A renúncia à conversão

 

Recebemos e respondemos

 

            Respeitável Redação de sì sì no no

           

«Sou um jovem leitor de seu jornal. Espero sempre com ansiedade o envio de seu periódico, um dos poucos – entre os que se distribuem atualmente – que se podem gloriar do título de “católico”. Por este seu apostolado, tão precioso nestes tempos, não posso senão agradecer-lhes e assegurar-lhes que os recordarei em minhas humildes orações.

 

Aproveito a ocasião desta missiva para enviar-lhes a fotocópia de uma página de Libero do dia 21 de setembro de 2001: “O arcebispo de Bolonha volta a condenar a imigração selvagem e incompatível com nossa cultura. Os católicos se renderam ao Islã. Biffi acusa o falso ecumenismo e a renúncia à conversão”. Talvez já tenham tido a oportunidade de lê-la; achei-a verdadeiramente interessante. Sou da opinião de que a rendição dos católicos ao Islã não teve ainda lugar e tudo augura que nunca se há de verificar.

 

O que, segundo meu parecer, está-se verificando é um progressivo abandono do santo orgulho católico, aquele orgulho pelo qual se reza, se luta, se sofre... É tão triste! Em verdade, não deve faltar por parte de todos os católicos de boa vontade o empenho concreto em mudar as coisas: com o testemunho, o apostolado, a oração, os sacrifícios, as obras reparadoras».

Carta assinada

 

Nota:

 

            É uma triste realidade: a Europa que “exportou” o Cristianismo exportou, a partir da chamada “Reforma” de Lutero, a heresia e o cisma (também para a América); portanto, com a vinda do racionalismo, filho direto do protestantismo, exportou a incredulidade e o ateísmo; hoje, com o “espírito do Concílio”, exporta, mediante as mesmas missões “católicas”, o indiferentismo religioso. Não nos surpreenderia se os infiéis, que ela deveria ter convertido ao único verdadeiro Deus com a doutrina, a caridade e o exemplo, se tornassem instrumento de castigo a fim de que a Europa já católica se converta e torne a converter. Mas também sob a vara do castigo nunca inutilmente se recorre, arrependidamente, à divina clemência, e é um grave dever dos católicos conscientes da gravidade atual – gravidade tal, que seria um castigo ainda pior se se prorrogasse esta hora de trevas no interior da Igreja – o empunhar as armas da oração e da penitência que Nossa Senhora nos indicou em Fátima, infelizmente sem ser escutada.

 

(Sim Sim Não Não, no. 107)

 

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