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Apresentação
Uma das características dos nossos sites,
do trabalho que empreendemos há 39 anos na Permanência, é de oferecer
aos nossos leitores textos para estudo, reflexões que procuram elevar o
nível dos debates e das conversas sobre a nossa santa Religião e sobre a
crise sem precedentes que se abateu sobre a Igreja. Nem sempre
conseguimos alcançar a qualidade desejada, sobretudo por causa da nossa
incapacidade, muitas vezes por não vermos o melhor caminho a tomar, ou
porque não demos importância a algum fato que merecia nossa maior
atenção. Porém, não me parece que possam nos acusar de sermos
superficiais.
Acontece que nem sempre os nossos leitores
conseguem o tempo necessário para ler todo o material que publicamos.
Algumas pessoas sentem falta daquelas opções que muitos oferecem, onde
respostas mais rápidas são dadas a questões freqüentes. Muitos adotam o
termo FAQ para esta sessão, oriundo da expressão em inglês:
Frequently asked questions.
Para atender a estes casos, estamos lançando uma sessão de respostas que
batizamos de Respondeo, do
verbo
latino
respondere,
responder,
que tem a vantagem de substituir o nome inglês
"FAQ" por outro de
forte
evocação
tomista (respondeo dicendum), com o qual São Tomás inicia as respostas
das questões da Suma Teológica.
Iniciamos com questões
relativas à missa nova e iremos aos poucos atualizando esta nova sessão.
Mas lembrem-se: o melhor é aprofundar os conhecimentos dos temas
tratados na biblioteca católica que constituem nossos sites.
Índice
Nota preliminar sobre o uso do termo "lefrevismo"
1.
Os tradicionalistas extrapolam ao
afirmar
que
a
Missa
Nova
é protestantizada.
Na
verdade
queriam chamá-la
herética
e
inválida!
2.
A Fraternidade São Pio X e os esotéricos
* * *
Nota
preliminar
sobre
o
uso
do
termo
“lefrevismo”
Antes
de
mais
nada,
porém,
é
preciso
fazer
um
reparo
inicial
e uma
advertência
aos
que
nos
chamam “lefrevistas”.
Não
há
tal
coisa
como
“lefrevismo”. Mons. Lefebvre
não
fundou
seita
ou
Igreja
particular;
não
teve
nem
ensinou
doutrina
própria,
diferente
do
que
sempre
transmitiu Roma,
Mãe
e Mestra de
sabedoria;
não
teve
discípulos,
não
fundou “escola”,
jamais
se pretendeu
fora
da
Igreja.
Ele
mesmo
o diz:
“Preciso
dissipar
logo
de
início
um
mal-entendido,
de
maneira
a
não
ter
mais
que
retornar
ao
assunto:
eu
não
sou
um
chefe
de
movimento,
muito
menos
o
chefe
de uma
Igreja
particular.
Não
sou,
como
não
cessam de
escrever,
“o
chefe
dos tradicionalistas”.
“Chegou-se a
qualificar
certas
pessoas
de “lefrevistas”
como
se se tratasse de
um
partido
ou
de uma
escola.
É
um
abuso
de
linguagem.
“Não
tenho
doutrina
pessoal
em
matéria
religiosa.
Eu
me
ative
toda
a
minha
vida
ao
que
me
foi ensinado
nos
bancos
do
seminário
francês
de Roma, a
saber,
a
doutrina
católica
segundo
a
transmissão
que
dela fez o
magistério
de
século
em
século,
desde
a
morte
do
último
apóstolo,
que
marca
o
fim
da
Revelação.
“Não
deveria
haver
nisso
um
alimento
próprio
a
satisfazer
o
apetite
do
sensacional
que
experimentaram os
jornalistas
e
através
deles a
opinião
pública
atual.
No
entanto,
toda
a França ficou
em
alvoroço
no
dia
29 de
agosto
de 1976 ao
saber
que
eu
ia
rezar
missa
em
Lille.
Que
haveria de
extraordinário
no
fato
de
um
bispo
celebrar
o
Santo
Sacrifício?
Tive de
pregar
diante
de uma
platéia
de
microfones
e
cada
um
de
meus
ditos
era
saudado
como
uma
declaração
retumbante.
Mas
que
dizia
eu
a
mais
do
que
poderia
dizer
qualquer
outro
bispo?
Ah,
eis
a
chave
do
enigma:
os
outros
bispos,
desde
um
certo
número
de
anos,
não
diziam
mais
as mesmas
coisas.
Ouviste-os
freqüentemente
falar
do
reinado
Social
de
Nosso
Senhor
Jesus
Cristo?”
Tradicionalistas foi o
modo
pejorativo
com
que,
a
partir
de
certo
momento,
começou-se a
chamar
os
católicos
que
resistiam ao
modernismo
e às
novidades
introduzidas na
Igreja.
Somos
católicos,
apostólicos,
romanos,
e
assim
deveríamos
ser
chamados. "Tradicionalismo
não
é
um
partido
ou
movimento
dentro
da
Igreja:
é o
catolicismo
como
tal.
E
único.
Ser
católico
fiel
à
Tradição,
ou
tradicionalista,
não
é
um
dos
modos
de
ser
católico;
é o
único
modo
de
ser
católico.
Aliás,
dizer
católico
tradicionalista vem a
ser
até
um
pleonasmo,
uma
repetição
que
nem
se precisaria
dizer,
mas
que
hoje
se faz
necessária,
já
que
muitos
hoje
se dizem
católicos
mas
rejeitam a
Tradição
multissecular
e
perene
da
Santa
Igreja".
Aceitamos
o
nome
de “tradicionalistas” lembrando aquela
palavra
de S.
Pio
X: “os verdadeiros
amigos
do
povo
não
são
revolucionários,
nem
inovadores,
mas
tradicionalistas.” (Notre
charge
apostolique).
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