o triunfo do Modernismo sobre a EXEGESE CATÓLICA
7 - o funesto decênio: 1950-1960
Atividades crescentes
Em seu livro L 'Étrange théologie de Jean Paul II et l 'esprit d'Assise (Ed. Fideliter, pág.54) Johannes Dormann observa que apenas quinze anos depois de sua publicação, a encíclica Humani Generis, que condenava a «nova exegese» da «nova teologia», será desacreditada e aniquilada por aqueles mesmos que condenava. Na realidade. a grande Encíclica de Pio XII não impediu o trabalho de demolição das toupeiras modernistas. Ao contrário, logo depois de Humani Generis, no decênio 1950-1960, assistimos a um curioso aumento de atividades, justamente no domínio dos estudos bíblicos. A sucessão de datas é significativa:
- 1955: o cardeal Tisserant, presidente da Comissão Bíblica Pontifícia, tenta declarar ultrapassados os decretos emitidos contra o modernismo bíblico (1902-1937) por esta Comissão (SimSimNãoNão no. 27, março de 1995).
- 1956: tendo fracassado a tentativa, recorre-se ao expediente de fazer publicar com a assinatura do padre Miller, secretário da Comissão Bíblica Pontifícia e do padre Kleinhaus, sub secretário, dois artigos idênticos sobre o «valor histórico», isto é, relativo ao tempo, dos decretos da Comissão Bíblica Pontifícia com a precisão inútil e supérflua de que obrigam somente em matéria que se relaciona ao dogma (idem); o que permite ao jesuíta Vogt (Bíblica, IV, 1955) e ao beneditino Dupont (Revista Bíblica 1955, págs. 414-419) afirmarem que as decisões da Comissão Bíblica Pontifícia «pela própria natureza de seu objeto», não têm «quase sempre» nenhuma ligação com o dogma e, portanto, não obrigam o exegeta católico.
- 1956: o padre Stanislas Lyonnet S.J. do Instituto Bíblico Pontifício publica sua «nova» exegese de Rom. V, 12: São Paulo fala aí somente dos pecados pessoais. Contra o sentido definido pelo Concílio de Trento no seu decreto sobre o pecado original (SimSimNãoNão, no 29, maio de 1995). Lyonnet pode contar com a tolerância do cardeal Tisserant que, abusivamente, personifica a Comissão Bíblica Pontifícia.
Surge o conflito entre o Santo Ofício e o Instituto Bíblico Pontifício
- 1957: aparição do primeiro volume da Introdução à Bíblia de A. Roberts e A. Feuillet (Desclées ed., Tournai, Bélgica). Na página 28, ilustra-se o aspecto «social» da inspiração bíblica (a Providentissimus, de Leão XIII, teria se limitado ao aspecto ... «individual»): é a «comunidade» que recebe a inspiração do Espírito Santo. A inerrância é, em seguida, limitada aos textos que concernem à fé e à moral (contra a condenação explicita e repetida do Magistério), (SimSimNãoNão, no 25, jan.1995). Relacionei também outros exemplos de «nova» exegese nas fichas preparadas a pedido do Santo Ofício: por exemplo, ao se falar de «crítica literária» (pág. 135) do gênero «narrações» admitiam-se «lendas e mitos» nas Sagradas Escrituras.
Os autores das «novidades» eram A. Barucq e Henri Cazelles. O volume saiu do Instituto Bíblico Pontifício (detalhe que ignorava) e o padre Bea S.J. - o «para-raio» da Companhia - impediu sua condenação que já tinha sido decidida pelo Santo Ofício. O padre Bea, entretanto, teve que se encarregar da correção do texto, como atesta a segunda edição de Introdution.
Se me permitem, cito aqui uma lembrança, pessoal mas significativa do clima que então reinava em Roma. Quando, em 1960, a cadeira de exegese da Universidade de Latrão se achava livre, a escolha caiu sobre mim, que havia até então ensinado naquela Universidade o grego bíblico e o hebreu. O Santo Oficio (cardeal Ottaviani) e a Congregação para os Seminários e as Universidades (cardeal Pizzardo) expressaram opiniões favoráveis. A nomeação recebia pois o «nihil obstat» destas duas Congregações mas, por outro lado, no fim do ano acadêmico, minha nomeação ainda não tinha chegado. Perguntei a razão deste atraso não habitual, e o cardeal Pizzardo me disse: «há o veto do Instituto Bíblico Pontifício». Fui ao Instituto Bíblico e o cardeal Bea me respondeu: «é porque você foi, imprudentemente, denunciar ao Santo Oficio a Introdution; o padre Cazelles, excelente religioso, saiu chorando dessa Congregação». Repliquei: «Li atentamente e duas vezes o grosso volume (mais ou menos oitocentos e oitenta páginas) e devo então me permitir retificar, com o respeito que vos devo, vosso julgamento». A Introdution estava à vista e, me lembrando bem das páginas, mostrei ao padre Bea os graves erros que tinha revelado. E somente quando precisei que não tinha tomado nenhuma iniciativa, mas que tinha sido encarregado pelo Santo Oficio de dar meu julgamento escrito sobre a Introdution, é que o padre Bea retomou sua habitual amabilidade (o padre Bea com o padre Vaccari, tinham sido os orientadores de minha tese no Instituto Bíblico, a qual eu lhes tinha dedicado).
As novas gerações do Instituto Bíblico
Ainda em 1957, as novas gerações do Instituto Bíblico Pontifício obtiveram a direção da Associação Bíblica Italiana e da Revista Bíblica.
Depois de haver ensinado nos seminários de Assis e de Benevento, eu tinha voltado definitivamente para Roma, em 1950. Eleito secretário da Associação Bíblica, fundei a Revista Bíblica (editada pela Livraria Editora Florentina) e a dirigi durante cinco anos, de 1953 a 1957. Os mais renomados exegetas italianos nela colaboraram, entre os quais o padre Vaccari S.J., mas a porta foi também aberta aos «jovens» do Instituto Bíblico Pontifício. Eles, entretanto, quiseram, e rapidamente obtiveram, a direção tanto da Associação Bíblica quanto da Revista Bíblica, e fizeram dela o órgão de difusão do criticismo racionalista. Eis alguns exemplos das «novidades» vulgarizadas pela Revista Bíblica, em 1960, sob a nova direção do padre Silverio Zedda, S.J.:
- A «história» de Jesus é impossível de escrever: «O Jesus do Novo Testamento não é o Jesus histórico, porque os escritos do Novo Testamento não são escritos históricos, mas testemunhos de fé. Se se quisesse escrever uma "história" de Jesus fazendo abstração dos elementos de interpretação que colorem cada um dos escritos do Novo Testamento, ter-se-ia muito pouca coisa».
- O Evangelho em ... degraus: no que concerne à ordem dos Evangelhos, «colocar em primeiro lugar as fórmulas mais antigas da pregação primitiva descobertas pelas recentes pesquisas da história da tradição. Vem em seguida todos os sinópticos. que constituem o primeiro desenvolvimento da pregação primitiva ( ... ), o quarto Evangelho representa, com o Apocalipse e as cartas de João, o estágio mais avançado de reflexão e de aprofundamento pessoal».
As novidades do jesuíta Zerwick
E sempre pela Revista Bíblica (1960), aprendemos as «novidades» vulgarizadas pelo padre Maximilien Zerwick, S.J. do Instituto Bíblico Pontifício, no Congresso inter-regional dos Professores de Sagrada Escritura, organizado pela Associação Bíblica Italiana (A.B.I.) em Pádua, de 15 a 17 de setembro de 1959.
«Nas duas conferências que reproduzimos - está escrito no breve preâmbulo - o orador procurou no texto sagrado a resposta à questão: até onde a tradição viva da Igreja apostólica e o trabalho pessoal dos hagiógrafos inspirados pode, ao narrar as palavras e os atos de Jesus, se afastar da realidade histórica. Esta investigação pede um trabalho paciente, de prudência e de modéstia: nesses resultados ela ultrapassará muito raramente uma verdadeira probabilidade ... ». Então não saberemos ainda, e pelo que diz este preâmbulo, nunca saberemos com certeza o que Jesus diz e faz! E o que nos diz o próprio Zerwick quando fala da promessa do primado de Pedro (Mt. 16, 13-19): «Nosso objetivo é procurar, a partir do próprio texto sagrado, até onde vai a liberdade que a tradição e os Evangelhos tomam com a realidade histórica dos atos e das palavras de Jesus».
Depois disso, não obstante a «prudência» e a «modéstia» anunciadas no preâmbulo, não obstante o reconhecimento de que os resultados de investigações parecidas excedem muito raramente a probabilidade, Zerwick dá como única, provada e insubstituível a tese, ou melhor, a hipótese arbitrária de Vögtle que opõe o texto paralelo de São Marcos (8, 27-33) ao de São Mateus e parcialmente também ao de São Lucas, para concluir que os famosos versículos Mt. 16, 18-19 (isto é, a promessa do primado) não pertencem ao contexto atual e que o versículo 17 (« bem-aventurado és... ») é uma invenção de Mateus! (A. Vögtle Messiasbekenntnis und Petrusverheissung Zeitschrift [1957] 252-272; 2 [1958] 85-102). Seus argumentos? As versões de Marcos e de Mateus - nos diz Zerwick - «são duas versões do que, historicamente, é uma única e mesma confissão de Pedro. Inútil negar que são profundamente diferentes e historicamente incompatíveis. Apesar das tentativas, sempre repetidas, de fundi-las numa só. E porque não podemos nos conciliar, com um pouco de boa vontade e certa dose de gentil violência, especialmente quando se acredita que a concordância é necessária e mesmo vital?»
Eis, em duas frases, toda a exegese católica jogada tora com uma oração fúnebre na qual se lhe concede «boa vontade e gentil violência»!
E a novela da «nova» exegese, que se pretende «científica», continua: em Marcos, Pedro somente responde «Vós sois o Cristo»; entretanto, segundo Zerwick, ele queria dizer «Vós sois o Messias nacionalista etc ... esperado pelos Judeus». Jesus, que não podia aprovar uma tal confissão, a corrige predizendo seus sofrimentos. Uma confissão diferente da parte de Pedro - afirma Zerwick - é impossível antes da glorificação de Cristo.
Ora, São Mateus, mesmo tendo Marcos como fonte - ainda segundo Zerwick - introduziria aqui uma confissão de Pedro totalmente diferente, à qual se segue a aprovação total de Jesus: «Bem-aventurado és tu, Simão ... ». Para o jesuíta, Jesus nunca pronunciou estas palavras (vers. 17 de Mateus); São Mateus as inventou para justificar de algum modo e tomar plausível esta total confissão de Pedro. E tudo isso porque Mateus quer introduzir aqui (na Cesaréia) a promessa do primado, expressão, (ou criação) da fé da comunidade cristã primitiva; São Mateus, voluntariamente. teria mudado o sentido da cena contada por Marcos, ele teria criado um versículo inteiro (versículo 17), apresentando-o como palavras autênticas de Jesus, enfim, ele teria tomado da comunidade os outros dois versículos (18 e 19), com a famosa promessa do primado, atribuindo-as igualmente a Jesus no episódio de Cesaréia de Filipe, contrariamente à realidade histórica. Mas Jesus nunca teria pronunciado, mesmo em outras circunstâncias, uma tal promessa? «Nada se opõe a que o tenha feito», eis a resposta' (Para a exegese de Mt. 16, 13-17 e as passagens paralelas, ver F. Spadafora, Fuori della Chiezza non c'è salvezza, ed. Krinon, Caltanisetta, págs. 55-90; no texto e nas notas se acham a refutação das hipóteses absolutamente sem fundamento de Vögtle, hipóteses que Zerwick fez suas).
Faz-se cair também a incerteza, as dúvidas, sobre o acontecimento fundamental para nossa fé: a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus. Eis-nos diante de um sinal vermelho, diz Zerwick. - « É preciso coragem para abordá-lo, a um exegeta católico, sim, mas que vive na segunda metade do século vinte. O concordismo, que foi até pouco tempo a única via para defender a verdade dos textos, foi além dele mesmo: distingue os tempos e tudo se resolve! Somente talvez, no fundo da consciência, nem tudo estava tranqüilo [?].
A medida que aprendemos a conhecer [por quem?] na tradição e nos hagiógrafos uma considerável liberdade no que concerne a apresentação dos atos e das palavras de Jesus, às vezes somente fundamentalmente históricas, deve ser permitido experimentar se, e em que medida, uma certa liberdade redacional, teológica, literária, poderia ter seu lugar inclusive na origem das narrações sobre as aparições do Senhor Ressuscitado».
Uma heresia que demole o Cristianismo
Esta pré-suposição, tomada emprestada aos racionalistas protestantes, de uma tal «liberdade redacional» ou, como diz acima, da «liberdade que a tradição e os evangelistas tomam com a realidade histórica dos atos e das palavras de Jesus», é uma heresia muito grave. Uma heresia porque o valor histórico dos Evangelhos «não somente é certo para o crítico, mas é para o católico uma verdade de fé divina e católica, proposta com autoridade pela tradição do Magistério ordinário» (F. de F. Vizmamos S.J. e Ignacio Riudor S.J. Teologia fundamental para seglares, BAC 229, Madrid 1963).
Uma heresia muito grave porque mina a base da certeza da Fé fundada justamente sobre o «testemunho daqueles que transmitiram com um cuidado religioso o que viram e ouviram» (Bento XV, enc. Spiritus Paraclitus).
Para um pesquisador sério, para um verdadeiro crítico, tal pressuposição é completamente gratuita e não demonstrada; para se dar conta, basta considerar a insistência proposital sobre as pretensas «contradições» dos Evangelistas, sem nem considerar as soluções que já foram dadas pela exegese católica. (Para o silêncio de Marcos quanto à promessa do primado, ver por exemplo, SimSimNãoNão, no 22, out.1994. pág. 5).
O «desprezo» ao Magistério é um verdadeiro «sinal dos tempos»
Concluindo o Congresso de Pádua mencionado acima, os congressistas prometem que «se aplicarão ao estudo e ao ensino dos grandes problemas estudados hoje, a uma sã abertura unida à prudência e à humildade na adesão renovada e incondicional à nossa Santa Madre Igreja, coluna e fundamento da verdade ... ». Com a ressalva de que a orientação e os princípios difundidos pelo Instituto Bíblico e que eles se aplicam a seguir «no estudo e no ensinamento» nada têm a ver com a orientação e os princípios sancionados por nossa Santa Madre Igreja para a exegese católica: «Mas na determinação do sentido literal dos textos [o professor de Sagrada Escritura], não procederá como fazem hoje, infelizmente, muitos exegetas que só consideram as palavras e o contexto vizinho. Mas terá diante dos olhos as antigas regras que o Soberano Pontífice Pio XII, gloriosamente reinante, lembrou na encíclica Divino Afflante Spiritu, a saber, que o exegeta procure atentamente o que a Sagrada Escritura ensina em outras passagens parecidas, qual a explicação que os Santos Padres e a tradição católica dão a esse texto, o que exige «a analogia da fé», qual é enfim, se o caso comporta, a decisão da Igreja sobre a interpretação deste texto» (Instrução Santissimus Dominus de 1a P.C.B. de 13 de maio de 1950; Enchiridion Biblicum no598).
Recentemente, Mons. Romano Penna, antigo aluno do Instituto Bíblico (1962- 1964; 1968-1969) e professor em Latrão, tornou a propor, como repetidor inexperiente, a hipótese de Zerwick, que já foi a de Loisy, concernindo a invenção das passagens evangélicas sobre o primado de Pedro: Mt. 16,16 e segs.; Lc. 22, 31-32; Jo. 21,15- I 7 (ver SimSimNãoNão n° 22 já cit.). Bem, o que vale uma tal exegese de que «o Magistério da Igreja parou nesse Texto»? Absolutamente nada. De fato, o Concílio Vaticano I declara solene e infalivelmente:
«Nós ensinamos então e declaramos, seguindo os testemunhos do Evangelho, que o primado de jurisdição sobre toda a Igreja de Deus foi prometido e dado imediata e diretamente ao bem-aventurado apóstolo Pedro por Cristo Nosso Senhor. É, de fato, somente a Simão, ao qual já tinha dito: "Tu te chamarás Cefas" (Jo. 1, 42), depois que este o tinha confessado nestes termos: "Tu és o Cristo. o Filho de Deus vivo", que o Senhor dirigiu estas palavras solenes: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, pois não é nem a carne nem o sangue que te revelaram, mas meu Pai que está nos céus; e eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E tudo que ligares sobre a terra será ligado no céu, e tudo que desligares sobre a terra será desligado nos céus" (Mt. 16, 16-19). E é somente a Simão Pedro que Jesus. depois de sua ressurreição, conferirá a jurisdição de soberano pastor e chefe supremo sobre todo o seu rebanho, dizendo: "Apascenta minhas ovelhas. apascenta meu rebanho" (Jo. 21-15b e segs.).
A esta doutrina tão clara das Sagradas Escrituras. vem se opor abertamente a falsa opinião daqueles que pervertendo ... etc etc.» (Dz.1821).
Como é evidente, o texto de Mt. 16, 16 e os outros textos relativos ao primado são retomados pelo Concílio Dogmático Vaticano I, na constituição dogmática Pastor Aeternus, como palavras autênticas e sem intermediários, de Jesus, e assim não é permitido a nenhum exegeta católico pôr em discussão a autenticidade e historicidade. É evidente que a «nova exegese», tendo repudiado a Tradição e o Magistério da Igreja, caminha «sobre a via do ceticismo, da fantasia e da heresia», assim como a «nova teologia» com a qual ela divide plenamente o «desprezo» ao Magistério tradicional da Igreja. No entanto - verdadeiro «sinal dos tempos» - o «magnífico» reitor da Universidade de Latrão, padre Betti, O.F.M. logo após a escandalosa «saída» de Penna, propôs ao «grande Chanceler», cardeal Ruini, a nomeação do mesmo para o posto de consultor do ex-Santo Oficio ... ! Dizem que sua Eminência o cardeal Ruini quis ter a opinião de alguns exegetas romanos (os colegas, penso, do defunto padre Zerwick: o Pe. Inácio de la Potterie, do Instituto Bíblico Pontifício e o Pe. Vanni, professor de Novo Testamento na Gregoriana, etc ... ), os quais julgaram positivamente a exegese negativa e herética do servil repetidor dos racionalistas, Romano Penna. Eis duas autoridades acadêmicas que precisam consultar os exegetas (?) sobre um texto evangélico que fundamenta o dogma do primado, cujo sentido foi infalivelmente definido pelo Concilio Vaticano I! (ver Lagrange, contra o superficial e nada teólogo Umbeto Betti). É realmente de espantar, as duas autoridades em questão esqueceram as páginas de teologia que deveriam ter estudado, do «de Ecclesia Christi», e em particular «de Romano Pontifice». Ou eles as consideram ... ultrapassadas?
Francesco Spadafora