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Espiritualidade (151)

A Missa do Padre Pio

[Nota de Dom Lourenço] Recebi esta entrevista do Padre Pio e não pude deixar de publicá-la, tamanha a grandeza do que ele viveu nessas missas que se tornaram famosas em todo o mundo. Que nossos fiéis e leitores amigos possam tirar dessas palavras um caminho para melhor assistir a sua missa. Queria acrescentar aqui um pequeno comentário: Onde fica, depois de se ler esta pungente entrevista, a missa alegrinha dos carismáticos? Que distância entre esta descrição de um verdadeiro Sacrifício realizado no altar, e os shows mundanos, sentimentais e mediáticos dessa nova religião de Vaticano II.

Comentário ao XIIIº Domingo depois de Pentecostes

Pe. Emmanuel-André, OSB
 
Dez leprosos vêm diante de Nosso Senhor, e se mantendo a uma certa distância, lhe gritam: Mestre, ou Rabi Jesus, tenha piedade de nós.
Os leprosos são a imagem dos pecadores; quer dizer que eles são a nossa imagem. Eles vêm a Nosso Senhor. Somente Ele poderia curá-los; como somente Ele pode nos curar depois do pecado.
Eles se mantêm à distância, era uma lei dos judeus; os leprosos não podiam nem mesmo se aproximar dos outros homens, por causa do temor de se pegar a doença.
 
Isto nos ensina com que humildade é preciso se aproximar de Nosso Senhor, quando se quer lhe pedir o perdão dos pecados.
 
O que eles pediam a Nosso Senhor é também para nós um belo modelo de oração: – Jesus,  dizem, tenha piedade de nós.
 
Não precisamos dizer mais nada. O Senhor vê nosso mal, então que tenha piedade de nós e isto nos bastará. Depois o Senhor fará para nós, segundo a sua piedade, segundo o seu coração; nós não pedimos nada além disso.
 
Nosso Senhor entende esta forma de oração. Ponhamo-nos em sua presença e com uma humilde confissão de nossa lepra, isto é, de nossos pecados, digamos a Ele: Jesus, tende piedade de nós.
 

Comentário ao XIIº Domingo depois de Pentecostes

 XIIº DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES

 
Nós meditaremos neste domingo a tocante parábola do bom samaritano.
 
Um homem, diz Nosso Senhor, descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de ladrões que lhe roubaram, lhe cobriram de golpes e o deixaram meio morto.
 
Este homem é a verdadeira imagem de nosso pai Adão, o qual desceu infelizmente, não de Jerusalém, mas do paraíso terrestre, e chegou, não a Jericó, mas nesse mundo em que estamos, depois de ter caído nas mãos de demônios, que lhe despojaram da divina graça, lhe fizeram feridas mortais, e o deixaram meio morto.
 
 ***
 
Esta história nos atinge de muito perto, pois em Adão fomos destituídos do paraíso, em Adão caímos neste baixo mundo, em Adão perdemos a graça de Deus, em Adão fomos machucados com feridas muito cruéis.
 
O ferido da parábola não foi, entretanto reduzido à morte: ele encontrou um samaritano caridoso para socorrê-lo.
E nós, os feridos do pecado original, recebemos de Deus para nos curar Nosso Senhor Jesus Cristo. Samaritano quer dizer um estrangeiro ao povo judeu, e Nosso Senhor era de uma condição bem superior a natureza humana; mas samaritano quer dizer também guardião, e Nosso Senhor é o verdadeiro guardião que nos salvou e nos reconduziu ao paraíso.
 
Rendamos graças, e nos entreguemos a Ele, a fim de que Ele cure em nós tudo o que tivermos de Adão.

Um estudo sobre o monaquismo

I - A FISIONOMIA DO MONGE

 

1. Si vis perfectus esse...

 

Em Mateus (XIX, 16-22), lemos a primeira definição do monge: “E eis que alguém, abordando-o, disse: Mestre, que devo eu fazer de bom para ter a vida eterna? E ele lhe diz: Por que me interrogas sobre o que é bom? Um só é bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos. E ele lhe diz: Quais? Jesus responde: São estes: não matarás, não cometerás adultério, não furtarás, não pronunciarás falso testemunho, honrarás pai e mãe, e amarás o próximo como a ti mesmo. Diz-lhe o moço: Observei-os todos, que me falta ainda? Jesus lhe diz: Se queres ser perfeito, vai, vende o que possuis, dá tudo aos pobres, e terás um tesouro nos céus: depois vem, e segue-me. Quando ouviu estas palavras, o moço afastou-se contristado porque era muito rico”.

 

Estudo sobre Santa Catarina de Sena

PRIMEIRA PARTE: OS PARADOXOS DA SANTIDADE
 
I — O AMOR E O ODIO.
No dia da festa de Santa Catarina de Sena, ouvimos no intróito da missa estas palavras que convêm à nossa santa de modo admirável: Dilexisti justitiam et odisti iniquitatem.

Quando se pensa...

Julho 26, 2009 escrito por admin

Quando se pensa que nem a Santíssima Virgem pode fazer o que faz um sacerdote;
 
Quando se pensa que nem os anjos, nem os arcanjos, nem São Miguel, nem São Gabriel, nem São Rafael, nem um dos principais daqueles que venceram Lúcifer pode fazer o que faz um sacerdote;

O Espírito da Cruz

 Está página é extraída do Boletim de Nossa Senhora da santa Esperança, de Março de 1903 (reeditada em Le Sel de la Terre, no. 44, consagrado ao padre Emmanuel). O Padre Emmanuel pronunciou o seu último sermão na festa da Exaltação da Santa Cruz, no Domingo, 14 de Setembro de 1902, seis meses antes de morrer. Trata do espírito da Cruz, que é "a participação do próprio espírito de Nosso Senhor, levando a Cruz, pregado à Cruz e morrendo na Cruz". 

Benefícios do jejum

Nestas passagens, tiradas de conferências espirituais inéditas, dadas na comunidade de monges beneditinos de Mesnil-Saint-Loup, o pe. Emmanuel ressalta com clareza, apoiando-se na liturgia, os numerosos benefícios do jejum.
 
Reproduzimos estes textos aqui pois a prática do jejum na Quaresma, apesar de não mais obrigatória (salvo na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa), segue sempre recomendada, desde que a saúde o permita e que não impeça o cumprimento dos deveres de estado.
 
É isso que escrevia Mons. Lefebvre aos padres da Fraternidade São Pio X em 1980: «Aconselhamos vivamente que se encoraje os fiéis à observar a abstinência todas as sextas-feiras e à jejuar nas sextas-feiras da quaresma e mesmo, se puderem, estender o jejum e a abstinência a toda quaresma e às quatro Têmporas.»
 
Assim, pois, recomendados pelo pde. Emmanuel e por Mons. Lefebvre, em conformidade com a Igreja, jejuemos "pacificamente, docemente, alegremente".
 
Pe. Philippe François

Preceito e amor

 

O drama religioso de nosso tempo consistindo essencialmente numa infiltração vinda das correntes de anarquismo revolucionário, apresenta diversos aspectos de desordem entre os quais destacaria dois de incalculáveis conseqüências: 1°) negação do princípio de autoridade por aqueles que deveriam exercê-la para a proteção dos fiéis e salvação das almas: essa negação é feita em nome de uma falsa bondade como se viu no caso da Espanha, e em tantos outros; 2°) negação de obediência à santa doutrina e à tradição: essa recusa é praticada em nome de uma evolução e de reformas que pretendem transformar a Igreja Católica em “outra”. Nesta atmosfera poluída de erros, as mais extravagantes idéias surgem ou ressurgem nas mais variadas circunstâncias. Assim é que a contestação do preceito é feita em torno da missa dominical por um bispo, ou é retomada como “contrária” ao “puro amor de Deus” ou em nome da dignidade do homem.

Catarina de Sena

No dia 30 de abril a Igreja comemora a festa de Santa Catarina, que viveu numa das épocas mais perturbadoras da história do Ocidente tanto para o mundo, que nos fins do século XIV se despedia da civilização medieval e preparava os critérios de uma nova civilização, como para a Igreja, que sofria a divisão, o cisma, a crise do papado, e já começava a sentir as aflições que cem anos mais tarde produziriam a Reforma.

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