|
R E S P
O N D E O nº 1
1. Os tradicionalistas extrapolam ao
afirmar
que
a
Missa
Nova
é protestantizada. Na
verdade
queriam chamá-la
herética
e
inválida!
Resposta:
O Novus Ordo é
um
rito
protestantizado.
São
vários
os
motivos
que
nos
obrigam dizê-lo:
-
a
intenção dos reformistas.
-
A acolhida dos protestantes.
-
O escandaloso convite feito
aos protestantes.
-
O parecer de eminentes
teólogos.
-
A comparação com as reformas
litúrgicas de Lutero e Zwinglio.
-
O
problema da tradução do Missal.
-
A adoção de novas linguagens e
práticas.
a) A
INTENÇÃO
DOS REFORMISTAS
O
escritor
francês
Jean Guitton,
amigo
próximo
de Paulo VI, escreveu: “O
Papa
Paulo VI
me
confiou
que
era
sua
intenção
assemelhar
o
mais
possível
a
nova
liturgia
ao
culto
protestante” [3].
Também
possuímos a
declaração
do pde. Anibal Bugnini,
talvez
o
principal
nome
por
trás
do Novus Ordo Missae: “A
oração
da
Igreja
não
deve
ser
um
motivo
de
constrangimento
para
ninguém",
logo "[é
preciso]
arredar
toda
a
pedra
que
poderia
constituir
qualquer
sombra
de
risco
de
tropeço
ou
de
desprazer
para
os
nossos
irmãos
separados"
(L´Osservatore
Romano,
19 de
março
de 1965).
Grifos
nossos.
b) A
ACOLHIDA DOS
PROTESTANTES
Lutero
dizia: "Eu
afirmo
que
todos
os
lupanares,
os
homicídios,
os
roubos,
os
adultérios,
são
menos
maus
que
esta
abominável
Missa!"
Após o
Novus Ordo,
entretanto,
os protestantes abandonaram a costumeira hostilidade e encheram-se de simpatia
pelo rito da Igreja. Por
que
não
se entusiasmavam
com
o
antigo
missal
e
sim
com
este?
Por
que
recusavam firmemente
rezar
pela
Missa
de
Sempre,
mas não têm escrúpulos em utilizar a
Missa
Nova?
A razão, acreditamos, não pode ser outra senão a de que a "reforma litúrgica deu
um passo notável para a frente e houve uma aproximação das formas da Igreja
luterana" (L´Osservatore Romano, 13/10/1967).
Vejamos algumas
declarações
públicas de
protestantes, declarações essas que constituem sinal evidentíssimo de que há
algo errado com a nova missa:
- Max
Thurian, da
Comunidade
protestante
de Taizé: “Um
dos
frutos
do
novo
Ordo será
talvez
que
as
comunidades
não
católicas poderão
celebrar
a
santa
ceia
com
as mesmas
orações
da
Igreja
católica.
Teologicamente é
possível”
(“La Croix”, 30-5-69).
- “Agora,
na
Missa
renovada,
não
há
nada
que
possa verdadeiramente
perturbar
o
cristão
evangélico”
(Siegevalt, Prof. de
Dogmática
na
Faculdade
protestante
de Strasbourg, “Le Monde”, 22-11-69).
- “As
novas
orações
eucarísticas católicas abandonaram a
falsa
perspectiva
de
um
sacrifício
oferecido a
Deus”
(“La Croix”, 10-12-69,
palavras
que
Jean Guitton diz
ter
lido
em
revista
protestantes
muito
apreciada).
- “Se
toma
em
consideração
a
evolução
decisiva
da
liturgia
eucarística
católica,
a possibilidade de
substituir
o cânon da
Missa
por
outras
orações
litúrgicas, o afastamento da
idéia
segundo
a
qual
a
Missa
constituiria
um
sacrifício,
a possibilidade de
comungar
sob
as duas
espécies,
não
há
mais
razão
para
as
igrejas
da Reforma" (Roger Mehl,
protestante,
em
“Le Monde”, 10-9-70).
- “Nós
nos
atemos à
utilização
das
novas
preces
eucarísticas nas
quais
nós
nos
encontramos e
que
têm a
vantagem
de
matizar
a
teologia
do
sacrifício
que
tínhamos o
hábito
de
atribuir
ao
catolicismo.
Estas
preces
nos
convidam a
encontrar
uma
teologia
evangélica
do
sacrifício”
(Trecho
de
um
documento
emanado do Consistório
superior
da
Confissão
de Augsbourg e da Lorena,
datado
de 8-12-73, publicado
em
“L’Église en Alsace”,
número
de
janeiro
de 1974).
- “A
maior
parte
das reformas
que
Lutero desejava. Existem
doravante
no
interior
mesmo
da
Igreja
Católica”
– (...) “Por
que
não
se
reunir?”
(Seppo A. Teonen,
teólogo
luterano,
professor
de
Dogmática
na
Universidade
de Helsiqui,
jornal
“La Croix” de 15-5-72).
Acrescente-se
ainda
as
declarações
feitas
em
1983
pela
Comissão
Mista
católico-luterana,
oficialmente
reconhecida
por
Roma:
"Outras
exigências
que
Lutero
tinha
formulado
em
seu
tempo
podem
ser
consideradas
como
sendo satisfeitas na
teologia
e na
prática
da
Igreja
de
hoje",
tais
como:
"o
emprego
da
língua
vulgar
na
liturgia,
a possibilidade da
comunhão
sob
as duas
espécies
e a RENOVAÇÃO DA
TEOLOGIA
E DA
CELEBRAÇÃO
DA
EUCARISTIA"
. (grifos nossos)
c) O
ESCANDALOSO
CONVITE
FEITOS
AOS
PROTESTANTES
Seis
pastores
protestantes
foram
convidados
para
a
Comissão
da Reforma
Litúrgica
e dela participaram
como
adidos
qualificados. Paulo VI deixou-se
fotografar
com
os
mesmos
na
cerimônia
de encerramento do CONSILIUM,
em
10/4/70 e a
foto
foi reproduzida
em
La Documentation Catholique.
Ora,
estes
pastores
não
se limitaram a
assistir,
mas
tiveram participação
ativa.
“A
intervenção
ativa
destes ‘observadores’
é corroborada
por
declarações
de Mons. W.W.Baum, “diretor
executivo”
dos
assuntos
ecumênicos
da
conferência
episcopal
americana”:
“Eles
não
lá
estiveram
como
simples
observadores,
mas
como
consultores,
e participaram
plenamente
das
discussões
sobre
a renovação
litúrgica
católica.
Não
faria
muito
sentido
caso
se contentassem
em
ouvir,
mas
eles puderam
contribuir” (Detroit News, 27 de
junho
de 1967).”
Ademais,
como
afirmou Mons. Lefebvre,
por
que
os
protestantes
teriam sido
convidados
para
a
Comissão
da Reforma
Litúrgica
senão
para
que
dissessem “se estavam
satisfeitos
ou
não,
ou
se havia alguma
coisa
que
lhes
não
agradava, se
eles
podiam
rezar
conosco?”
Essa
escandalosa
participação dos
protestantes
teve
um
precedente
notório:
o
Concílio
Vaticano
II:
Os
protestantes,
integrando
um
grupo
que
foi chamado de "OBSERVADORES
NÃO-CATÓLICOS",
já
estavam
presentes
na
Aula
Conciliar
desde
o
primeiro
dia
da
Primeira
Sessão
do
Concílio
Vaticano
II, e a
importância
de
sua
participação foi
logo
enfatizada,
pois no programático
discurso
de
abertura
do
Concílio
(11/10/62), o
Santo
Padre
João XXIII anunciou formalmente
que
uma das
grandes
finalidades
do
encontro
seria a
união
dos
cristãos.
“Esses
"OBSERVADORES
NÃO-CATÓLICOS" participaram do
início
ao
fim
do
Concílio
e no
final
deste,
ou
seja, no dia 4 de
dezembro
de 1965, estavam
presentes
em uma
cerimônia
ecumênica,
na
qual
o
Papa
Paulo VI, "com
evidente
satisfação"
e dirigindo-se a
tais
"observadores",
disse:
"...
Sabeis,
Irmãos,
que
de muitas
maneiras
o
nosso
próprio
Concílio
Ecumênico
pôs-se
em
movimento
em
direção
a
vós:
da
consideração
que
os
Padres
Conciliares
não
deixaram de
manifestar
pela
vossa
presença,
que
tão
cara
lhes
era,
até
o
esforço
unânime
para
evitar
toda
expressão
que
não
fosse
cheia
de
deferências
para
convosco;
da
alegria
espiritual
de vermos
vosso
grupo
de
escol
associado
às
cerimônias
religiosas do
Concílio,
até
a
formulação
de
expressões
doutrinais
e
disciplinares
aptas a
arredar
os
obstáculos
e a
abrir
sendas
tão
largas e aplainadas
quanto
possível
para
uma
melhor
valorização do
patrimônio
religioso
que
conservais e desenvolveis:
a
Igreja
Romana,
como
vedes, testemunhou a
sua
boa
vontade
de
vos
compreender
e de se
fazer
compreender;
não
pronunciou
anátemas,
senão
invitações;
não
traçou
limites
à
sua
espera,
como
tampouco
os
traça
ao
seu
oferecimento
fraterno
de
continuar
um
diálogo
que
a
empenha."
(grifos nossos)
d) O
PARECER
DE
EMINENTES
TEÓLOGOS
E
AUTORIDADES
DA
IGREJA
Cardeal
Ottaviani,
outrora
Prefeito
da
Congregação
da
Doutrina
e da
Fé,
oficialmente
encarregado
pela
defesa
da
Fé
e da
moral:
“A
nova
forma
da
missa
foi
substancialmente
rejeitada
pelo
Sínodo
Episcopal,
nunca
foi submetida ao
júri
das
Conferências
Episcopais e
nunca
foi reivindicada
pelo
povo.
Além
do
mais
possui todas as possibilidades de
satisfazer
aos
mais
modernistas dos
Protestantes.”
(grifos
nossos).
Cardeal
Sticker:
“O
lugar
importante
dado
às
leituras |