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R E S P
O N D E O nº 1
1. Os tradicionalistas extrapolam ao
afirmar
que
a
Missa
Nova
é protestantizada. Na
verdade
queriam chamá-la
herética
e
inválida!
Resposta:
O Novus Ordo é
um
rito
protestantizado.
São
vários
os
motivos
que
nos
obrigam dizê-lo:
-
a
intenção dos reformistas.
-
A acolhida dos protestantes.
-
O escandaloso convite feito
aos protestantes.
-
O parecer de eminentes
teólogos.
-
A comparação com as reformas
litúrgicas de Lutero e Zwinglio.
-
O
problema da tradução do Missal.
-
A adoção de novas linguagens e
práticas.
a) A
INTENÇÃO
DOS REFORMISTAS
O
escritor
francês
Jean Guitton,
amigo
próximo
de Paulo VI, escreveu: “O
Papa
Paulo VI
me
confiou
que
era
sua
intenção
assemelhar
o
mais
possível
a
nova
liturgia
ao
culto
protestante” [3].
Também
possuímos a
declaração
do pde. Anibal Bugnini,
talvez
o
principal
nome
por
trás
do Novus Ordo Missae: “A
oração
da
Igreja
não
deve
ser
um
motivo
de
constrangimento
para
ninguém",
logo "[é
preciso]
arredar
toda
a
pedra
que
poderia
constituir
qualquer
sombra
de
risco
de
tropeço
ou
de
desprazer
para
os
nossos
irmãos
separados"
(L´Osservatore
Romano,
19 de
março
de 1965).
Grifos
nossos.
b) A
ACOLHIDA DOS
PROTESTANTES
Lutero
dizia: "Eu
afirmo
que
todos
os
lupanares,
os
homicídios,
os
roubos,
os
adultérios,
são
menos
maus
que
esta
abominável
Missa!"
Após o
Novus Ordo,
entretanto,
os protestantes abandonaram a costumeira hostilidade e encheram-se de simpatia
pelo rito da Igreja. Por
que
não
se entusiasmavam
com
o
antigo
missal
e
sim
com
este?
Por
que
recusavam firmemente
rezar
pela
Missa
de
Sempre,
mas não têm escrúpulos em utilizar a
Missa
Nova?
A razão, acreditamos, não pode ser outra senão a de que a "reforma litúrgica deu
um passo notável para a frente e houve uma aproximação das formas da Igreja
luterana" (L´Osservatore Romano, 13/10/1967).
Vejamos algumas
declarações
públicas de
protestantes, declarações essas que constituem sinal evidentíssimo de que há
algo errado com a nova missa:
- Max
Thurian, da
Comunidade
protestante
de Taizé: “Um
dos
frutos
do
novo
Ordo será
talvez
que
as
comunidades
não
católicas poderão
celebrar
a
santa
ceia
com
as mesmas
orações
da
Igreja
católica.
Teologicamente é
possível”
(“La Croix”, 30-5-69).
- “Agora,
na
Missa
renovada,
não
há
nada
que
possa verdadeiramente
perturbar
o
cristão
evangélico”
(Siegevalt, Prof. de
Dogmática
na
Faculdade
protestante
de Strasbourg, “Le Monde”, 22-11-69).
- “As
novas
orações
eucarísticas católicas abandonaram a
falsa
perspectiva
de
um
sacrifício
oferecido a
Deus”
(“La Croix”, 10-12-69,
palavras
que
Jean Guitton diz
ter
lido
em
revista
protestantes
muito
apreciada).
- “Se
toma
em
consideração
a
evolução
decisiva
da
liturgia
eucarística
católica,
a possibilidade de
substituir
o cânon da
Missa
por
outras
orações
litúrgicas, o afastamento da
idéia
segundo
a
qual
a
Missa
constituiria
um
sacrifício,
a possibilidade de
comungar
sob
as duas
espécies,
não
há
mais
razão
para
as
igrejas
da Reforma" (Roger Mehl,
protestante,
em
“Le Monde”, 10-9-70).
- “Nós
nos
atemos à
utilização
das
novas
preces
eucarísticas nas
quais
nós
nos
encontramos e
que
têm a
vantagem
de
matizar
a
teologia
do
sacrifício
que
tínhamos o
hábito
de
atribuir
ao
catolicismo.
Estas
preces
nos
convidam a
encontrar
uma
teologia
evangélica
do
sacrifício”
(Trecho
de
um
documento
emanado do Consistório
superior
da
Confissão
de Augsbourg e da Lorena,
datado
de 8-12-73, publicado
em
“L’Église en Alsace”,
número
de
janeiro
de 1974).
- “A
maior
parte
das reformas
que
Lutero desejava. Existem
doravante
no
interior
mesmo
da
Igreja
Católica”
– (...) “Por
que
não
se
reunir?”
(Seppo A. Teonen,
teólogo
luterano,
professor
de
Dogmática
na
Universidade
de Helsiqui,
jornal
“La Croix” de 15-5-72).
Acrescente-se
ainda
as
declarações
feitas
em
1983
pela
Comissão
Mista
católico-luterana,
oficialmente
reconhecida
por
Roma:
"Outras
exigências
que
Lutero
tinha
formulado
em
seu
tempo
podem
ser
consideradas
como
sendo satisfeitas na
teologia
e na
prática
da
Igreja
de
hoje",
tais
como:
"o
emprego
da
língua
vulgar
na
liturgia,
a possibilidade da
comunhão
sob
as duas
espécies
e a RENOVAÇÃO DA
TEOLOGIA
E DA
CELEBRAÇÃO
DA
EUCARISTIA"
. (grifos nossos)
c) O
ESCANDALOSO
CONVITE
FEITOS
AOS
PROTESTANTES
Seis
pastores
protestantes
foram
convidados
para
a
Comissão
da Reforma
Litúrgica
e dela participaram
como
adidos
qualificados. Paulo VI deixou-se
fotografar
com
os
mesmos
na
cerimônia
de encerramento do CONSILIUM,
em
10/4/70 e a
foto
foi reproduzida
em
La Documentation Catholique.
Ora,
estes
pastores
não
se limitaram a
assistir,
mas
tiveram participação
ativa.
“A
intervenção
ativa
destes ‘observadores’
é corroborada
por
declarações
de Mons. W.W.Baum, “diretor
executivo”
dos
assuntos
ecumênicos
da
conferência
episcopal
americana”:
“Eles
não
lá
estiveram
como
simples
observadores,
mas
como
consultores,
e participaram
plenamente
das
discussões
sobre
a renovação
litúrgica
católica.
Não
faria
muito
sentido
caso
se contentassem
em
ouvir,
mas
eles puderam
contribuir” (Detroit News, 27 de
junho
de 1967).”
Ademais,
como
afirmou Mons. Lefebvre,
por
que
os
protestantes
teriam sido
convidados
para
a
Comissão
da Reforma
Litúrgica
senão
para
que
dissessem “se estavam
satisfeitos
ou
não,
ou
se havia alguma
coisa
que
lhes
não
agradava, se
eles
podiam
rezar
conosco?”
Essa
escandalosa
participação dos
protestantes
teve
um
precedente
notório:
o
Concílio
Vaticano
II:
Os
protestantes,
integrando
um
grupo
que
foi chamado de "OBSERVADORES
NÃO-CATÓLICOS",
já
estavam
presentes
na
Aula
Conciliar
desde
o
primeiro
dia
da
Primeira
Sessão
do
Concílio
Vaticano
II, e a
importância
de
sua
participação foi
logo
enfatizada,
pois no programático
discurso
de
abertura
do
Concílio
(11/10/62), o
Santo
Padre
João XXIII anunciou formalmente
que
uma das
grandes
finalidades
do
encontro
seria a
união
dos
cristãos.
“Esses
"OBSERVADORES
NÃO-CATÓLICOS" participaram do
início
ao
fim
do
Concílio
e no
final
deste,
ou
seja, no dia 4 de
dezembro
de 1965, estavam
presentes
em uma
cerimônia
ecumênica,
na
qual
o
Papa
Paulo VI, "com
evidente
satisfação"
e dirigindo-se a
tais
"observadores",
disse:
"...
Sabeis,
Irmãos,
que
de muitas
maneiras
o
nosso
próprio
Concílio
Ecumênico
pôs-se
em
movimento
em
direção
a
vós:
da
consideração
que
os
Padres
Conciliares
não
deixaram de
manifestar
pela
vossa
presença,
que
tão
cara
lhes
era,
até
o
esforço
unânime
para
evitar
toda
expressão
que
não
fosse
cheia
de
deferências
para
convosco;
da
alegria
espiritual
de vermos
vosso
grupo
de
escol
associado
às
cerimônias
religiosas do
Concílio,
até
a
formulação
de
expressões
doutrinais
e
disciplinares
aptas a
arredar
os
obstáculos
e a
abrir
sendas
tão
largas e aplainadas
quanto
possível
para
uma
melhor
valorização do
patrimônio
religioso
que
conservais e desenvolveis:
a
Igreja
Romana,
como
vedes, testemunhou a
sua
boa
vontade
de
vos
compreender
e de se
fazer
compreender;
não
pronunciou
anátemas,
senão
invitações;
não
traçou
limites
à
sua
espera,
como
tampouco
os
traça
ao
seu
oferecimento
fraterno
de
continuar
um
diálogo
que
a
empenha."
(grifos nossos)
d) O
PARECER
DE
EMINENTES
TEÓLOGOS
E
AUTORIDADES
DA
IGREJA
Cardeal
Ottaviani,
outrora
Prefeito
da
Congregação
da
Doutrina
e da
Fé,
oficialmente
encarregado
pela
defesa
da
Fé
e da
moral:
“A
nova
forma
da
missa
foi
substancialmente
rejeitada
pelo
Sínodo
Episcopal,
nunca
foi submetida ao
júri
das
Conferências
Episcopais e
nunca
foi reivindicada
pelo
povo.
Além
do
mais
possui todas as possibilidades de
satisfazer
aos
mais
modernistas dos
Protestantes.”
(grifos
nossos).
Cardeal
Sticker:
“O
lugar
importante
dado
às
leituras
e à
pregação
na
nova
missa,
a possibilidade
mesma
deixada ao
padre
de
acrescentar
explicações
e
palavras
pessoais
é uma
reflexão
a
mais
sobre
o
que
é
legítimo
chamar
de uma
adaptação
à
idéia
protestante
de
culto..."
(grifos
nossos)
Cardeal
Silvio Oddi:
“Quando
o Cânon II foi publicado, os
protestantes
da
famosa
comunidade
de Taizé,
que
têm uma
liturgia
muito
diferente
da
liturgia
católica,
disseram: “Este
nós
também
podemos
usar”.
Isto
quer
dizer
que
pode
ser
interpretado
sem
a
presença
real
de
Cristo
na
Eucaristia.
Portanto,
alguma
coisa
não
era
clara
(...) Tenho a
impressão
de
que
as
pessoas
escolhidas
para
efetuar
todas essas reformas litúrgicas
não
estavam
muito
preocupadas
com
a
pureza
do
dogma
e da
doutrina.
Tentaram
apresentar
as
coisas
para
agradar
alguém,
por
uma
concepção
ecumênica
errônea”.
(grifos
nossos)
Cardeal Fernando Antonelli, membro do Consilium, organismo
encarregado da reforma litúrgica: "Tenho a impressão de
que se concedeu muito, sobretudo em matéria de sacramentos,
à mentalidade protestante" (grifos nossos)
Mons. Klaus Gamber,
bispo
de Ratisbona e
perito
em
Liturgia:
“A reforma
litúrgica
de Paulo VI foi
mais
radical
que
a de Lutero”.
Pde.
Raymond Dullac:
“Este
rito
possui
um
PECADO
ORIGINAL
que
circuncisão
alguma será capaz de
suprimir:
o
pecado
de se
ter
querido
fabricar
uma “missa”
passe-partout,
apta
a ser
celebrada
tanto
por
um
católico
como
por
um
protestante”
Um
grupo
de
teológicos
publicou
em
1969
um
artigo
na
conceituada
revista
Pensée Catholique: “O Ordo Missae tenderia a
instaurar
na
Igreja
católica
romana
um
ofício
por
demais
semelhante
à
ceia
das
igrejas
protestantes.
Sinal
característico?
É a
Ceia
e
não
a
Cruz
que
figura
no
frontispício
do
livro
vermelho,
na
página
2”.
Outro
interessante
testemunho
nos
foi
dado
pelo
escritor
Julien Green, convertido do
anglicanismo:
“A
primeira
vez
que
ouvi a
Missa
em
francês,
tive
dificuldade
em
crer
que
se
tratava de uma
Missa
Católica.
Apenas
a
Consagração
me
tranqüilizou,
embora
ela
fosse,
palavra
por
palavra,
semelhante
à
consagração
anglicana”.
No
mesmo
livro,
o
autor
conta
a
impressão
que
ele
e
sua
irmã tiveram
diante
de uma
Missa
televisionada: Pareceu-lhes uma
imitação
grotesca
do
ofício
anglicano.
No
fim
ele
perguntou à
sua
irmã: “por
que
é
que
nos
convertemos?” (op. cit., p. 138).
e) A
COMPARAÇÃO
COM
A REFORMA
LITÚRGICA
DE LUTERO
― É
espantosa
a comparação
entre
o
culto
dos
reformadores
e o Novus Ordo. A
citação
seguinte
foi
tirada
do
livro
de Arnaldo Xavier da
Silveira,
“Considerações
sobre
o Ordo Missae de Paulo VI”. Os
negritos
são
nossos:
“Na
quinta-feira
santa,
13 de
abril
de 1525,
bem
como
na
sexta-feira
santa
e no
domingo
de
Páscoa
seguintes,
sob
as
abóbadas
estarrecidas do “Grand Muenster”, o
culto
se processou de
maneira
absolutamente
nova.
A
língua
alemã expulsava
totalmente
o
latim
da
liturgia.
Os
coros
não
cantavam
mais
(...) A
ceia
substituía a
missa.
“As
espécies
da
refeição
sagrada
encontravam-se
sobre
uma
mesa
de
tipo
comum.
Zwinglio oficiava voltado
para
a
assembléia,
em
vez
de
permanecer,
como
na
liturgia
romana,
de
frente
para
o
altar.
A
seu
tempo,
acólitos
distribuíam o
pão
ao
longo
dos
bancos
dos fiéis,
que
com
suas
próprias
mãos
tomavam
um
pedaço
e o levavam à
boca.
O
cálice,
trazido da
mesma
maneira,
circulava
em
seguida,
passando de
um
comungante a
outro.
Zwinglio fizera
questão
de
que
o
vinho
fosse pôsto
em
cálices
de
madeira,
a
fim
de
repudiar
abertamente
todo
o
fausto.
(...)”.
― “...a
primeira
medida
de Lutero
contra
o
caráter
sacrifical da
Missa,
foi a supressão do
ofertório,
que
mais
explicitamente o
expressa.
Depois
fez as outras mudanças. Foi
igualmente
o
que
fez Paulo VI na
nova
missa,
transformando o
ofertório
em
uma
simples
apresentação
de
dons
conforme
prática
judaica
na
suas
sinagogas.
“Em
seguida,
Lutero alterou as
palavras
da
instituição,
fazendo da
parte
consacratória e da
narrativa,
que
são
bem
distintas, uma
só,
e mandando
pronunciar
tudo
em
tom
narrativo e
em
voz
alta.
Tudo
para
suprimir
qualquer
idéia
de
ação
pessoal
do celebrante e
pois,
toda
a
idéia
de
sacrifício,
e
assim
inculcar
nos
assistentes
a
idéia
protestante
de
simples
ceia-memorial.
“Também
a reforma de Paulo VI, do
rito
da
Missa,
alterou a
forma
da
Consagração,
transpondo
para
fora
dela as
palavras
“Mysterium fidei”, e suprimindo o
ponto
gráfico
que
separava
bem
a
parte
narrativa,
da
parte
consecratória, de
modo
que
o celebrante é
levado
a
pronunciar
tudo
em
tom
narrativo
como
quem
apenas
conta
um
fato
acontecido no
passado,
e
não
como
quem
faz uma
ação
pessoal,
que
torna
de
novo
presente
a
mesma
realidade
operada
por
Jesus
Cristo,
e
por
Ele
ordenada
que
fosse renovada perpetuamente
mediante
o
ministério
do
sacerdote
(Lc. 22,19).
“Vê-se
pois,
por
essa
pequena
amostra
– e há
muitos
outros
pontos
nos
quais
a
missa
nova
não
é
mais
a
pura
expressão
da
Fé
Católica
–
como
é de
suma
importância
a
nossa
fé
nesse
aspecto
da
Missa
como
sacrifício.
Aí
está a
prova.
Os
protestantes
tomam
ares
de
festa
com
a
sua
supressão,
através
da
Missa
nova.”
―
“Lutero suprimiu
qualquer
referência
aos
Santos.
Também
na
Missa
Nova,
dos
seus
quatro
Cânones,
somente
o chamado
Romano
menciona
alguns
Santos,
e
mesmo
assim,
é
livre
a
sua
menção
pelo
celebrante.
Mais
um
motivo
por
que
vários
pastores
protestantes
afirmam
poder
celebrar
a
sua
ceia-memorial usando o
texto
da
Missa
Nova”.
― “Para
Lutero, a
Missa
é
somente
um
banquete
de comemoração da
última
Ceia.
Daí
ser
celebrado
em
uma
mesa,
e
com
o celebrante voltado
para
o
povo,
na
postura
dos
comensais
de
refeição
comum,
como
se faz na
Missa
Nova”.
f) O
PROBLEMA
DA
TRADUÇÃO
Outro
aspecto
que
deve
ser
estudado é o da
tradução
do Novus Ordo
para
o
vernáculo.
Problema
que
ocorreu
em
maior ou menor grau por
todo
o
mundo.
No Brasil, os "erros" de tradução foram motivo de polêmica pública, envolvendo
sacerdotes e diversos intelectuais católicos. [17]
Ora,
analisando os “erros”
diversos
de
tradução
para
o
português
(o
padre
D´Elboux listou na
época
nada
menos
que
150 e, segundo narrou o mesmo, Dom Fernandes, de Londrina, relacionou número
ainda maior de "erros"), verifica-se
que
vão freqüentemente numa direção muito agradável aos protestantes.
Ora,
o
fortuito
não
pode
ser
repetitivo.
Vejamos
alguns
exemplos:
1. Nas
referências
à
Nossa
Senhora,
todas as
vezes
em
que
se
lia
beata
Virgo Maria
no
original
latino
do Novus Ordo, traduziu-se
simplesmente
por
"Virgem
Maria", omitindo o
bem-aventurada
que
pedia o
latim.
Isto
ocorre
nos
parágrafos
3, 45, 54, 78, 85 e 94. Notamos
que,
no
parágrafo
85, lia-se: in primis cum beatissima Virgine, Dei Genitrice,
Maria. Eliminados o
superlativo
beatissima e o in primis ("antes
de
tudo"),
ficou a
tradução
abreviada
para:
"Virgem
Maria,
mãe
de
Deus".
Ainda
neste
ponto,
encontramos as
omissões
seguintes:
— no
parágrafo
30: "Virgo Mater inefabili dilectione sustinuit", torna-se: "a
Virgem
esperou
com
amor
de
Mãe".
Enquanto
no
latim,
estava
amor
inefável
e
não,
de
Mãe;
— no
parágrafo
45 e no 53, "virginitatis gloria
permanente"
e "in primis gloriosae semper Virginis Mariae",
respectivamente
no
latim.
Não
aparece na
tradução
o gloria da
primeira
frase,
nem
o gloriosae, da
segunda;
— no
parágrafo
46: "Deiparae
Virgini Sponsus" fica traduzido
como
"esposo
à
Virgem
Mãe",
enquanto
Deiparae pedia "à
Virgem
Mãe
de
Deus".
2.
Com
relação
aos
Apóstolos,
Santos
e
Mártires
ocorre
fenômeno
parecido
com
o
que
se viu
acima.
No
parágrafo
47, "beatos
Apostolos", no
texto
latino,
traduz-se
simplesmente
"dos
Apóstolos";
no
parágrafo
69 traduz-se "tuis sanctis Apostolis"
por
"apóstolos";
mais
grave,
no
parágrafo
78
simplesmente
omite-se a
menção
aos
santos
("et omnibus Sanctis qui tibi a saeculo placuerunt", torna-se "e
todos
os
que
neste
mundo
vos
serviram" — sem
mencionar
a
tradução
de "placuerunt"
por
"serviram").
Ainda
no
parágrafo
85 vê-se
novas
omissões:
"cum beatis Apostolis tuis et gloriosis Martyribus" é transformado
em
"os
vossos
apóstolos
e
mártires".
3.
Com
relação
à
Igreja:
Por
duas
vezes
suprime-se o
adjetivo
"católica"
ao referir-se à
Igreja
e,
em
uma
vez,
omite-se o
adjetivo
"santa".
"Quae tibi offerimus pro Ecclesia tua sancta catholica" passou a
ser
"Nós
as oferecemos (omitiu-se in primis)
pela
vossa
Igreja
(omitiu-se sancta e catholica)
dispersa
pelo
mundo".
4. A
tradução
de "pro multis", na formula
mesma
da
Consagração,
por
"por
todos"
(mais
gravemente,
na
tradução
oficial
de 1969, publicada
sob
a
aprovação
da CNBB, "por
todos
os
homens"),
cuja
correção
apenas
recentemente
foi
ordenada.
5. No
início
da
agora
chamada
"Oração
Eucarística I" [...] vê-se traduzido haec
dona,
haec munera, haec sancta sacrificia illibata
por
"estas
oferendas",
simplificação
excessiva
e mutiladora,
exatamente
porque aquelas
ofertas
são matéria
do "sacrifício
ilibado", da
Vítima
Perfeita,
Cristo.
A
missa
é
essencialmente
sacrifício:
não
assembléia,
nem
memorial.
Poder-se-ia
arrolar
ainda
muitos
outros
exemplos
de
infelizes
omissões,
como
a do
parágrafo
63,
onde
"et hunc praeclarum calicem" é traduzido,
tão
pobremente,
por
"o
cálice";
ou
a
igualmente
infeliz
omissão
em
dois
lugares
de
adjetivos
que
indicam perpetuidade
quando
se refere a
danação
ou
vida
eterna
(parágrafos
43 e 60);
ou
as diversas
passagens
em
que
se eliminou
ou
se
atenuou
expressões
referentes
aos
Anjos
e à
hierarquia
angélica;
ou
a
tradução
do “Orate frates”,
ou
do “Et cum spiritu tuo”.
É de
espantar
a
franqueza
com
que
D. Clemente Isnard OSB,
Secretário
Nacional
de
Liturgia
no
tempo
em
que
foram
feitas
as
traduções,
narra
como
conseguiu a
aprovação
de Roma ao
texto
traduzido (grifos
nossos):
"Resolvi
então
proceder
por
própria
conta"
-
coisa
de
admirar
mas
não
de
imitar
- e
que
tanto
irritou
Dom
Geraldo Fernandes,
que
chegou a
ser
Vice-Presidente
da CNBB. "Apresentei
em
Roma, e a
Congregação
para
o
Culto
Divino
aprovou
nossa
versão.
Nossa
sorte
é
que
no
momento
não
havia na
Congregação
perito
em
língua
portuguesa. Desta
forma
obtivemos aprovação da simplificação do Cânon
Romano,
que
tinha
sido apresentada
pelos
franceses e negada...
Nós
simplesmente
havíamos copiado a
proposta
francesa."
g)
NOVA
LINGUAGEM,
NOVAS
PRÁTICAS
-
“É
sabido
que
a
Eucaristia
tem
dois
aspectos,
um
de
Sacramento,
outro
de
Sacrifício.
O 1º é chamado “Eucaristia”;
o 2º é a
Santa
Missa.
É de
fé
que
a
Missa
é
Sacrifício;
o
próprio
termo
“Missa”
já
indica o
seu
caráter
sacrifical,
pois
é o
particípio
do
verbo
latino
“mittere”:
enviar.
Significa
que,
ao
fim
da
Missa,
a
oblação
sacrifical
já
foi
enviada
(Sto. Tomás)
“Por
isso,
Lutero suprimiu a
palavra
“Missa”,
em
sua
reforma
litúrgica;
queria
apagar
da
mente
dos fiéis
até
a
idéia
de
Sacrifício
que
lhe
é
conexa.
“Chamemo-la, dizia
ele,
Benção,
Eucaristia,
Ceia
do
Senhor”.
E
hoje,
seguindo a
preferência
da “Institutio generalis”,
que
promulgou a
Missa
Nova,
está sendo
chamada,
de
preferência,
Eucaristia.
- “Para
Lutero,
todo
homem,
só
pelo
batismo,
já
é
sacerdote,
porque,
para
ele,
não
há
qualquer
diferença
entre
ser
cristão
e
ser
sacerdote.
Por
isso,
os
seus
pastores
são
meros
presidentes
das
assembléias
reunidas
para
celebrar
a
sua
ceia
meramente
memorial.
É
muito
sintomático
que,
na
Missa
Nova,
o “Confiteor”
não
seja
mais
rezado,
primeiro,
pelo
celebrante
sozinho
e
só
depois
pelos
fiéis
juntos.
Esta
mudança
insinua
igualdade
entre
os
padres
e os
leigos.
E o
próprio
Institutio Generalis (no. 7)
chama
o celebrante de
presidente
da “assembléia
do
povo
de
Deus”,
na
qual
o
povo
reunido
sob
sua
presidência
é
que
celebra o “Memorial
do
Senhor”.
Só
diante
da reclamação dos fiéis
por
causa
desse
grave
erro
é
que
Roma fez
um
arremedo
de
correção,
pois
o celebrante continuou a
ser
presidente
da
Assembléia
e o
povo
não
deixou de
ser
quem
celebra,
ou
con-celebra (com
o
presidente)...”
Podemos
citar
ainda
aqui:
- O
grave
problema
da
definição
da
Missa
como
Ceia
no “Institutio Generalis”;
- As
concelebrações;
- A
substituição
do
latim
pelo
vernáculo;
- A
comunhão
dada
na
mão;
- A
substituição
do
gregoriano
por
músicas
populares,
o
emprego
de
instrumentos
de
percussão
e
cordas
nas
Igrejas;
- As
missas-show, carismáticas etc.
CONCLUSÃO
"O Novus Ordo foi concebido
com o propósito de favorecer um falso ecumenismo, esmaecendo a fé", "a
Nova Missa pode ser lícita e válida, mas a intenção que presidiu a sua
elaboração a torna intrinsecamente perversa e perigosa". A essas objeções,
Dom
Guy Oury, do
célebre mosteiro de Solesmes, comentou: "Se fosse realmente assim,
compreender-se-ia que os católicos fiéis estivessem justamente alarmados em sua
fé; a resistência tornar-se-ia mesmo um dever"
Ora, como nota Louis Salleron,
ainda que estas duas objeções devessem ser formuladas um pouco diferentemente,
é realmente assim. Por isso, a resistência é um dever.
[20]
* * *
Encerramos deixando ao leitor
a tarefa de julgar. As evidências são copiosas. Como negar, sem má-fé, que é
protestantizante o novo rito, não apenas em sua intenção, não apenas no entender
dos protestantes, mas naquilo mesmo que o constitui?
O leitor
desejoso de se aprofundar no assunto poderá ler alguns dos trabalhos que foram
publicados nesse sentido:
-
A Missa de Lutero,
por
Mons. Lefebvre;
-
Protestantização Litúrgica (Sim Sim Não Não, no. 69);
-
Carta Aberta aos Católicos Perplexos, cap. IV, de Mons. Lefebvre.
- “A
Teologia
do
Sacrifício
da
Missa”,
por
D. Licínio Rangel (Sim
Sim
Não
Não,
Julho/2001);
- "Solesmes et la Messe" (Itinéraires,
no. 195), "En
quoi la Nouvelle Messe est un échec
" (no. 194),
Louis Salleron.
- La Nouvelle Messe
de
Paul
VI: Qu´en penser?”, Ia
parte,
cap. 5.
de Arnaldo Xavier da
Silveira
“
- “A
Missa
Nova,
uma
caso
de
Consciência”
e “Católicos,
Apostólicos,
Romanos”,
padres
de
Campos.
Sobre a Missa tradicional,
oferecemos ainda vários textos no nosso índice
Missa de São
Pio V
* * *
Finalmente,
jamais
alegamos
que
a
Nova
Missa
fosse
herética
ou
inválida.
A
esse
respeito,
citamos
palavras
do
próprio
Mons. Lefebvre: “Evidente
que
a reforma
litúrgica
atual
se inspira na reforma de Lutero.
Eu
disse
isso,
em
Roma, a
muitos
Cardeais:
“Vossa
nova
Missa
é a
Missa
de Lutero!”
A
isso
me
foi respondido: “Mas
então
ela
é
herética!”
E
eu
respondi: “Não,
ela
não
é
herética,
mas
é
ambígua,
equívoca,
pois
um
pode celebrá-la
com
a
fé
católica
integral
do
Sacrifício,
da
Presença
Real,
da
Transubstanciação
e
outro
pode celebrá-la
sem
ter
essa
intenção
e, nesse
caso,
a
Missa
não
será
mais
válida.
As
palavras
que
ele
pronuncia e os
gestos
que
ele
faz
não
o contradizem.
Ela
é
equívoca,
sim,
equívoca.
E
certamente
Lutero,
durante
muitos
anos,
a celebrou validamente,
quando
ele
ainda
não
estava
contra
o
Sacrifício,
quando
ele
era
ainda
mais
ou
menos
católico.
Porém,
mais
tarde,
quando
ele
recusou o
Sacrifício,
o
Sacerdócio,
a
Presença
Real,
então
sua
Missa
passou a
não
ter
mais
validade”.
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Notas:
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