Batismo sem Pecado Original
Recebemos e respondemos
“Estimado Sim Sim Não Não,
"Sou vosso leitor há anos. Envio-vos esta página de ‘Famiglia Cristiana’ onde o ‘teólogo’ Silvano Sirboni responde à pergunta: ‘Por que se batiza a criança recém-nascida?’ Desconcertou-me. Leiam-na. Quando era pequeno, ensinavam-me no Catecismo que o Batismo serve para apagar o Pecado Original, e que as crianças que morrem antes do Batismo vão para o Limbo e não têm acesso ao Paraíso.
"Neste artigo não se fala de nada disto. Poderiam dar-me uma explicação? Meus agradecimentos e saudações”.
Carta assinada
Caro amigo,
Tem boas razões para estar desconcertado. Esconder uma verdade (no caso: o dogma do Pecado Original), quando o argumento o exige (no caso: o porquê de se batizarem crianças pequenas), equivale a negá-la. A explicação que o senhor pede deve ser buscada na “nova teologia” ou neo-modernismo, cuja essência está justamente no compromisso com o mundo moderno e seus “dogmas fundamentais”, entre os quais, em primeiro lugar, está a bondade inata do homem (Rousseau). E pouco importa que estes dogmas sejam “a ruína absoluta da doutrina católica, quer dizer, do Cristianismo”, como bem viu e escreveu Papini (La Scala di Giacobbe).
Pouco importa isto, naturalmente, aos neomodernistas, que do compromisso vão tirando – às vezes descaradamente, às vezes por meio de mais cautelosos silêncios e omissões – as conclusões mais aberrantes, entre as quais está aquela de que o batismo marca o ingresso na sociedade cristã, nada mais (se na verdade o homem nasce bom, onde está o pecado original a se apagar?). Mas se pouco importa aos modernistas que os “dogmas fundamentais” do mundo moderno sejam a “ruína absoluta” do Cristianismo, importa-nos muito, ao contrário, e a todos que compreendem que Nosso Senhor Jesus Cristo não nos desculpará se tivermos abandonado a Ele e a sua Igreja para perder-nos atrás de homens da Igreja infiéis a Ele e à sua Igreja.
(Sim Sim Não Não no. 133)