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JOHN
HENRY NEWMAN (1801- 1890)
“Glória da Inglaterra e de toda a Igreja”. Pio XII Nascido
em 1801, desde a adolescência em Newman mostrou-se uma vocação religiosa.
Terminados os estudos superiores em Oxford, tornou-se Pastor da Igreja
Anglicana. Nesta, como pároco, como assistente de universitários, exerceu
grande apostolado, promovendo em Oxford um grande movimento anti-racionalista. Jamais
descansando na busca da verdade, do verdadeiro cristianismo, após longos anos
de lutas interiores, encontra a Igreja Católica. Converteu-se em 1845. No ano
de 1847, em Roma, é ordenado sacerdote. Voltando
para a Inglaterra, ingresso na Congregação do Oratório, onde uma sólida
amizade o une ao confrade e conhecido mestre espiritual, o Pe. Faber. O
apostolado no campo da inteligência exercido por Newman foi intenso. As suas
obras completas atingem a 37 tomos, versando sobre os mais variados assuntos —
teologia, filosofia, literatura, história, espiritualidade — e os arquivos do
Oratório conservam as 70.000 cartas que escreveu. As obras que publicou sobre a
Universidade de Dublin, tornaram-se clássicas para a literatura católica. Os
seus Sermões espelham todos eles sólida piedade e grande amor pelas almas. Cruzes não lhe faltaram à vida: as dos longos anos de conversão e as da incompreensão, após a conversão, por parte dos anglicanos e de certos ambientes católicos. Em
1879 é escolhido por Leão XIII para Cardeal. Faleceu em 1890. A sabedoria e a ortodoxia de Newman foram louvados por Leão XIII, Pio X e Pio XII. Quando alguns modernistas tentaram invocar o nome do laborioso Cardeal em defesa de suas teses, encontraram a sólida resistência de São Pio X, que denunciou a tentativa e disse nada encontrar de modernismo em seus escritos.
Não seria surpresa se em algum dia John Henry Newman acompanhasse nos
altares os grandes santos convertidos e os doutores da Igreja.
Há
em português um excelente estudo sobre o grande pensador inglês, obra do Pe.
Maurilio Penido: “O Cardeal Newman”. (II Edição, Ed. Vozes, 1955).
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