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Category: Gustavo CorçãoConteúdo sindicalizado

Encontros com Oswald de Andrade

 

Foi há dois anos, creio eu, que tive um primeiro rápido encontro na porta de uma livraria com Oswald de Andrade, e a primeira impressão que logo me assaltou foi a de estar começando uma amizade, um jogo, com um menino guloso, truculento, direito e bom. Mal me lembram as palavras que dissemos e os assuntos que abordamos. Ele mesmo procurara essa aproximação. Queria saber como eu era; queria tirar a limpo o conflito, o desajuste ou a contradição que julgava existir entre meus livros e meu catolicismo. Ou melhor, e com palavras suas, desejava verificar se eu possuía um “catolicismo de Botafogo” ou algum outro de espécie mais admissível. E verrumava-me com aqueles ferozes olhos azuis que dias depois, em conversa mais íntima, deixaram escapar reflexos de ternura.
 

Rue du Bac

 

Num recanto de Paris, margem esquerda, quase escondida atrás do Bon Marché, onde trepida toda a variedade do efêmero, há uma rua estreita, um portão abrindo para um pátio que, no fundo, por uma porta à direita também quase escondida abre para uma sombria capela espaçosa onde, em todas as horas, encontramos um permanente contraste: a multidão e o recolhimento. Estamos na Capela das Irmãs da Caridade, 140, Rue du Bac, permanentemente cheia e permanentemente imersa no mais profundo e silencioso recolhimento.
 

O dogma da Assunção

A 15 de agosto, como todo o povo católico sabe, a Igreja comemora a Assunção de Nossa Senhora. Esta festividade litúrgica se situa, no ano eclesiástico, na grande planície que fica entre as grandes festas do Cristo e do Espírito Santo. De Pentecostes até natal há uma espécie de campo juncado de santos mortos que um dia ressucitarão e terão um corpo de glória.

Virgo Singularis

Passando por uma porta de Igreja vi, entre diversos cartazes da moderna religião, um que me chamou a atenção pelo nome do autor a que se atribuía o texto.

Aproximei-me e pude ler:

Informação e formação

Ninguém pretenderá negar o papel relevante que a informação representa na densa e complexa problemática social do mundo moderno. O aumento populacional e o decorrente aumento ao quadrado das combinações sociais armam freqüentemente situações em que o primeiro passo na promoção do bem-comum consiste no conhecimento dos fatos, dos dados numerosíssimos que constituem as variáveis e parâmetros de um sistema complexíssimo de equações.

A guerra civil espanhola

O texto que se vai ler constitui uma série de excertos do livro O Século do Nada, de Gustavo Corção, que, reunidos, narram a terrível história da Guerra Civil Espanhola, "como se os erros do século ali tivessem aprazado um sinistro encontro para mortal ajuste de contas"; são estas, de fato, algumas das páginas mais tensas do grande autor.

Centenário de Mozart

A 27 de janeiro de 1756 — faz hoje duzentos anos — nascia em Salzburgo, de uma pequena e modesta família, o menino que teria na certidão de batismo o nome de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart. Nasceu numa casa onde se vivia da música. Aos três anos de idade, como se houvesse diligência de bem aproveitar os poucos que a sorte lhe reservava, manifesta os primeiros sinais de vivo interesse pelas lições de cravo de sua irmã.

Wolfgang Amadeus Mozart

Autores há que num pequeno fragmento de obra, página incompleta ou melodia esboçada, são logo reconhecidos e até saboreados, como se a alma deles estivesse toda a palpitar naquela simples amostra.

 

Um testemunho precioso

Esteve recentemente no Brasil Mgr. Marcel Lefèbvre, bispo francês que está realizando na Suíça uma experiência deveras extraordinária e extraordinariamente simples. Dom Lefèbvre fundou e dirige um seminário tradicional, um seminário católico, onde entre outras restaurações essenciais celebra a missa católica canonizada por Pio V, e assim prepara para amanhã padres isentos, tanto quanto possível, das deformações de nosso tempo.

A necessidade de explicar tudo

Nas primeiras linhas da entrevista ao Figaro, por Dom Marcel Lefebvre, publicada quinta-feira última nestas colunas, lemos aflitos que Dom Lefebvre acha necessário explicar que a Igreja de Cristo é uma realidade sobrenatural, uma sociedade mística. Porque me afligi? Por ver que no meio do tormentoso processo criado em torno do Bispo que só deseja continuar o que sempre fez na Igreja, o entrevistado tem de começar pelos mais elementares ensinamentos de catecismo.

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