Skip to content

CAMPANHA DE ROSÁRIOS PELAS ELEIÇÕES

 

Clique na imagem para ler a oração que acompanha o Rosário

Clique aqui para ler o texto explicativo

 

Manuel Bandeira (4)

O crucifixo

É um crucifixo de marfim
Ligeiramente amarelado,
Pátina do tempo escoado.
Sempre o vi patinado assim.

Mãe, irmã, pai meus estreitando
Tiveram-no ao chegar o fim.
Hoje, em meu quarto colocado,
Ei-lo velando sobre mim.

E quando se cumprir aquele
Instante, que tardando vai,
De eu deixar esta vida, quero

Morrer agarrado com ele.
Talvez me salve. Como – espero –
Minha mãe, minha irmã, meu pai.

Teresópolis, março de 1966

Alegrias de Nossa Senhora

[Esta composição está inspirada no texto de oratório do poema de uma monja carmelita.]

 

I

RECITANTE

O anjo traz a mensagem,
Prostra-se perante a Virgem e anuncia:

ANJO

O Filho de Deus quer ser teu filho, Maria:
Porque és cheia de graça e bendita entre as mulheres.

RECITANTE

A donzela, em sua humildade, torna-se grande;
Eleva-se acima da condição humana;
Atinge os confins da divindade.
Ó Virgem, que vais responder?
Maria cruza as mãos sobre o peito,
Inclina-se reverente:

MARIA

Sou a escrava do Senhor;
Faça-se em mim segundo a sua palavra.

CORO

Ó santas alegrias, castíssimas delícias
Da maternidade virginal!
Maria já é mãe de Deus.
O filho é o mesmo Verbo Divino
Eternamente gerado pelo Pai.
Feliz a Virgem Maria, cujo seio contém o próprio Deus!

II

RECITANTE

Caminha a Virgem pelas montanhas de Judá.
Tudo respira serenidade.
O cabrito montês brinca nos cimos mais altos.
Maria vai visitar Isabel.
Troca-se em paraíso a casinha branca da montanha.
Isabel, ao ouvir a saudação de Maria, exclama, cheia do Espirito Santo.

ISABEL

Bendita tu entre as mulheres
E bendito o fruto do teu ventre!

RECITANTE

O menino salta no ventre da Mãe e Maria canta:

MARIA

Minh´alma engrandece ao Senhor
Meu espírito se alegra em Deus meu Salvador
Porque atentou na baixeza de sua serva.
Desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
Grandes coisas me fez o Poderoso,
Grande coisas faz o Poderoso:
Depõe dos tronos os soberbos
E eleva os humildes;
Enche de bens os famintos
E despede vazios os ricos.
Santo é o seu nome.

CORO

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

III

RECITANTE

Noite feliz!
Começa em Belém a Missa da vida de Jesus.
Chegam os magos do Oriente, com as suas dádivas:
Ouro, incenso, mirra.
Pastores acorrem com as suas cornamusas, gaitas, flautas.
E cantam ao Messias recém-nascido:

CORO DE PASTORES

Glória a Deus nas alturas!
A Virgem-Mãe vela o seu menino.
Todo o que nele crer, não perecerá;
Todo o que nele crer, terá a vida eterna.
Glória a Deus nas alturas!

IV

RECITANTE

Crescia o menino e se fortalecia em espírito e sabedoria.
E a graça de Deus estava sobre ele,
Ora, todos os anos ia a Santa Família a Jerusalém, à festa da Páscoa.
De uma feita ficou o menino na cidade e não o souberam os pais.
Ao cabo de três dias o acharam no tempo, sentado entre os doutores,
Disse-lhe então Maria:

MARIA

Filho, por que fizeste assim para conosco!
Teu pai e eu, ansiosos, te buscávamos.

RECITANTE

Ao que Jesus responde:

JESUS (menino de doze anos)

Por que me buscáveis?
Não sabeis que me convém tratar das coisas do Pai?

RECITANTE

E Maria:

MARIA

Achei aquele a quem minh´alma adora.
Recobreio-o e não o deixarei mais perder.
Meu espírito se alegra em meu Filho e Salvador

CORO

Santo! Santo! Santo!

V

RECITANTE

A Hóstia Divina foi imolada no Calvário.
Ao terceiro dia foram as santas mulheres ao Sepulcro.
Estava a pedra removida e não acharam o corpo do Senhor Jesus.
Então dois varões de veses resplandecentes falaram:

OS DOIS VARÕES

Por que buscais o vivente entre os mortos?
Não está aquí, já ressucitou.
Lembrai-vos de que vos disse em Galiléia:
“Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos dos homens pecadores,
“E seja crucificado,
“E ao terceiro dia ressucite.”

CORO

Morte, onde está tua vitória?
Pela primeira vez foste vencida.
Maria, Mãe de Deus, alegra-te!
Teu filho ressurgiu, divino.
Hosana! Hosana! Hosana!

Oração para aviadores

Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
De feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.

Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.

Santa clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas
E penedos, nossas asas
Governai.

Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, vosso pai,
Santa clara, todo risco
Dissipai.

Santa Clara, clareai.

Prezado amigo Corção

Rio, 25 de março de 1965.

 

AdaptiveThemes