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Pensamento (107)

Diálogo de uma freira com um livre pensador

Sumário: Entrevista (portuguesmente interview) que com uma freira de certo convento, prestes a ser profanado, teve um jornalista que se julga livre-prosador.

A heresia modernista

Nascido em França em 1870, Belloc foi um dos mais prolíferos escritores na Inglaterra de seu tempo, distinguindo-se como biógrafo, historiador e romancista. Católico fervoroso, escreveu, como seu amigo G.K. Chesterton, várias obras sobre a santa religião, entre as quais "The Great Heresies", de onde traduzimos o pungente capítulo que apresentaremos em seguida.
 
Antes, porém, devemos contextualizá-lo. Escrevendo em 1938 sobre o que chama "o Ataque Moderno", Belloc realmente não poderia aludir ao problema mais inquietante desta "Fase Moderna", e que mais tem motivado nosso combate: a infiltração e ascensão do modernismo na Igreja. Não obstante, a análise de Belloc, atual em muitos pontos, causa impressão pela firmeza de seu posicionamento.      

A família sitiada

Relendo textos antigos sobre a Família

À medida que se aprofunda e, de social se torna cultural, a Revolução desloca seus ataques das instituições em escala nacional e da organização do Estado para a condição humana e a família. Mudar o próprio homem é o seu lema e o seu propósito. Pois, como observou Marcel Clément, se “a revolução política (a Rev. francesa) subverte essencialmente a ordem jurídica e se a revolução social (o socialismo) desagrega a ordem econômica, a revolução cultural “liquida” a ordem interior, espiritual, a fim de remodelar diretamente a alma humana sem qualquer escapatória” (Le Comunisme face a Dieu).

O Natal do católico

Para nós, católicos, que procuramos viver neste mundo sem desmerecer o nome de Cristo, que procuramos guardar um mínimo de coerência e de fidelidade, quando não um sincero desejo de santidade, chegamos neste final de 2008 a mais um Natal. Para eles não.

Nós, católicos, que, ao levantar pela manhã, dobramos os joelhos e piedosamente fazemos o Sinal da Cruz e a oração da manhã; que durante o dia, entre conduções e cachações, tentamos rezar uma dezena do Terço ou, quem sabe, o Terço inteiro; nós que, ao regressar ao lar, antes de deitar, agradecemos por termos sobrevivido, por termos correspondido a alguma graça, e mesmo amado, de amor canhestro e sem jeito, nesses dias de Natal poderemos cantar com júbilo nosso Adeste Fidelis e nossa felicidade será pura e verdadeira. A deles não!

Evidência de planejamento inteligente - um resumo de "A caixa preta de Darwin"

[N. da P. o título original deste texto é “Evidence for Intelligent Design from Biochemistry”, e se trata da transcrição de uma palestra dada pelo autor no Discovery Institute, em 1996. O subtítulo é de nossa autoria. Em muitas passagens — mas não em todas — onde o autor reproduzia textualmente passagens de “A Caixa Preta de Darwin”, reproduzimos nós os trechos correspondentes da tradução brasileira, de Ruy Jungmann (A Caixa Preta de Darwin, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1997). Omitimos na tradução a seção dedicada ao problema da coagulação do sangue para não afugentar leitores não habituados com a literatura científica.]
 

Psicanálise e religião

Rudolf Allers ou o "Anti-Freud", como o chamou Louis Jugnet foi psicólogo eminente: discípulo direto de Freud, trabalhou mais de 13 anos com Alfred Adler, e exerceu considerável influência em figuras tais como Victor Frankl, que foi seu aluno. Católico, vienense, desde cedo manifestou oposição às idéias de Sigmund Freud, que considerava anticientíficas. Em 1940 publicou seu famoso trabalho "The Successful Error— A Critical Study of Freudian Psychanalysis", de onde tiramos o capítulo que se vai ler, e que constitui um pungente libelo contra os erros da psicanálise.
 

A República e a mesa falante

MICROCOSMOS
 
Sumário: — Um pensamento de Pascal — Não crer no Cristo mas na mesa falante — O Cagliostro desta República — Entre Voltaire e Mesmer — Algumas notas sobre a Cabala e os cabalistas — Um anagrama notável — A visão do Sr. Múcio — Esconjuro e interpretação... — Do que dependem as instituições.  

Discurso sobre a educação religiosa

 

Proferido no Colégio Diocesano de São José no Rio de Janeiro em 8 de dezembro de 1905, como paraninfo na colação do grau de bacharel em ciências e letras.
 
Exm. E Revm. Sr. Governador do Arcebispado.
 
Revd. Visitador da Congregação dos Maristas.
 
Revd. Reitor do Colégio Diocesano.
 
Exma. Senhoras.
 
Meus Senhores.
 
Triunfante a revolução e separado da Igreja o Estado; rotos assim os vínculos que através do Brasil Império nos vinham desde as mais remotas origens da nossa nacionalidade; proclamado o indiferentismo religioso no mundo oficial e erguida uma barreira entre a Nação Brasileira e o Deus de nossos pais, — nem por isto se aniquilou a crença dos brasileiros e antes lhes recresceu o dever de acudir às necessidades da religião, entre as quais avulta a da educação dos filhos.
 

Indiferentismo religioso

Conferência feita em 24 de Outubro de 1901 no Círculo Católico da Mocidade em presença do Exmo. e Revmo. Sr. D. Joaquim Arcoverde Arcebispo do Rio de Janeiro pelo Dr. Carlos de Laet.
 
Com aprovação da autoridade diocesana.
 
ADVERTÊNCIAS NECESSÁRIAS
 
1ª Havendo, nesta conferência, exposição de matéria que entende com o dogma e a moral, o autor muito voluntariamente a submete às decisões da autoridade eclesiástica.  
 
2ª Aqui se publicam por extenso algumas leituras que, por não se fatigar o auditório, apenas foram resumidas ou indicadas pelo orador.
 
E, 3ª: foram suprimidas as notas de aprovação ou aplauso; e somente se registra a benção com que ao terminar o seu discurso, foi o orador premiado pelo Exmo. E Revmo. sr. Arcebispo.
 
SUMÁRIO
 
I. — Caráter do indiferentismo nos tempos atuais e na sociedade brasileira. — Matizes do indiferentismo. — Algumas palavras sobre o materialismo e o positivismo. — A pseudo-religião de Comte.
 
II. — Deístas, latitudinários. — O deus de Epicuro. — A religião natural. — Como do protestantismo nasceu o deísmo. — perigo de certas concessões... — A solidariedade no erro. — Bayle contra os latitudinários.  
 
III. — A razão como arquiteto de religiões. — Pretensa intolerância e estreiteza do dogma católico. — Quanto, ao invés disto, se evidencia a sua caridosa lição. — O indiferentismo albergue de ruins paixões.
 
IV. — O indiferentismo religioso na família, — No exército e na armada. — O Estado separado da Igreja. — Vãos receios de uma religião de Estado opressora. — A tolerância dos indiferentes. — Um pouco de estatística. — Entre a moral e o dogma. — Harmonia no divórcio.
 
V. — (Conclusão) — O caminho da verdade, do belo e do bem. — CHRISTUS regnat!

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