O CULTO AO ESPÍRITO SANTO
Mons. GAUME
 

A NOVA TEOLOGIA DA MISSA
F. Lafayette


  
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Em 13 de maio

¿ QUE PASA CON RAFAEL ?

Não sei se nossos leitores sabem que os portugueses da Tradição desenvolveram muito o apostolado por Blogs diversos. Dentre esses, destaca-se já há bastante tempo o blog A Casa de Sarto. Muitos textos ali publicados são de grande importância para nosso combate, tanto religioso, em defesa da fé, como cultural, em defesa da Civilização Católica. Esta admiração nossa existe mesmo quando alguns detalhes do combate não são entendidos do mesmo modo. Apesar das pequenas diferenças que por vezes aparece, é sempre com profundidade e correção que nossos amigos José Sarto e Rafael Castela Santos(este, espanhol) defendem o que nós, aqui na Permanência, tentamos também defender.

Acontece que recentemente, Rafael Castela Santos escreveu um editorial extremamente duro contra Dom Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, a propósito do último número da Carta aos Amigos e Benfeitores da Fraternidade S. Pio X. A tal ponto vai a dureza que, lendo seu artigo, vinha-me à mente, em diversas passagens, uma exclamação muito cara aos hispânicos: - ¿QUE PASA CON RAFAEL? Em outras palavras: porque tanta celeuma por causa de uma Carta onde Mons. Fellay não diz nada de novo, nada que já não tenha sido dito, nada que contrarie o pensamento de sempre da Fraternidade São Pio X? (continue lendo aqui)

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O Pe. Luiz Cláudio Camargo pediu-me, há algum tempo, que escrevesse uma resenha sobre o livro "O Reno se Lança no Tibre", que a nossa Editora Permanência acaba de lançar. Esta resenha foi publicada num recente número da Revista Guarde a Fé, da Fraternidade S. Pio X e vem aqui reproduzida.

Quem fechará a Caixa de Pandora que os bispos do mundo inteiro, reunidos em Concílio, resolveram abrir? Conta a mitologia que, movida pela curiosidade, esta mulher cheia de qualidades, abriu a tampa de uma jarra (não era bem uma caixa), oferecida por Zeus para o casamento dela com Epimeteu. Imediatamente escaparam da jarra todos os males, espalhando-se pela humanidade. Fechando apressadamente a jarra, ficou presa, solitária e impotente, a Esperança.

Bela e terrível figura do que aconteceu na Igreja, durante o Concílio Vaticano II. (Leia mais)

***

A seguir, nossas primeiras impressões a propósito do Motu Proprio de Bento XVI:

Como todos já sabem, o Papa Bento XVI num ato histórico, devolveu à missa de S. Pio V um lugar dentro da vida eclesial moderna. Não é ainda o lugar de direito, visto que ela é ainda considerada como "forma extraordiána" do rito Romano da Missa. Mas é, sem dúvida, um lugar de fato, que abre aos padres escrupulosos e que sofriam as pressões do episcopado para não celebrar a missa tridentina um caminho de liberdade que pode causar uma redescoberta do patrimônio litúrgico por milhares e milhares de fiéis.

Os textos para a análise deste fato já se fazem numerosos, o que dificulta a rapidez da informação. Porém, como nossa orientação sempre foi a da formação, mais do que a da informação, nada de mais que esperemos alguns dias para que todos estes textos sejam devidamente traduzidos e analisados.

O fato é que Mons. Fellay, Superior Geral da Fraternidade S. Pio X, deixou claro em sua Carta aos fiéis, que é graças à Mons. Marcel Lefebvre e seu incansável combate pela tradição, no meio das perseguições e penas absurdas, que hoje se obtém do papa esta liberação parcial da missa católica. Assinala ainda Mons. Fellay como causa espiritual deste fato histórico, os dois milhões e meio de terços rezados no mês de Outubro passado nesta intenção.

É claro que estes primeiros momentos devem ser vividos na oração e na reflexão, mais do que no entusiasmo, pois junto com os benefícios, existem muitas ambiguidades, como por exemplo, a insistência do papa em dizer que as duas missas são formas diferentes do mesmo rito Romano do Missal. Analisando-se fria e teológicamente os dois ritos, ve-se que não cabe esta aproximação. Ao contrário, trata-se de duas concepções diferentes da Missa e é de extrema importância que se compreenda o porquê. Por ora, apresentamos um pequeno resumo esquemático, para posterior desenvolvimento:

Tridentina

Paulo VI

Sacrifício Banquete
Ação sacrifical      (fazei ISTO) Memorial     (em MEMORIA de mim)
Renovação incruenta do Sacrifício da Cruz Narração da Instituição da Eucaristia
As difenças aparecem ainda nos aspectos secundários :
Lingua sagrada para um sacrifício Vernáculo, para uma refeição
Todos virados para o altar do sacrifício Todos em torno da mesa do banquete
Missa odiada pelos protestantes Missa concebida com ajuda de seis pastores e com o aplauso de protestantes do mundo todo

Fica claro que se trata de ritos diferentes e que não é tão simples assim dizer que devemos aceitar a missa nova como plenamente católica. Graves dificuldades teológicas nos impõem uma atitude de defesa da fé, pois o rito novo "afasta-se no todo como no detalhe da concepção católica da missa tal como definida no Concílio de Trento" (Card. Ottavianni e Bacci, 1969).

Que muitos católicos descubram, pois, este tesouro de vida católica, de  dogmas católicos, de fé católica que é a Missa Tridentina, codificada por S. Pio V e armada por uma muralha protetora contra os ataques dos inimigos da Igreja. E que muitos padres voltem a celebrá-la, com piedade, com devoção, com fé.

Apresentaremos nos próximos dias os textos traduzidos e novos comentários.

Dom Lourenço Fleichman OSB

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NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS

3/4/2008 - Veja a belíssima foto-reportagem das exéquias de D. Anjo, prior de Notre-Dame de Bellaigue.

27/11/2007 - O Padre Joel Danjou, da Fraternidade São Pio X publicou uma interessante Carta Aberta aos Padres de Campos no site da Fraternidade S. Pio X. O padre se dirige aos padres que seguiram a Dom Fernando Rifan na degringolada geral da resistência católica na diocese de Campos. Pergunta a eles se acreditam em tudo o que faz e diz o bispo da Administração Apostólica, tamanha a distância entre o que hoje é ensinado aos fiéis campistas e tudo aquilo que, durante anos, foi a luz do combate pela Tradição.

Se nossos leitores voltarem alguns poucos anos atrás, e lerem os textos que publicamos aqui, na época em que os padres de Campos abandonaram seus antigos companheiros de combate, e compararem com a lista apresentada pelo Padre Joel, verão que a decadência se acelera em poucos anos de contato com os princípios heterodoxos do Vaticano II.

Como é sabido, os acordos com o Vaticano trouxe para todos os grupos "Ecclesia Dei" um enfraquecimento do combate, a aceitação dos erros de Vaticano II, inclusive a missa nova. Neste ponto também, Campos está indo muito mais rápido do que os demais, visto que a missa de Paulo VI já está sendo celebrada e concelebrada. É isto o que custa abandonar o bom combate e o exemplo de Mons. Lefebvre, como fizeram os padres do IBP. Todos eles entram na lógica de uma falsa obediência que trai a fé.

*  *  *

A FSSPX traduziu e publicou em seu site um excelente trabalho sobre o Limbo, escrito pelo Pe. de la Rocque. Recomendamos.

O Correio da Bahia fez uma reportagem sobre o pde. Jahir Britto de Souza, nosso amigo, mestre e companheiro de combate.

Dom Fellay fala sobre a expectativa do Motu Proprio, ecumenismo etc. Palestra em inglês, dada  em 16/4/2007 nos EUA.

As declarações do Papa sobre os índios e a polêmica causada - com links para outros artigos sobre o tema.

Os 90 anos das aparições de Fátima - veja os links para outros artigos sobre o tema

Miséria e Grandeza dos Astecas, de Pde. Irabiru: os veementes protestos gerados por recente declaração do Papa, de que seria "um retrocesso" a volta às primitivas religiões indígenas, nos moveram a publicar o presente artigo. A história (a verdadeira, não a "pluralista", "politicamente correta" ou "multicultural") mostra a absoluta perversidade de muitos daqueles cultos.