Espanha e América Espanhola (3)
“No dia 31 de Julho de 1926, alguns homens fizeram com que Nosso Senhor se ausentasse de seus templos, de seus altares, dos lugares dos católicos, mas outros homens fizeram com que voltasse; estes homens não viram que o governo tinha muitos soldados, muito armamento e muito dinheiro para fazer-lhes a guerra; isto eles não viram, o que viram foi defender seu Deus, sua Religião, sua Mãe, que é a Santa Igreja, isto é o que eles viram. A estes homens não importou deixar suas casas, seus pais, seus filhos, suas esposas e tudo o que possuíam; foram aos campos de batalha procurar Deus Nosso Senhor. Os rios, as montanhas, os montes, as colinas são as testemunhas de que aqueles homens falaram a Deus Nosso Senhor com o Santo Nome de Viva Cristo Rei, Viva a Santíssima Virgem de Guadalupe, Viva o México. Os mesmos lugares são o testemunho de que aqueles homens regaram o solo com seu sangue e, não contentes com isto, deram mesmo suas vidas para que Deus Nosso Senhor voltasse. E vendo Deus Nosso Senhor que aqueles homens realmente o procuravam, se dignou vir outra vez a seus templos, a seus altares, aos lugares dos católicos como estamos vendo agora, e recomendou aos jovens de hoje que, se no futuro aparecer novamente o problema, não se esqueçam do exemplo que nos deixaram nossos antepassados” (carta de Francisco Campos, Santiago Bayacora, Durango).
[Nota Permanência] Como soará a divisa de S. Pio X, “Instaurare omnia in Christo” aos leitores modernos, tão acostumados ao liberalismo que hoje triunfa nas nações? Utopia? Arcaísmo? O exemplo de D. Gabriel García Moreno, ex-presidente do Equador e mártir da Fé, contudo, é resposta contundente, tanto pelo sucesso de seu governo como pela aclamação de seu povo. É a resposta que um católico deve dar, é o modelo daquilo que devemos buscar, mormente nestes tempos de eleição, para o governo de nossa pátria, cevada, também ela, com o sangue de mártires (v. neste site o artigo “Os Protomártires do Brasil).
Que Nossa Senhora Aparecida nos proteja a todos os brasileiros, e com estes augustos exemplos nos ajude a tornar esta terra digna de sua padroeira!
O império asteca
Diversos povos coexistiram no imenso território que chamamos de México e concebemos como unidade nacional: no sul, Maias e Zapotecas; no leste, Olmecas, Totonacas e Toltecas; no centro, Tlaxcaltecas, Tarascos, Otomíes e Chichimecas; ao norte, Pimas, Tarahumaras e muitos outros, todos estranhos entre si, quase sempre inimigos. Dentre eles, a distinção coube aos Astecas; vindos do norte, migraram em direção aos grandes lagos mexicanos, na região de Anáhuac. Conduzidos por sua divindade, Huitzilopochtli — Huichilobos para os espanhóis –, um deus guerreiro e terrível, chegaram em 1168 no vale do México (termo que deriva de Mexitli, e que era o outro nome de Huitzilopochtli) e estabeleceram sua capital em Tenochtitlán