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A
NOVA
TEOLOGIA
DA
MISSA
Francisco
Lafayette de Moraes
ÍNDICE
01 - PROPÓSITO
02 - A TEOLOGIA DA MISSA
03 - SACRIFÍCIO DA MISSA:
SACRIFÍCIO DA CRUZ CONTINUADO NO ALTAR
04 - A EXPLICITAÇÃO DA FÉ
CATÓLICA: TRENTO
05 - MISSA: A FÉ CATÓLICA E A
FÉ PROTESTANTE
06 - A TEOLOGIA HERÉTICA DA
MISSA DE PAULO VI
OBRAS CITADAS E/OU TRANSCRITAS
01 - PROPÓSITO
Este
trabalho
tem
por
PROPÓSITO
mostrar
que,
embora
o
Concílio
de Trento tenha
definido
"de
maneira
precisa
a
fé
católica"
relativamente
à “TEOLOGIA
da
Missa
e do
Sacerdócio”:
sacrifício
verdadeiro,
presença
real
de Jesus
Cristo
e
sacerdócio
hierárquico,
esses
dogmas
não
estão
claramente
afirmados na
definição
da
Missa
de Paulo VI,
dada
pelo
"artigo
7 da «Institutio Generalis»,
cuja
TEOLOGIA
é
claramente
herética".
De
fato,
o "NOVUS ORDO MISSAE" —
isto
é, o
Novo
Ordinário
da
Missa
— "afasta-se,
tanto
em
seu
conjunto
como
nos
detalhes,
da
TEOLOGIA
católica
da
Santa
Missa"
e "aproxima-se de
modo
impressionante
da
herética
TEOLOGIA
protestante
e constitui
assim
um
perigo
para
a
fé",
como
afirmaram os
Cardeais
Ottaviani e Bacci,
em
documento
enviado
ao
Papa
Paulo VI.
02 - A
TEOLOGIA
DA
MISSA
A
Associação
"Una
Voce Helvetica" publicou,
em
março
de 1982,
sob
a
rubrica
do Pe. RENÉ MARIE,
um
estudo,
"Teologia
da
Missa".
São
excelentes
essas
páginas
e julgo
útil
extrair
delas
alguns
trechos.
A
Igreja
Católica
"possui as verdadeiras
fontes
da
graça
sobrenatural
que
são
os
sete
sacramentos.
E todas essas
fontes
de
graça
correm do
Calvário,
onde
o
Cristo
Redentor
ofereceu
seu
sacrifício.
O
sacrifício
do
Calvário
é
assim
a
fonte
única
donde se
derrama
sobre
o
mundo
toda
a
vida
sobrenatural...
. O
sacrifício
é o
ato
supremo
da
virtude
de
religião
e essa
virtude
é a
justiça
que
devemos a
Deus.
Ela
consiste
em
reconhecer
a
grandeza
eminente
de
Deus
e a
submissão
do
homem...
".
"O
sacrifício
é a
expressão
privilegiada da
virtude
da
religião.
O
sacrifício,
segundo
a
etimologia
da
palavra
(sacrum facere), consiste
em
fazer
o
sagrado,
diz-nos
São
Tomás de Aquino,
isto
é,
separar
para
Deus".
"Desde
a
origem
da
humanidade
vemos o
homem
oferecer
a
Deus
sacrifícios
e
exprimir
desse
modo
sua
religião.
Abel oferece as
primícias
de
seus
rebanhos...".
[...]
Relembremos,
portanto,
o
resumo
do
ensinamento
sobre
o
Sacrifício
do
Calvário:
"Realizou-se no
Calvário,
em
toda
a
sua
plenitude,
o
sacrifício
para
a
glória
de
Deus;
há a
vítima,
a
única
digna
de
Deus:
seu
próprio
filho.
Existe o ofertante
que
não
são
nem
os
soldados
romanos,
nem
os
sacerdotes
judeus,
mas
o
próprio
Cristo,
o
qual,
simultaneamente
sacerdote
e
vítima,
se oferece a
seu
Pai
e morre
por
sua
própria
vontade,
após
ter
derramado
todo
o
seu
sangue,
na
imolação
livremente
consentida".
"Esse
sacrifício
é
único
e
basta
para
render
a
Deus
toda
honra
e
glória
e
para
obter
para
os
homens
a
graça...
.
Esse
sacrifício,
fonte
única
de
todo
o
bem
superior,
Deus
o quis
tornar
presente
em
todas as
gerações
de
homens
que
se sucederão ao
longo
de
todos
os
séculos
até
o
fim
do
mundo,
pela
instituição
da
Eucaristia,
segundo
o
testemunho
do
Evangelho.
O
profeta
Malaquias, o
último
do
Antigo
Testamento,
já
havia profetizado: ‘Eis
que
em
todo
o
lugar
se oferece a
Deus
uma
oblação
pura’
(Mal.1,11)".
"Que
o
sacrifício
eucarístico seja a renovação do
sacrifício
da
Cruz
e o
modo
de torná-lo
presente,
é a
doutrina
de
fé
definida
pelo
Concílio
de Trento: A
vítima
é a
mesma,
o
sacerdote
ofertante é
também
o
mesmo,
só
difere a
maneira
de
oferecer".
"A
vítima,
com
efeito,
é
sempre
o
Cristo,
sob
as
aparências
do
pão
e do
vinho.
O
sacerdote
sacrificador
também
é
Cristo,
que
perpetua a
oferenda
voluntária
de
seu
sacrifício".
"Os
sacerdotes
do
Novo
Testamento
não
são
sucessores
nem
substitutos
de
Cristo,
são
simplesmente
seus
ministros
ou
seus
instrumentos".
"Convém
esclarecer
que
a
Missa
e o
Sacrifício
da
Missa
não
constituem uma
só
e
mesma
coisa,
mas
o
Sacrifício
se realiza na
Missa.
É a
Igreja
que
institui os
ritos
da
Missa
para
magnificar
o
sacrifício
do
Senhor
e
para
explicitar
seu
mistério
e
dispor,
desse
modo,
os
espíritos
aos
sentimentos
de
adoração
e de
devoção".
Como
se sabe, é na
dupla
Consagração
que
se realiza o
Sacrifício:
"O
próprio
Sacrifício
da
Missa
encontra-se realizado
essencialmente
na
dupla
Consagração.
É nesse
rito,
prescrito
pelo
Senhor,
que
se renova
sacramentalmente
o
Sacrifício
do
Calvário.
É
somente
nesse
caso
que
o
sacerdote
age ‘na
pessoa
de
Cristo’,
em
seu
nome
e
em
seu
lugar".
[...]
“«O
sacrifício
do
Calvário
revivido
sacramentalmente»
é
um
parágrafo
da
brochura
‘Una
Voce Helvetica’
que
parece
ser
interessante
aqui
reproduzir”.
"O
Concílio
de Trento
nos
ensina
que
na
Missa,
como
no
Calvário,
oferece-se a
mesma
vítima:
o
próprio
Cristo;
e é
também
o
mesmo
sacerdote
que
oferece; o
próprio
Cristo
que
se oferece
pela
redenção
dos
homens.
Só
a
maneira
de
oferecer
é
diferente:
no
Calvário
a
imolação
é
sangrenta,
na
Missa
a
imolação
reproduz-se
sacramentalmente,
isto
é,
por
um
sinal
sacramental,
a
Deus
reservado,
que
produz e realiza o
que
ele
significa. A
separação
das oblatas é
sinal
sagrado
que
significa a
morte
de
Cristo
na
Missa".
"No
sacrifício
de
animais
da
Antiga
Aliança,
a
separação
do
corpo
e do
sangue
da
vítima
significa a
morte
da
vítima.
No
sacrifício
da
Nova
Aliança,
a
separação
das oblatas significa
sacramentalmente
a
morte
da
vítima:
Cristo".
"É
muito
certo
que
Cristo
morreu
somente
uma
vez,
mas,
na
Missa,
sua
imolação
é
significada
e realizada
sacramentalmente.
Desse
modo,
a
Missa
é a renovação, a atualização no
tempo,
do
Sacrifício
da
Cruz".
"Assim,
cada
vez
que
assistimos ao
Sacrifício
da
Missa,
subimos,
em
espírito,
o
Calvário,
onde
nos
sentimos ao
lado
da
Mãe
das
Dores
e de
São
João. ‘Eu
lá
estava’ dizia
Santo
Agostinho.
Este
Sacrifício,
continua a
brochura,
é
satisfatório,
oferecendo
Cristo
a
Deus
uma
satisfação
superabundante;
ele
é propiciatório,
pois
Cristo
reconciliou o
mundo
com
Deus;
ele
é impetratório,
tendo
Cristo
suplicado ao
Pai
que
concedesse aos
homens
as
graças
de
santificação;
ele
é eucarístico,
porque
é
homenagem
perfeita
de
adoração,
de
louvor
e de
ações
de
graças
a
Deus".
"Mas,
por
que,
então,
a
Missa?"
indaga a
brochura.
"É certíssimo - diz a
publicação -
que
Cristo
operou a
Redenção
do
mundo
em
um
ato
único
e
que
Ele
morreu uma
só
vez...
Por
sua
morte,
logrou
Cristo
a salvação
para
todos
os
homens.
É a
doutrina
da
Igreja...
.
Cristo
morreu,
portanto,
para
todos.
No
entanto,
isso
não
quer
dizer
que
todos
os
homens
sejam
salvos.
Ao
contrário,
Cristo
nos
disse
que
muitos
irão ao
fogo
eterno".
"A
Paixão
de
Cristo
é
causa
universal
de salvação e uma
causa
universal
deve
ser
aplicada aos
casos
individuais.
Ora,
os
méritos
da
Paixão
de
Cristo
nos
são
aplicados
precisamente
pela
renovação do
Sacrifício
da
Missa".
"Eis
um
exemplo.
Uma
fonte
é
suficientemente
abundante
para
satisfazer
as
necessidades
de
toda
uma
cidade;
contudo,
será
preciso
ainda
captar
essa
fonte
e
transportar
a
água
até
a
porta
de
cada
habitante,
senão,
apesar
da
fonte,
pode-se
vir
a
morrer
de
sede...
Assim,
por
sua
Paixão,
Cristo
abriu a
fonte
de
todo
o
bem
espiritual.
Todavia,
isso
não
basta
para
que
efetivamente
participemos dessa
fonte,
é
preciso
que
a
aplicação
de
seus
frutos
se faça
para
cada
um
de
nós.
Essa é a
obra
do
Sacrifício
da
Missa
renovada
sobre
os
nossos
altares,
(pois)
a
Missa
é
necessária
para
que
os
frutos
da
Paixão
cheguem
até
nós."
“Evidentemente
as
diferentes
orações
da
Missa
não
foram instituídas
por
Nosso
Senhor.
Os
Apóstolos
envolveram a
Consagração
e a
Comunhão
em
preces
e
leituras
e a
Igreja,
numa
lenta
elaboração,
constituiu o
Missal
ou,
mais
exatamente,
as
diferentes
Igrejas
fizeram
esse
trabalho,
donde a
existência
de
missais
diferentes
uns dos
outros,
mas
sempre
com
a
mesma
vontade
de
bem
expor
o
mistério
eucarístico e de preservá-lo das
deformações
heréticas”.
03 - SACRIFÍCIO DA MISSA:
SACRIFÍCIO DA CRUZ CONTINUADO NO ALTAR
Jesus
Cristo
é,
Ele
mesmo,
o
autor
da
Missa
naquilo
que
ela
tem de
essencial,
tendo a
Igreja
colocado os
acessórios
que
são
as
cerimônias
que
acompanham o
Sacrifício
do
Corpo
e do
Sangue
de
Nosso
Senhor.
O
sacerdote,
ao
oferecer
o
Santo
Sacrifício
da
Missa,
apenas
dá continuidade ao
Sacrifício
da
Cruz,
porque
ele
recebeu
ordem
formal
de Jesus
Cristo
na
véspera
de
sua
morte,
quando
nosso
divino
Salvador
deu,
durante
a
Ceia,
seu
Corpo
e
seu
Sangue
aos
seus
Apóstolos
dizendo-lhes: "FAZEI
ISTO
EM
MEMÓRIA
DE
MIM".
O
rei
David dá a Jesus
Cristo,
no
salmo
109, o
título
de "Sacerdote
eterno
segundo
a
ordem
de Melquisedeque",
porque
nosso
divino
Salvador
vai
utilizar
o
pão
e o
vinho
no
sacrifício
(da
Missa),
como
outrora
o havia
feito
Melquisedeque. O
rei
profeta
O
chama
Padre
eterno,
porque
pai
Ele
será
sempre
e
porque
o
sacrifício
que
Ele
instituiu continuará a
existir
até
o
fim
dos
tempos
graças
ao
sacerdócio
católico!
O
profeta
Malaquias, no
capítulo
primeiro
(1, 11), diz
que
"depois
do
nascer
e
até
o
pôr
do
sol,
será oferecido (em
todo
lugar)
um
sacrifício
puro
e
sem
mancha
à
majestade
do Altíssimo".
E o
profeta
Jeremias, no
capítulo
33, 18, diz
que
“nunca
se verá
faltar
os
sacerdotes,
nem
os
sacrifícios”.
Onde
encontraremos o
cumprimento
de
tais
profecias?
na
Igreja
Católica,
e
não
junto
aos
protestantes
uma
vez
que
eles
não
têm
nem
sacerdócio,
nem
sacrifício.
A
Lei
de Moisés prescrevia
quatro
sacrifícios:
o
holocausto,
o
sacrifício
eucarístico, o
sacrifício
impetratório e o
sacrifício
propiciatório.
As
vítimas
eram oferecidas
em
holocausto
em
reconhecimento
ao
soberano
domínio
de
Deus
sobre
todas as
criaturas.
Os
sacrifícios
eucarísticos eram oferecidos
para
agradecer
a
Deus
quaisquer
favores
consideráveis
(ou
graças)
que
tivessem sido recebidos.
Oferecia-se
um
sacrifício
impetratório
para
pedir
a
Deus
qualquer
graça
importante.
O
sacrifício
propiciatório
era
oferecido
para
a
expiação
de
qualquer
pecado
e de
forma
a
tornar
Deus
propício.
Santo
Agostinho (354-430), falando do
Sacrifício
da
Missa
no
seu
décimo
sétimo
Livro
da
Cidade
de
Deus,
diz: "Este
sacrifício
foi estabelecido
para
tomar
o
lugar
de
todos
os
sacrifícios
do
Antigo
Testamento".
Santo
Iríneu (140-202) diz
ainda:
"Os
Apóstolos
receberam
este
sacrifício
de Jesus
Cristo
e a
Igreja
o oferece
hoje
em
dia
em
todos
os
lugares,
conforme
a
profecia
de Malaquias".
Celebrava-se a
Missa
há 600
anos,
há 1200
anos,
há 1900
anos,
como
a celebramos
hoje
em
dia
na
Igreja
Católica,
porque
a
Igreja
recebeu a
missão
de
oferecer
este
divino
sacrifício
da
boca
do
próprio
Jesus
Cristo.
Quando
um
costume
é
universalmente
estabelecido na
Igreja
e
não
havendo
um
Papa,
um
Bispo
ou
algum
Concílio
que
seja o
seu
autor,
isto
é uma
prova
evidente
que
foram os
Apóstolos
que
nos
ensinaram a praticá-lo.
O
Sacrifício
da
Missa
é
um
desses
costumes.
SACRIFÍCIO
PROPICIATÓRIO
O
sacrifício
da
Missa
é propiciatório
para
os
vivos
e
para
os
mortos.
Para
os
vivos
porque
ele
é oferecido a
Deus
para
obter,
para
eles,
o
perdão
dos
pecados
e a
remissão
das
penas
devidas
por
causa
dos
pecados...
Este
dogma
da
nossa
fé
pode
ser
provado pelas
palavras
de
nossos
Livros
Santos:
"Isto
é
meu
sangue,
que
é derramado
por
muitos,
para
a
remissão
dos
pecados"
(Mt.26,28).
[...]
O
Sacrifício
da
Missa
é
também
propiciatório
para
os
mortos,
sendo oferecido
para
contribuir
para
a
remissão
das
penas
temporais
que
ainda
tenham
que
ser
pagas
à
justiça
divina.
Os
Livros
Santos
nos
dizem: "é
um
pensamento
santo
e
salutar
o de
rezar
pelos
mortos
a
fim
de
que
eles
fiquem
isentos
de
seus
pecados".
E - fazendo uma
analogia
-
não
se
lê
no
décimo
segundo
capítulo
do
segundo
Livro
dos Macabeus,
que
Judas
Macabeu,
general
de
exército,
após
uma
brilhante
vitória
obtida
sobre
os
inimigos
de
sua
nação,
enviou doze
mil
dracmas de
prata
ao
templo
de Jerusalém
para
que
fossem oferecidos
sacrifícios
pelas
almas
de
seus
soldados
que
haviam sucumbido no
combate?
[...]
O
Santo
Sacrifício
da
Missa
tem sido oferecido
pelos
mortos
desde
os
primeiros
tempos
do
cristianismo,
como
é
fácil
de se
constatar
pelo
testemunho
dos
Santos
Padres.
Tertuliano
nos
diz: "que
uma
mulher
que
não
faz
oferecer
o
Santo
Sacrifício
da
Missa
todos
os
anos
por
seu
marido,
no
dia
de
seu
falecimento,
deve
ser
considerada
como
tendo se divorciado dele".
[...]
Desde
as
origens
do
cristianismo
o
Santo
Sacrifício
da
Missa
foi oferecido
como
ele
ainda
o é,
em
nossos
dias,
na
Igreja
de Jesus
Cristo.
E
esse
Sacrifício
sempre
foi oferecido
tanto
pelos
vivos
como
pelos
mortos:
um
SACRIFÍCIO
PROPICIATÓRIO, o
que
os
protestantes
não
aceitam.
04 - A EXPLICITAÇÃO DA FÉ
CATÓLICA: TRENTO
"Já
eram decorridos 1500
anos
que
a
Missa
era
celebrada
como
é
dita
hoje
na
Igreja
Católica,
quando
o protestantismo rejeitou
este
dogma
de
nossa
fé:
a
Missa
é a
oferenda
do
Corpo
e do
Sangue
de Jesus
Cristo
feita
a
Deus
pelo
sacerdote".
Tendo "Lutero, e
outros",
negado "certo
número
de
verdades,
o
Concílio
de Trento definiu, de
maneira
precisa,
a
fé
católica".
"O
Concílio
de Trento afirma a
presença
real
e
substancial
de
Cristo
sob
as
aparências
do
pão
e do
vinho,
e o
fato
de
que
a
Missa
é verdadeiramente
um
sacrifício
verdadeiro,
em
substância,
o
Sacrifício
da
Cruz,
isto
é,
um
sacrifício
propiciatório
pela
remissão
dos
pecados,
ao
mesmo
tempo
que
(é)
um
sacrifício
de
louvor
e de
ação
de
graças.
Ademais,
tendo recebido o
sacramento
da
ordem,
somente
o
sacerdote
tem o
poder
de
consagrar".
Mas
tal
doutrina,
afirmada,
ou
melhor,
reafirmada no
Concílio
de Trento,
não
é uma
coisa
nova,
nascida
daquele
Concílio,
no
século
XVI,
pois
o
que
aquele
Concílio
fez foi
tornar
explícitas as
verdades
de
fé,
relativas à
Missa
e ao
Sacerdócio,
que
foram professadas
desde
os
primeiros
tempos
da
Igreja.
De
fato,
as
verdades
negadas
por
Lutero faziam
parte,
na
época
daquele
Concílio,
do "Magistério
da
Igreja
exercido de
maneira
tácita",
ou
seja,
aquele
que
corresponde a "tudo
o
que
foi crido
desde
o
tempo
dos
Apóstolos,
...
tudo
o
que
está contido na
Sagrada
Escritura
e
tudo
o
que
faz
parte
da
Tradição".
Porém,
em
decorrência
das
heresias
protestantes,
foi
necessário
passar
ao
ensinamento
explícito
daquilo
que
antes
a
Igreja
tinha
se limitado a
propor
tacitamente,
ou
seja, foi
necessário
passar
do
Magistério
Tácito
ao
Magistério
Explícito.
Foi o
que
fez o
Concílio
de Trento.
Além
disso, "como
os
erros
de Lutero se insinuassem,
quer
no
espírito
de
clérigos,
quer
no de fiéis,
quer
em
certos
missais,
desejou
aquele
Concílio
um
estudo
dos
diferentes
missais
e a
elaboração
de
um
Missal
que
fechasse a
porta
às
heresias.
Este
trabalho
foi realizado
pelo
Papa
São
Pio
V".
E a
Missa
restaurada
por
São
Pio
V e
por
ele
canonizada
expressa
"claramente
estas
realidades:
SACRIFÍCIO,
PRESENÇA
REAL
da
Vítima
e
SACERDÓCIO
DOS
PADRES",
exprimindo "de
maneira
precisa
a
fé
católica".
05 -
MISSA:
A
FÉ
CATÓLICA
E A
FÉ
PROTESTANTE
Para
os
católicos
o
Santo
Sacrifício
da
Missa
é o "Sacrifício
da
Nova
Lei,
no
qual
Nosso
Senhor
Jesus
Cristo,
pelo
ministério
do
sacerdote,
se oferece a
Si
mesmo
a
Deus,
de
maneira
incruenta,
sob
as
aparências
do
pão
e do
vinho".
Pelo
Sacrifício
da
Cruz,
Jesus
Cristo
renovou a
dignidade
da
natureza
humana,
decaída
em
função
do
pecado
original,
e remiu os
pecados
de
todos
os
homens.
E
Ele
deixou
este
Sacrifício
perpetuado no
Sacrifício
que
se realiza
em
nossos
altares,
isto
é, o
Santo
Sacrifício
da
Missa
é o
mesmo
Sacrifício
da
Cruz,
e,
além
de
ser
um
sacrifício
satisfatório,
impetratório e eucarístico, é
também,
como
reafirmou e enfatizou o
Concílio
de Trento,
um
sacrifício
propiciatório
que
alcança "a
remissão
dos
pecados".
Isto
os
protestantes
não
aceitam;
para
eles
o
Sacrifício
da
Missa
não
é o
Sacrifício
da
Cruz
continuado,
não
é
um
sacrifício
propiciatório, uma
vez
que,
segundo
Lutero, "o
Sacrifício
da
Cruz
se realizou num
momento
determinado
da
história;
é
prisioneiro
desta
história",
e,
assim
sendo,
não
pode
ter
continuação.
Entendem os
protestantes
"que
o
Sacrifício
da
Missa
é
inútil
porque
Nosso
Senhor,
por
sua
morte
na
Cruz,
já
obteve o
perdão
de
todos
os
nossos
pecados"
e
que
a salvação virá
pela
fé
em
Jesus,
pela
"fé
em
sua
morte
e
ressurreição".
"Para
Lutero a
Missa
pode
ser
um
sacrifício
de
louvor,
ou
seja,
um
ato
de
louvor
e de
ação
de
graças
(esta
limitação
foi condenada
pelo
Concílio
de Trento)
mas
não
certamente
um
sacrifício
propiciatório
que
renova e aplica o
Sacrifício
da
Cruz"
e,
por
isso
mesmo,
os
protestantes
transformaram a
Missa
em
um
"simples
memorial",
em
uma comemoração da
Ceia
do
Senhor.
Não
tendo os
protestantes
um
sacrifício
verdadeiro
eles
não
têm,
também,
e
não
querem
ter,
uma
Vítima.
Para
os
católicos
Jesus
Cristo
está
real,
isto
é, está "fisicamente
presente"
após
a
Consagração
para
Se
oferecer
como
Vítima
no
Santo
Sacrifício
da
Missa,
ao
passo
que
para
os
protestantes
há
apenas
uma
presença
espiritual
do
Senhor,
pois,
para
eles
"trata-se
somente
de
celebrar
um
memorial
e é
pela
oração
da
comunidade
que
se realiza a
presença
de
Cristo",
uma
vez
que,
"segundo
Lutero,
não
são
as
palavras
da
Consagração
mas
sim
a
fé
dos fiéis
presentes
que
irá
produzir
uma
presença
espiritual
de
Cristo".
Não
havendo
sacrifício
não
há
necessidade
de
sacerdote,
e
por
isso
mesmo
Lutero afirmava,
em
seu
tempo,
que
"todos
os
cristãos
são
sacerdotes",
e,
assim
sendo, "o
pastor
apenas
exerce uma
função
presidindo a ‘missa
evangélica’".
A esta
altura,
podemos
afirmar
junto
com
Dom
Antônio de Castro Mayer
que
"três
coisas
essenciais
da
Missa
católica
estão
em
oposição
frontal
ao
luteranismo:
(1)
SACERDÓCIO
HIERÁRQUICO
Segundo
os
protestantes,
não
há
sacerdócio
hierárquico,
distinto
e
superior
ao
sacerdócio
comum
de
todos
os fiéis,
porém,
segundo
a
doutrina
católica
o
sacerdócio
hierárquico
é
indispensável
para
que
haja
Missa.
(2)
PRESENÇA
REAL
Não
admitem os
protestantes
uma
presença
real,
física
de Jesus
Cristo,
após
a
Consagração,
todavia,
admitem uma
presença
real
mas
apenas
espiritual,
como
a
presença
de Jesus
Cristo
onde
dois
ou
três
se reúnem
em
Seu
nome;
já
segundo
a
doutrina
católica,
pela
transubstanciação
realizada na
Missa,
Jesus está fisicamente
presente
sob
as
espécies
de
pão
e
vinho.
(3)
SACRIFÍCIO
PROPICIATÓRIO
Finalmente,
rejeitam os
protestantes
que
a
Missa
seja
sacrifício
propiciatório; a
Missa,
define o
Concílio
de Trento, é
um
sacrifício
não
só
de
louvor
e
ação
de
graças,
mas
sobretudo
propiciatório.
A
Nova
Missa,
segundo
a
descrição
que
dela faz a "INSTITUTIO" do
Missal
de Paulo VI, contém os
três
postulados
protestantes.
Basta
ler
o
número
7
da "INSTITUTIO" na
edição
de 1969,
que
a
edição
de 1970 fingiu
corrigir".
Com
relação
ao
termo
"INSTITUTIO", mencionado no
parágrafo
anterior,
trata-se da "INSTITUTIO GENERALIS",
ou
INSTRUÇÃO
GERAL,
do
Missal
de Paulo VI,
documento
que
apresenta e define a
Missa
aprovada
por
aquele
Papa,
assunto
do
próximo
tópico.
06 - A TEOLOGIA HERÉTICA DA
MISSA DE PAULO VI
Afirma-se
levianamente
que
os tradicionalistas fizeram da
Missa
Tridentina uma
espécie
de
senha
contra
o
Concílio
Vaticano
II.
Profundo
erro,
pois
os tradicionalistas
não
se opuseram a
esse
Concílio,
mas
simplesmente
a algumas de
suas
fórmulas,
como
aquela
sobre
a
liberdade
religiosa,
que
se opõe a
fé
definida
por
Pio
IX; levantaram-se
também
contra
os
exageros
litúrgicos,
que
são
antes
obra
do "espírito
do
Concílio"
que
dos
próprios
textos.
Eles
recusam a
Nova
Missa
porque
ela
é
ambígua
e
porque
duvidam
que
essa
nova
Missa
seja a verdadeira
Missa.
Por
quê?
Primeiramente
devido
ao
artigo
7 da "INSTITUTIO GENERALIS",
cuja
teologia
é
claramente
herética.
Eis
o
texto
desse “famoso”
artigo
7: "A
Ceia
do
Senhor,
também
chamada
Missa,
é a
assembléia
ou
reunião
do
povo
de
Deus
sob
a
presidência
do
sacerdote
a
fim
de
celebrar
o
memorial
do
Senhor.
É
por
isso
que,
a
esse
agrupamento
local
da
Igreja,
se aplica
eminentemente
a
promessa
de
Cristo:
‘Onde
dois
ou
três
se reunirem
em
meu
nome,
aí
eu
estou no
meio
deles’".
Assim:
1.
A Missa é
denominada inicialmente "Ceia" segundo a terminologia protestante, e ela é
apresentada unicamente como o agrupamento do povo de Deus.
2.
O
sacerdote é exclusivamente um "presidente".
3.
A Missa é
obra de toda a comunidade, consistindo a função de presidência do sacerdote
unicamente em "celebrar o memorial do Senhor", definição que, em função das
duas precedentes, tem nítido sabor protestante.
4.
Em
conseqüência desse agrupamento, Cristo está presente.
Essa
definição
é
antes
de
tudo
incompleta,
pois
ela
omite o
fato
de
ser
a
Missa
um
SACRIFÍCIO,
e
cala
aquilo
que
afirmou o
Concílio
de Trento;
ademais
ela
é uma
inversão
da
ordem
teológica
que
afirma:
“Em
primeiro
lugar,
a
PRESENÇA
REAL
E
SUBSTANCIAL
do
Corpo
e do
Sangue
de
Cristo
sob
as
espécies
eucarísticas,
pelo
MINISTÉRIO
DO
SACERDOTE
que
oferece
um
SACRIFÍCIO,
o
Sacrifício
de
Cristo,
porque
ele
(o
sacerdote)
ocupa o
seu
lugar
e age
em
seu
nome
e condensa
em
si
mesmo
a
comunidade
dos fiéis.”
Ora,
nesse
artigo
7, ao
contrário,
o
que
é
primeiro
e parece
constituir
em
si
o
sacramento,
é a
comunidade
reunida. Trata-se
somente
de
celebrar
um
memorial,
e é
pela
oração
da
comunidade
que
se realiza a
presença
de
Cristo
(presença
puramente
espiritual,
aliás).
Coisa
estranha,
enquanto
esse
texto
foi modificado
por
ordem
de Paulo VI,
nossos
bispos
franceses mantiveram o
texto
herético,
que
acabamos de
citar,
na
preparação
do
Congresso
Eucarístico de Lourdes!
Do
mesmo
modo,
a
modificação
introduzida
pela
Congregação
do
Culto
Divino
está
longe
de
ser
perfeita.
Esta
Congregação,
aliás,
confessa-o ingenuamente ao
comentar
os
diferentes
retoques
feitos
na
apresentação
do
Missal
Romano:
"As
emendas,
na
realidade,
são
pouco
numerosas,
por
vezes
são
pouco
importantes
ou
referem-se
apenas
ao
estilo".
Eis
o
novo
texto:
"In
missa,
seu
Cena
dominica, populus Dei in unum convocatur,
sacerdote
praeside personna Christi
gerente,
ad memoriale domini
seu
sacrificium eucharisticum celebrandum. Quare de hujus modi sanctae Eclesiae
coadunatione locali eminenter valet promissio Christi: ‘Ubi sunt
duo
vel tre congregati in nomine meo, ibi sum in medio eorum’ (Mt.18,20).
In missae enim celebratione in
qua sacrificium Crucis perpetuatur, Christus realiter praesens adest in ipso
coetu in suo nomine congregato, in persona ministri, in
verbo
suo et quidem substantialiter et continenter sub speciebus eucharisticis".
O
que
significa:
1.
À missa,
também chamada Ceia do Senhor, o povo de Deus se reúne sob a presidência do
sacerdote que ocupa o lugar de Cristo para celebrar o memorial do Senhor ou
Sacrifício eucarístico.
2.
Por isso
vale eminentemente para um agrupamento local desse gênero da Igreja santa a
promessa de Cristo: "Lá onde dois ou três se reunirem em meu nome, aí eu estou
no meio deles" (Mt.18,20).
3.
Na
celebração da missa, com efeito, na qual o Sacrifício da Cruz é perpetuado,
Cristo está verdadeiramente presente na assembléia reunida em seu nome, na
pessoa do ministro, em sua palavra e, de modo substancial e contínuo, sob as
espécies eucarísticas".
Essa
definição
permanece
imperfeita
e
ambígua.
1.
Continua-se em assimilar a missa à Ceia e já não se põe em relevo que ela é a
continuação e a renovação do Sacrifício da Cruz.
2.
A missa
ainda é "a reunião do povo de Deus" e ela é como a ação do povo de Deus para
celebrar o memorial.
3.
Diz-se
bem que é a celebração do Sacrifício Eucarístico, mas não se explicita se se
trata do sacrifício propiciatório ou simplesmente do sacrifício de louvor ou de
ação de graças. Ora, Max Thurian
admite a Eucaristia "memorial do Senhor, sacrifício de ação de graças e de
intercessão", e o Concílio de Trento disse: "Se alguém disser que o Sacrifício
da Missa é somente um sacrifício de louvor e de ação de graças, ou simplesmente
uma comemoração do Sacrifício (da Cruz)
e não um sacrifício propiciatório, que seja anátema". Insistem, pois, em adotar
fórmulas ambíguas.
4.
Ainda que
se escreva que o grupamento está sob a presidência do sacerdote, não se oculta
que "é a comunidade que é chamada a celebrar o memorial".
5.
E é
devido a esse grupamento da comunidade que Cristo está presente. Com efeito,
diz-se "Quare", eis porque se deveria concluir logicamente que uma missa que não
reúne uma comunidade não obtém a presença de Cristo.
6.
Após essa
primeira presença de Cristo na comunidade, acrescenta-se que Cristo está
presente, também, na presença do ministro, em sua palavra proclamada na missa,
sem distinguir o valor real dessas diferentes presenças. Finalmente se adiciona
sua presença substancial sob as espécies eucarísticas. Esta última presença é
insuficientemente particularizada pois, para os protestantes, há uma presença de
Cristo sob o sinal do pão e do vinho, mas pela fé expressa pelos fiéis.
Esse
artigo
7,
posto
que
modificado, permanece
radicalmente
ambíguo!
E
não
se diga
que
o
Proêmio,
acrescentado a
seguir,
corrija essa
ambigüidade.
Em
particular,
o
artigo
5 põe
em
evidência
o "sacerdócio
real
dos fiéis"
e diz: "a
celebração
da
Eucaristia
(não
se diz da
Missa)
é
obra
de
toda
a
Igreja
na
qual
cada
um
faz
somente,
mas
totalmente,
aquilo
que
lhe
compete, respeitada a
posição
que
ele
ocupa no
povo
de
Deus!"
Os
bispos
franceses compreendem
muito
bem
isto
quando
fornecem
explicações
sobre
a
celebração
eucarística e dizem: "A
Assembléia
que
realiza a
Eucaristia
é a
Igreja
num
determinado
lugar".
Desse
modo,
chega-se praticamente a
absorver
o
sacerdócio
ministerial
dos
sacerdotes
no
sacerdócio
comum
dos fiéis,
enquanto
que
este
só
tem
existência
e
exercício
em
virtude
do
primeiro
e a
ele
subordinado.
O
Proêmio
ousa
escrever:
“[...]
assim,
no
novo
missal
a
regra
de
oração
(lex orandi) da
Igreja
corresponde à
sua
constante
regra
de
fé
(lex credendi)". Pode-se
dizer
que
isto
não
é
verdade:
a
regra
de
oração
do
novo
missal,
definida
pela
"INSTITUTIO GENERALIS"
não
está
conforme
a
regra
da
fé
constante
da
Igreja.
Além
disso, pode-se
concluir
também
que
o
artigo
7 da "INSTITUTIO GENERALIS",
tal
como
redigido
inicialmente
ou
mesmo
depois,
é o
fato
que
melhor
demonstra a
intenção
dos
autores
da
Nova
Missa
de,
pela
"RENOVAÇÃO" da
TEOLOGIA
DA
EUCARISTIA,
criar
condições
favoráveis
à concretização de
um
falso
"ecumenismo",
e
mesmo
que
esse
artigo
7 tenha sido,
posteriormente,
alterado [e
não
satisfatoriamente
como
o demonstrou o
Padre
Des Graviers: "Essa
definição
(a
nova)
permanece
imperfeita
e
ambígua"],
o
fundamental,
isto
é, O
NOVO
ORDINÁRIO
DA
MISSA
NÃO
O FOI, e,
assim
sendo, o
rito
da
Nova
Missa
continuou sendo
um
rito
que
podia e
ainda
pode
ser
aceito
pelos
protestantes.
Louis Salleron,
em
seu
livro
"A
Nova
Missa",
aborda
também
este
tema:
"A Institutio Generalis,
em
sua
redação
primitiva,
servia de
introdução
ao
novo
ORDO MISSAE O
QUAL
NÃO
FOI MODIFICADO... Os
autores
da Institutio Generalis
são
os (mesmos)
autores
do ORDO MISSAE. Na Institutio Generalis
eles
nos
dizem o
que
é o
NOVO
ORDO. Modificam o
rito
tradicional
para
fazê-lo
aceitável
aos
protestantes.
É
um
rito
ecumênico.
Isto
explica a
sua
definição
constante
do
artigo
7,
que
vale
para
a
ceia
protestante
ainda
mais
que
para
a
Missa
católica".
De
fato,
o
NOVO
ORDINÁRIO
DA
MISSA
de Paulo VI,
como
afirmaram os
Cardeais
OTTAVIANI e BACCI, "se afasta,
tanto
em
seu
conjunto
como
nos
detalhes,
da
TEOLOGIA
CATÓLICA
da
Santa
Missa"
e,
sem
dúvida,
"aproxima-se de
modo
impressionante
da
TEOLOGIA
PROTESTANTE
HERÉTICA
e constitui
assim
um
perigo
para
a
fé".
Ademais,
ainda
em
função
de
um
falso
ecumenismo,
a
Missa
canonizada
por
São
Pio
V
tinha
que
ser
"substituída" uma
vez
que,
expressando "a
antiga
fé
e a
doutrina
do
grande
mistério
eucarístico", contrariava e
ainda
contraria
diretamente
as
teorias
heréticas dos
protestantes
e
por
eles
não
poderia
(e
não
pode)
ser
aceita.
Modificada a
concepção
de
Missa,
isto
é, modificada a
sua
definição
(artigo
7 da Institutio Generalis), modificada a
sua
TEOLOGIA
("renovada"?
NÃO!)
e a
teologia
do
Sacerdócio,
era
mister,
para
os
progressistas,
mudar
também
a
CELEBRAÇÃO
da
Santa
Missa.
O
falso
ecumenismo
aprovado
pelo
Vaticano
II exigia esta
mudança,
e
ela
foi
feita;
e a
eliminação
ou
atenuação de
tudo
aquilo
que
exprime
claramente
a
fé
católica
sobre
os
dogmas
eucarísticos foi
dita
ser
a "RENOVAÇÃO" da
TEOLOGIA
e da
CELEBRAÇÃO
da
EUCARISTIA;
e
assim
foram atendidos os
desejos
dos
protestantes,
como
o confirmou a "Comissão
Mista
CATÓLICO-LUTERANA,
oficialmente
reconhecida
pelo
Vaticano",
ao
afirmar:
(1) - "Entre
as
idéias
do
Concílio
Vaticano
II,
onde
se pode
ver
um
acolhimento
dos
postulados
de Lutero", acha-se "por
exemplo:
[...] o
acento
colocado
sobre
o
sacerdócio
de
todos
os
batizados"
(ou
seja,
um
postulado
totalmente
diferente
daquele
que
a
Igreja
sempre
defendeu: o
sacerdócio
hierárquico
é
distinto
do
sacerdócio
comum
dos fiéis).
(2) - "Outras
exigências
que
LUTERO
tinha
formulado
em
seu
tempo
podem
ser
consideradas
como
sendo satisfeitas na
TEOLOGIA
e na
prática
da
Igreja
de
hoje:
o
emprego
da
língua
vulgar
na
liturgia,
a possibilidade da
comunhão
sob
as duas
espécies
e a RENOVAÇÃO DA
TEOLOGIA
e da
CELEBRAÇÃO
DA
EUCARISTIA".
OBRAS
CITADAS E/OU
TRANSCRITAS
01 - Monsenhor MARCEL LEFEBVRE
- "CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS" - 1984 - EDITORA PERMANÊNCIA - SEM DATA
- RIO de JANEIRO.
02 - Padre DES GRAVIERS -
"PARECER SOBRE A “RESTAURAÇÃO” DA MISSA APÓS O VATICANO II" - Revista
PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1983.
03 - Padre RAYMOND DULAC - "QUO
PRIMUM TEMPORE" - Estudo sobre a Bula que promulgou o Missal Romano de São Pio V
- Revista PERMANÊNCIA - NOV/DEZ - 1975.
04 - Padre FERNANDO A. RIFAN -
"MISSA NOVA OU MISSA TRADICIONAL" - Folheto - SEM DATA - CAMPOS.
05 - SI, SI, NO, NO - "UM
INDULTO?" - 1984 - Revista PERMANÊNCIA - MAR/ABR - 1985.
06 - Monsenhor Ch. GUAY - "L'EGLISE
ET LES SACREMENTS" - Revista COMMUNICANTES - n.35 - OCTOBRE - 1990.
07 - CONCÍLIO DE TRENTO -
EXTRATO DE CANONES E DECRETOS - SEM DATA - "Imprimatur de 15-07-1953" - EDITORA
VOZES - PETRÓPOLIS.
08 - (Autor não mencionado) -
"PEQUENO CATECISMO SOBRE A TRADIÇÃO" - Jornal ONTEM-HOJE-SEMPRE - n.7 - AGO/SET
- 1990 - CAMPOS.
09 - SACERDOTE
CATÓLICO - "LA SANTA MISA Y LA NUEVA MISA" - Revista ROMA AETERNA - n.116 - SET
- 1990.
10 - Dom ANTONIO DE CASTRO
MAYER - "A IGREJA DO CONCÍLIO VATICANO II NÃO PODE SER A IGREJA CATÓLICA" -
Revista PERMANÊNCIA - NOV/DEZ 1984.
11 - LOUIS
SALLERON - "LA NUEVA MISA" - 1978 -
EDITORIAL
ICTION.
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