Dom Lourenço Fleichman OSB

Quando escrevi o prefácio ao livro O Pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer, procurei denunciar a falsificação que seus sucessores e seus padres realizavam ao esconder e abandonar toda referência aos textos do grande bispo, com data a partir da década de 1970. Nesta época tornaram-se mais claras as causas dramáticas da crise da Igreja e por todo o mundo apareceram críticas mais severas ao Concílio Vaticano II e sua obra. LEIA A CONTINUAÇÃO
SOBRE A ESPIRITUALIDADE DOS MOVIMENTOS CATÓLICOS
Dom Lourenço Fleichman OSB
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Passei estes dias a reler coisas antigas, movido pela perplexidade diante da nossa condição humana. Não falo da conjuntura política, que já ultrapassou todos os limites da razão; não falo da economia nem da insegurança nacional.
Tenho pensado mais, nestes últimos dias, nos nossos movimentos católicos de defesa de uma civilização que já não existe mais, de defesa da Tradição.
Neste curto texto já amarelado pelo tempo, apesar do tempo e do amarelo do papel, brilha aquilo que até hoje
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A CRISE É DE FÉ
Alguns anos antes de falecer, após 35 anos de militância como presidente da Permanência, Júlio Fleichman narrou sua trajetória ao lado de Gustavo Corção — o mais firme de nossos polemistas católicos — os eventos decisivos na formação de seu posicionamento diante desta terrível crise de nosso tempo, e de seu combate aos inimigos da Igreja.
Hoje, os membros de Permanência e os novos católicos que vão se convertendo à defesa da Tradição, reúnem-se na Capela S. Miguel Arcanjo, às sextas e domingos, no Cosme Velho, para assistir a "Missa de sempre" — a Missa Tridentina, celebrada por D. Lourenço Fleichman, OSB — e prosseguir no combate.
Como foi o seu encontro com Gustavo Corção? Como o senhor chegou a conhecê-lo?
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Desde que eu soube que Gustavo Corção ia completar 75 anos, comecei a querer escrever algumas palavras em que lhe demonstrasse mais do que minha admiração — o meu afeto e a gratidão que sinto
Outra figura brasileira consagrada pelos palavrões: - Gustavo Corção. Ninguém diria, de maneira sucinta e inapelável: "É uma besta!" Bem que as esquerdas gostariam que o fosse.
Vivemos num mundo que rasga tratados, que ignora juramentos, que despreza compromissos.
Estava eu pensativo sobre este aniversário, lembrando dos tempos de Gustavo Corção, lembrando dos tempos em que ele fazia parte do meu mundo de criança e de adolescente.