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Índice de autores

Madre Teresa de Calcutá: verdadeira ou falsa caridade?

Pe. Marie-Dominique, O.P.

 

O testemunho dos santos tem o seu valor; a nossa época teve o testemunho de Madre Teresa de Calcutá, humilde filha da Albânia, que – pela graça de Deus – se transformou em um exemplo de exercício da caridade e de serviço à promoção do ser humano para o mundo inteiro.” (Bento XVI, em 8 de março de 2009)[1].

Reuníamo-nos todas as manhãs na casa geral e gozávamos da alegria de nos ajoelharmos ao pé do túmulo de Madre Teresa.

Era impressionante observar um budista em posição de lótus ao lado de um muçulmano de rosto em terra e, próximo a eles, um cristão de joelhos. Nisso há um mistério! Lá estavam os três, sem se defrontarem; melhor ainda, estavam trabalhando juntos, pois é a caridade que os reúne.(Pe. Benoît-Joseph, da comunidade das Beatitudes[2]).  Leia mais

Vida intelectual versus vida de curiosidade

(Esta conferência foi proferida na Jornada de Formação do MJCB em 2012. Apresentamos aqui a sua transcrição).

 

Pe. Luiz Cláudio Camargo FSSPX

A obra que estamos propondo realizar em nossos priorados consiste exatamente na idéia da universidade: versus unum. A universidade é a reunião de todas as faculdades, iluminadas pela Teologia. A nossa vida precisa alcançar essa unidade mais elevada, e o lugar privilegiado para isso, na situação em que nos encontramos hoje, são os nossos priorados.

Quero comparar aqui os elementos normais da vida intelectual — o ato, a estrutura da vida interior — com a sua deformação. Gostaria de comparar a vida intelectual com a vida de curiosidade, e daí tentar tirar os conselhos práticos para a vida especulativa. 

Pode-se dizer que há duas partes no esforço intelectual. Em primeiro lugar, há o que se pode chamar de studium, o estudo. Em latim, a palavra studium significa esforço. É interessante notar que toda a primeira parte, a do esforço intelectual, por causa da união e da relação entre o corpo e a alma, é necessária para se chegar ao ato específico em que a inteligência enxerga o seu objeto. Ela exige um esforço muito grande. O modo pelo qual chegamos ao conhecimento é um modo laborioso, chamamo-lo de modo racional. É necessário ruminar até se chegar ao saber. Em seguida, temos um ato próprio, específico, e o efeito próprio pelo qual a inteligência vê o seu objeto, alcança-o, pode ser chamado de gaudium. Então, alcança-se a idéia e a alma repousa. Leia mais

Francisco afirma que concubinos podem ter a "graça do verdadeiro matrimônio".

                             

Nosso Senhor comandou a Pedro que confirmasse seus irmãos na Fé (S. Lucas 22,32), mas Francisco deleita-se em fazer todo o contrário.

Em 16 de junho, em uma sessão de perguntas e respostas durante conferência em Roma, Francisco sinalizou que quem vive em "fiel" concubinato recebe a "graça do verdadeiro matrimônio por causa de sua fidelidade". Mas, ao contrário do que afirma o Papa, o concubinato nunca traz consigo a graça do verdadeiro matrimônio, pelo fato de em si ser uma desgraça.

Na continuação de três anos de comentários irresponsáveis, que provocam escândalos em escala mundial, Francisco falou da situação na Argentina, onde a maioria dos que freqüentam aulas de preparação para casamento vive em concubinato.  Conforme o registro de Catholic News Agency:   Leia mais

 

Paulo VI, o sepultador da Tradição

Nota da Permanência: Apresentamos a seguir um capítulo do livro “Cem anos de modernismo” (Cent ans de modernsime. Généalogie du Concile Vatican II, Editions Clovis, 2003) do padre Dominique Bourmaud, FSSPX.

Capítulo XXII

Há mais de um século que os Carbonários, a maçonaria italiana, tinham planejado destruir o papado:

“O trabalho que empreenderemos não é obra de um dia, nem de um mês, nem de um ano: pode durar vários anos, talvez um século; mas em nossas fileiras morre o soldado e a luta continua… O que devemos buscar e esperar, como os judeus esperam o Messias, é um Papa de acordo com nossas necessidades… E este pontífice, como a maioria dos seus contemporâneos, estará mais ou menos imbuído dos princípios humanitários que começaremos a pôr em circulação… Quereis estabelecer o reino dos escolhidos sobre o trono da prostituta da Babilônia? Que o clero marche sob o vosso estandarte, crendo sempre marchar sob a bandeira das Chaves Apostólicas… Estendei vossas redes… no fundo das sacristias, dos seminários, dos conventos… Tereis pregado uma revolução de tiara e capa pluvial, marchando com a cruz e a bandeira, uma revolução que não necessitará senão ser ligeiramente estimulada para atear fogo em todos os extremos da terra”[1].  Leia mais

A Escola de Frankfurt e a Revolução Cultural


 

Em termos gerais, podemos distinguir dois tipos de revolução:

- Revolução política: é a que visa obter o poder mediante o uso de violência e terror. Nesta classe se incluem a Revolução Francesa (1789-93) e a Revolução Russa (1917).

- Revolução cultural: nesta se demolem as bases da civilização (a cultura, os costumes, a religião, a moral, a hierarquia de valores, etc.) dentro da nação que se deseja subjugar. É uma ação de longo prazo conduzida sem violência física, segundo a fórmula: “As formas modernas de subversão são suaves”. [1]  Leia mais

 

Sou católico, eis a minha glória

Cravos utilizados na crucificaçãoExiste uma atitude freqüente entre nós e, no entanto, profundamente absurda: o sentirmos vergonha de sermos católicos. A isso se chama respeito humano.

Ora, quem tem vergonha de estar com boa saúde? Quem tem vergonha de possuir um emprego interessante e bem remunerado? Ou uma família amorosa? Ninguém, evidentemente. Ao contrário, sentimos orgulho de nossas riquezas naturais (a saúde, a vida profissional, a família), e temos mesmo a tendência de ostentá-las.

Por que bizarrice do espírito humano, então, acontece de sentirmos vergonha das riquezas sobrenaturais que são nossas, da nossa fé católica, da graça divina? Podemos nos acanhar delas? É incompreensível, e contudo é um mal demasiadamente difundido entre os católicos. 

A falta, o vício que deveria nos ameaçar, em boa lógica, não deveria ser a vergonha, mas antes a jactância, o orgulho. Se sou amigo de um rei, de um homem político, de uma estrela do cinema ou da música, de uma atleta famoso, quero proclamá-lo por cima dos telhados. Por que, então, se sou amigo de Jesus Cristo, Filho de Deus, Rei dos reis e Senhor dos senhores, tenho antes a tendência de escondê-lo? O respeito humano é, em si mesmo, a coisa mais imbecil e inconveniente: e contudo, ele nos paralisa a cada dia.  Leia mais

Enfim, o cisma

Dom Lourenço Fleichman OSB

Em 1976, amigos franceses enviaram a Gustavo Corção notícias de um bispo italiano que escrevera para seus padres e fiéis denunciando o comunismo. Os amigos que enviaram a auspiciosa notícia ao jornalista e escritor católico estavam entusiasmados com a novidade, achando que aquela reação podia significar uma mudança de ares na Igreja.

Gustavo Corção escreveu sobre o fato um artigo em que mostrava aos seus amigos e leitores que o entusiasmo não era cabível. Antes de mostrar quão superficial era a crítica do bispo ao comunismo, Corção explicou:

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Pode a Igreja morrer?

Dom Lourenço Fleichman OSB

Muitas pessoas me pedem que atualize com mais freqüência o site. Confesso que não tenho conseguido me dedicar mais a este apostolado, levado pelo excesso de trabalho nas quatro capelas sob minha responsabilidade, nas revisões doutrinárias dos livros que editamos e na cura das almas. Estamos iniciando agora o projeto do Colégio São Bernardo, a primeira escola da Tradição no Brasil, sobre a qual falaremos a seu tempo.

Felizmente tenho a ajuda de uma equipe atuante no que toca a produção da Revista Permanência, de outra forma não conseguiria manter o ritmo dos lançamentos trimensais. Confesso que é um trabalho que nos traz muita satisfação.

Agora mesmo assistimos a mais um grave escândalo do ecumenismo desenfreado. A reunião promovida pelo papa Francisco I dentro do Vaticano, no domingo de Pentecostes é apenas um gemido naturalista, um grunhido da História, dentro da obra destruidora do Vaticano II.

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Breve introdução aos salmos

breve introdução aos salmos

 

NOME — Em hebraico o salterio tem o nome de sefer tehillim — livro dos louvores (liber hymnorum, traduz São Jerônimo).

Salmo é um nome grego (psalmos) que traduz a palavra “mizmor” que encabeça muitos salmos “psalleim” — tocar um instrumento de corda ; ou cantar acompanhado de instrumento de corda.”

Saltério — conjunto de salmos.

INSPIRACAO — O Conc. de Trento confirma a Tradição antiga ao enumerar entre os Livros canônicos o “Psalterium davidicum 150 psalmorum”. É catalogado entre os livros poéticos e sapienciais.

NUMERO — 150; cifra canônica. Fora disso é apócrifo.

LINGUA — Foram todos escritos em hebraico.

AUTORES — O título do Conc. de Trento não quer afirmar que Davi é o único autor.

Davi é o autor de 88 salmos: O texto hebraico lhe atribui 73, outros 15 lhe atribui a Vulgata e LXX e 2 pela S.E. em outros Livros, mas 2 desses não são certamente de Davi ( sl42 & 136 )

Outros Autores:

— Salomão— atribuem— lhe o ps. 71 e 126.

— Moisés— sl89.

— Hemán ( do Templo )— sl87.

— Ethán ( do Templo )— sl88.

— Asaf ( mestre de coro do Templo no reinado de Davi. )— sl49; 72— 82 (12 salmos).

— Filhos de Coré (descendentes do levita revolucionário castigado por Moises no deserto) — ps. 41— 48; 83,84,86,87 (12 salmos ).

 

TEXTO dos SALMOS

Apesar de que o texto hebreu e o texto dos LXX (Vulg.) concordem com o número dos salmos, existe uma diferença de numeração entre eles. Os salmos eram de uso litúrgico, por isso os hebreus devido a circunstancias uniram alguns salmos e separaram outros o que acarretou diferenças:

    

 

              

DIVISÃO do SALTERIO

O saltério dos 150 salmos é o resultado da união progressiva, conduzida pela Providência , de diversas coleções de salmos mais ou menos compenetrados entre sí. Na Bíblia hebréa os 150 salmos são divididos em cinco livros e no último salmo de cada livro se encontra uma doxologia terminada por “...Fiat,Fiat.”. (com exceção do ps. 150 que é ele mesmo uma doxologia de todo o saltério).

Essa divisão nos dá uma cronologia aproximativa, que pode não ser exata por possível reacomodacão temática dos salmos para uso litúrgico.

Fillion fixa o período de composição dos salmos (excetuado o de Moisés) do ano 1050 ao 450 a.C. ( + — 600 anos)

 

1o LIVRO  — ps.1 a 41.

“Saltério Yahvista” porque Deus é designado pelo nome de Yahveh.

Autor — Davi

São salmos “pessoais”— tema freqüente: confiança em Deus nas dificuldades (perseguição de Saúl e revolta de Absalon)

 

2o LIVRO — ps.41 — 71.

“Saltério Elohista”— Elohim substitui o nome de Yahveh para que o santo nome de Deus não seja repetido (reverencia).

Autores — Davi, Filhos de Coré, Asaf e Salomão:

— saltério de Coré ps. 41 a 48 — De grande beleza e rica doutrina ; amor apaixonado pelo Templo e por Jerusalém.

—  ps. 49 de Asaf — é um poema nacional.

—  2o saltério davídico — ps. 50 a 71  (65, 60 e 70 são anônimos e o 71 é atribuido a Salomão).Aqui não se trata mais da epopéia davídica mas de uma oracão de  um exilio de coracão, um apelo todo cheio de confianca.

 

3o LIVRO  ps. 72 a 88    Elohísta.

— Saltério de Asaf — ps.72 a 82 . Conjunto de poemas nacionais que anima uma fé intensa na proteção de Deus sobre seu povo. Esse saltério foi muito cantado no exílio de Babylónia.

— sl83 a 88 — salmos isolados, reagrupados após o exílio. sl85— Davi,  sl87— Hemán,  sl88— Ethán.

 

4o LIVRO sl89 a 105  Yahvista.

— salmos isolados :sl89 — Moisés;

sl90,91,93,94,103 parecem pré— exilianos;

sl101 post— exiliano.

— salmos reais : realeza de Yahveh sobre indivíduos e nações : sl92, 95— 99.

— salmos davídicos — sl100 e 102.

— salmos históricos 104, 105: benefícios de Yahveh e infidelidade dos judeus.

 

5o LIVRO os 106 a 150   Yahvista.

— salmos diversos: sl106 — histórico.

sl107 a 109; 137 a 144 — Davi

sl110 e 111— sapienciais.

sl118 e 136— triunfo da Lei.

sl126— Salomão

— salmos do “Hallel “( do hebreu halle — Yah.) usado nas cerimonias mosáicas.

Hallel ordinário sl112 a 117

Grande Hallel   sl134 e 135

Pequeno Hallel sl145 a 150.

— salmos graduais: São 15 salmos ( sl119 a 133 ) post exilianos em sua maioria compostos para sustentar e exaltar a fé dos israelitas durante as peregrinações à Jerusalém.

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