantar o Emanuel nascido da Virgem, a alegria da nova Jerusalém que agora abrange todo o mundo e as divinas grandezas do Príncipe da Paz.

Em Roma, a estação era na basílica de S. Cruz em Jerusalém, onde se conserva uma grande parte da verdadeira Cruz trazida de Jerusalém.

Isaías havia predito: “Uma vergônea sairá da raiz de Jessé e de sua raiz elevar-se-á uma flor” (1ª lição de Matinas). “Esta vergônea, explica S. Jerônimo, é a SS. Virgem, e a flor seu Filho Jesus, nosso Salvador”. (3ª lição). Ao recordar-nos as Escrituras que tanto ajudam a nossa esperança e a nossa fé, a Igreja convida os que são chamados à mesma glória e viveram na unidade da caridade.

Comentando o Evangelho em que Jesus claramente afirma ser “Aquele que há de vir” como o provam os milagres feitos por Ele e preditos por Isaías, São Gregório faz notar que os judeus estavam prontos a reconhecer um Messias que operasse maravilhas, mas nunca um Messias que pudesse também sofrer. A cruz foi para eles um escândalo, cujas vítimas foram eles próprios” (7ª lição de Matinas). Acolhamos nós a Jesus na humildade do Presépio, para que Ele nos receba também, um dia, em seu reino de glória, quando nos vier julgar.

Missal Quotidiano e Vesperal por Dom Gaspar Lefebvre, Beneditino da Abadia de S. André. Bruges, Bélgica: Desclée de Brouwer e Cie, 1952.

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