GUSTAVE THIBON
(1903-2001)

"Gustave Thibon, o autodidata genial de Saint-Marcel-d'Ardèche (França), onde nasceu em 2 de setembro de 1903, foi sempre um lavrador. Sua tez bronzeada manifesta desde logo o homem do campo ligado à terra, familiarizado com o silêncio e afeito aos ritmos primordiais da vida. Não é um homem de diplomas e títulos. Estudou por si só o grego e o latim, os "Diálogos" de Platão e a filosofia de Aristóteles, a "Suma Teológica" de Santo Tomás. Refletiu longamente em torno da obra de Nietzche, e o contato com os sistemas da filosofia moderna, tantas vezes eivados de um abstracionismo irrealista, não o fez perder o senso das realidades humanas. Depois de ter publicado um ensaio sobre a caracterologia de Klagges, deu-nos essas páginas luminosas de "Diagnósticos de Fisiologia Social", "O que Deus uniu", "A Escada de Jacó" e outros volumes de aforismos penetrantes, que são como flechas agudas atiradas para todos os lados. Poucos como ele compreenderam tão profundamente o homem e a mulher, o amor humano e o casamento. Thibon é o testemunho que se oculta para deixar brilhar a verdade em todo o seu esplendor. Por isso mesmo, é a negação do subjetivismo, esse pecado original do pensamento moderno. Ele mesmo o disse: "Eu não aspiro a iluminar os homens com a minha lanterna: minha única ambição é ajudá-los a melhor contemplar o sol".
(tirado de "Hora Presente")