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Dossiê Permanência (15)

Fotos de um martírio

“Dos mártires daqueles dias, nenhum chamou tanto a atenção do público no México e no resto do mundo como o Jesuíta Miguel Agustín Pro. Pro foi morto por um pelotão de fuzilamento em frente das câmeras dos jornais que o governo trouxera para gravar o que esperava ser o constrangedor espetáculo de um padre implorando por misericórdia. Foi uma das primeiras tentativas modernas de usar a mídia para a manipulação da opinião pública com propósitos anti-religiosos. Mas, ao invés de vacilar, Pro demonstrou grande dignidade, pedindo apenas a permissão de rezar antes de morrer. Após alguns minutos de prece, levantou-se, ergueu seus braços em forma de cruz – uma tradicional posição de oração mexicana – e, com voz firme, nem desafiante, nem desesperada, entoou de forma comovente palavras que desde então se tornaram famosas: 'Viva Cristo Rey'.

A guerra dos Cristeros

“No dia 31 de Julho de 1926, alguns homens fizeram com que Nosso Senhor se ausentasse de seus templos, de seus altares, dos lugares dos católicos, mas outros homens fizeram com que voltasse; estes homens não viram que o governo tinha muitos soldados, muito armamento e muito dinheiro para fazer-lhes a guerra; isto eles não viram, o que viram foi defender seu Deus, sua Religião, sua Mãe, que é a Santa Igreja, isto é o que eles viram. A estes homens não importou deixar suas casas, seus pais, seus filhos, suas esposas e tudo o que possuíam; foram aos campos de batalha procurar Deus Nosso Senhor. Os rios, as montanhas, os montes, as colinas são as testemunhas de que aqueles homens falaram a Deus Nosso Senhor com o Santo Nome de Viva Cristo Rei, Viva a Santíssima Virgem de Guadalupe, Viva o México. Os mesmos lugares são o testemunho de que aqueles homens regaram o solo com seu sangue e, não contentes com isto, deram mesmo suas vidas para que Deus Nosso Senhor voltasse. E vendo Deus Nosso Senhor que aqueles homens realmente o procuravam, se dignou vir outra vez a seus templos, a seus altares, aos lugares dos católicos como estamos vendo agora, e recomendou aos jovens de hoje que, se no futuro aparecer novamente o problema, não se esqueçam do exemplo que nos deixaram nossos antepassados” (carta de Francisco Campos, Santiago Bayacora, Durango). 

A história dos Cristeros

Pelo menos você já ouviu falar disso? De 1926 a 1979, no México, todo um povo cristão armado de facões e velhos bacamartes enfrenta, ao canto de Christus Vincit, os regimentos federais que arvoram a bandeira negra com tíbias cruzadas e que gritam: Viva o Demônio!
 
Chamam-no os Cristeros. Sua epopéia assinalou-se com mortes e deu à Igreja universal mais mártires do que a reconquista espanhola, dez anos depois. A Cristiada entra na comunhão dos santos em igualdade de condições com os do levante católico e realista da Vendéia. No entanto, ela é conhecida somente de alguns especialistas.

As constantes da perseguição

Communismus cum intrinsecus sit pravus
Pio XI, AAS, t.XXXI, p.96.
 
O que constitui a base filosófica do marxismo é o materialismo dialético...
materialismo absolutamente ateu,resolutamente hostil a toda religião.
Lenine, Obras, t. XV, p. 371.
 

Perseguição à Igreja Católica na Rússia comunista

O ano de 1917, data do triunfo da revolução bolchevista, assinala o início de um período novo, não somente para a história da Rússia, mas também para a história do cristianismo. Os dirigentes comunistas tomaram imediatamente posição a respeito da religião e das confissões religiosas, e perseguiram o seu desígnio com todos os meios que lhes proporcionava a ditadura que acabavam de impor.

Perseguição à Igreja Católica na Lituânia

Em 1940, a Lituânia tinha população de aproximadamente 3.033.000 habitantes, dos quais 80,5 por cento eram católicos-romanos, enquanto a religião protestante figurava em segundo lugar com 9,5 por cento, a judaica em terceiro, com 7,3 por cento, a ortodoxa-grega em quarto, com 2,5 por cento e seitas religiosas com 0,2 por cento1.

  1. 1. Report of the Select Commitee to Investigate Communist Agression and the Forced Incorporation of the Baltic States into the URSS. Third Interim Report of the Select Committee on Communist Agression  (Relatório da Comissão Parlamentar Especial para Investigar a Agressão Comunista e a Incorporação Forçada dos Estados Bálticos na URSS. Terceiro Relatório Preliminar da Comissão Parlamentar Especial sobre a Agressão Comunista). Congresso dos Estados Unidos da América (Casa dos Representantes; 83ª. Legislatura, Primeira Sessão ), U. S. Government Printing Office, Washington, D.C., (Referido daqui por diante como Terceiro Relatório Especial), págs. 124 e 162. A cifra da população total inclui o território de Klaipeda, com 153.793 habitantes, e a área reconquistada de Vilnius, com 457.500.

O Calvário da Romênia

O Cristianismo chegou primeiramente na Romênia em 106 a.C., quando os exércitos do imperador romano Trajano conquistaram a região conhecida como Dacia, levando com eles a nova fé. Embora a Romênia, situada na Europa oriental, sofresse naturalmente influência eslávica há muitos séculos — principalmente pelas invasões búlgaras nos séculos seis e sete — ela conservou uma profunda conexão com a civilização latina. E mesmo hoje, quase dois mil anos após a conquista romana, o Romeno é classificado por lingüistas como uma língua basicamente latina. No decurso da longa história do Cristianismo romeno, a população dividia-se entre os Ortodoxos, de longe a maior denominação, abrangendo cerca de 87 por cento da população, os Católicos somando 6 por cento, e os Protestantes com 5 por cento. Embora as cifras do censo não sejam inteiramente confiáveis, isso significa que, em termos concretos, havia cerca de 1.560.000 católicos na Romênia antes do advento do Comunismo em 1948. (Em contraste, o Partido Comunista na Romênia não possuía mais do que mil membros quando o regime Marxista foi imposto à Nação através de tramas internas e pressão soviética.) Porém, após cinqüenta anos de uma das piores perseguições do século, ainda existiam mais de meio milhão de católicos na Romênia1.

  1. 1. Didier Rance, Roumanie: Courage et Fidelité, L’eglise gréco-catholique unie ( Paris: Bibliothèque AED, 1994 ), 22.

A investida de Moscou contra o Vaticano

 A KGB fez da corrupção da Igreja uma prioridade.
 
A União Soviética nunca se sentiu à vontade em conviver com o Vaticano no mesmo mundo. Documentos recém-revelados mostram que o Kremlin estava preparado para, a todo custo, fazer face ao forte anti-comunismo da Igreja Católica.

Sobre os "pedidos de perdão"

Agosto 22, 2010 escrito por drupal_migrador

Carta recebida

"Eu, ao menos, estou perplexo diante da última invenção do Papa: pedir perdão a todos pelos "crimes" cometidos pela Igreja no decurso de toda a sua longa história até a virada radical representada pelo Vaticano II: desculpas aos muçulmanos pelas cruzadas; aos judeus pelo "anti semitismo"; aos hereges pela Santa Inquisição, aos protestantes pelas incompreensões,aos franceses pelo apoio dado ao governo de Vichy, aos espanhóis pelo sustentáculo oferecido a Franco, (um e outro, Pétain e Franco — eram valentes defensores da Igreja católica contra o comunismo ateu e inimigo do homem), etc. ... E tudo isto sem ter havido, na parte oposta, nenhuma vontade de reconhecer, por seu lado, os seus delitos. Não vos parece que esta atitude que raia pelo masoquismo ou pela sede de martírio que os Padres da Igreja condenaram sabiamente, seja extremamente perigosa por servir de aval à idéia de que a Igreja de Cristo foi, durante 2000 anos, o Império do Mal, o reino de Satanás, tendo-se assim manchado de faltas tão horríveis?
 
Sinceramente, que pensais a respeito?

Para refrescar a memória

Agosto 22, 2010 escrito por drupal_migrador

Reconhecimento dos judeus no passado:

"No governo de Napoleão, em 1806, foi convocada uma assembléia dos judeus do Império da França e do Reino da Itália. Tratava-se duma Assembléia dos Notáveis, pessoas importantes e respeitadas, representantes oficiais e autorizadas das comunidades judaicas dos diferentes países. Durante os trabalhos, um dos membros, M. Avigdor, a 30 de maio de 1806, fez um discurso, aprovado por toda a assembléia, no qual ele agradecia calorosamente ao Papa e ao Clero católico pela proteção dispensada aos judeus no decurso dos séculos, tendo-os acolhido nos Estados da Igreja quando tinham sido expulsos dos outros Estados e por ter contribuído, em vista disso, para proteger a sua identidade nacional. Esta comunicação se encontra no livro do sacerdote francês de origem judaica, Joseph Lémann, datado dos fins do século XIX, com o título de "Napoleão e os judeus", e reeditado pela Casa Avalon. Limitamo-nos a citar alguns trechos significativos dele, expostos cronologicamente, em particular:

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